A Geração Y e a Revolução da Mídia Social
Gostei tanto deste tema que acabei achando um vídeo super legal. Acredito quem muitos já tenham assistido, mas para quem ainda não conseguiu ver é uma excelente oportunidade.
Este vídeo já rolou na rede e alguns dados já foram superados, mas veja como as mídias sociais estão revolucionando o mundo. Além disso, sabemos que a Geração Y e a próxima geração, provavelmente não viverão mais sem estas ferramentas elaboradas em tão pouco tempo pelo homem.
Uma complementação do que disse em meu último post.
Geração Y – “Sim, nós podemos!”
Antes de escrever todo o texto, quero que o leitor assista o vídeo abaixo, divirta-se e faça uma reflexão.
Quem assistiu no dia 3 de dezembro, na ESPM do Rio de Janeiro, o Ciclo Comunicar Cultura, realizado pelo Nós da Comunicação, não conseguiu conter o riso quando Eline Kullock, presidente do Grupo Foco apresentou o vídeo durante o evento “X, Y e + o Q? Admirável novo mundo corporativo: Comunicação e cultura na era digital”, mediado por Bernadete Almeida, coordenadora da ESPM Social, que ainda contou com a excelente apresentação do diretor de Comunicação e Marketing da IBM, Mauro Segura.
Sim, rimos muito porque lembramos de nossas “crianças”. Desta geração que já nasceu em uma era veloz, com agenda lotada de compromissos – escola, balé, futebol, inglês, espanhol, francês, caratê, natação, universidade, estágio, MBA, mestrado, internet, Twitter, Facebook, Orkut, Iphone e assim vai -, imposta por nós, os pais, pensando que eles nunca pudessem dar conta do recado.
Achamos graça do bebezinho falando sem ponto e sem vírgula, em sua própria linguagem, porque sabemos que esta geração já nasceu com chip e serão capazes de muito mais coisas do que a Geração que está começando a predominar o início do século 21: a Geração Y, esta que criamos com a agenda lotada e cheia de compromissos.
Antes de este futuro bebê entrar para o Admirável Mundo Corporativo e assumir uma geração que nem sabemos qual a letra receberá ou o que será, não podemos esquecer que a Geração Y – nascida no final da década de 70 até o início da década de 90, ainda no século XX -, se viu no meio de transformações, em uma velocidade empregada por seus pais e avós, até então formadores da geração Baby Bommers e Geração X. Engano nosso quando a culpa batia ao ver a agenda de compromissos de nossos filhos. Achávamos que eles não aguentariam o tranco? Um grande engano. Eles gostaram da agitação, se adaptaram perfeitamente as nossas “imposições”. Correr e fazer tudo ao mesmo tempo é um ato normal do dia a dia. E se achávamos a velocidade muito grande, eles trataram de aumentá-la.
Hoje, a Geração Y, aquela que nasceu jogando videogame e hoje acha o Twitter o essencial da informação, dá aula para a geração que criou o computador e os softwares para que eles pudessem brincar. É a geração do “sim, nós podemos tudo!”, que de acordo com Eline: “nasceu com a estima muito alta”. Culpa da Geração X? Podemos dizer que sim. Seus pais foram criados pela Geração Baby Bommers para “enfrentar” o mercado de trabalho, deveriam dar valor as empresas, mas infelizmente não foram preparados para “criar” os seus filhos. A Geração X carrega a culpa das famílias desfeitas e do divórcio e para que seus filhos não ficassem traumatizados, acostumaram a dizer para eles: “Vocês serão os melhores, os vencedores, os maiores. Podem tudo”. Conclusão, a Geração Y chegou ao Admirável Mundo Novo Corporativo achando que poderiam dominar as empresa. Só esquecemos de passar uma informação para esta geração, na direção das organizações, esses jovens de até 30 anos encontrariam sentados nas cadeiras tops e ainda de forma super ativa, a Geração X.
Conflito de gerações? Segundo Eline Kullock, só se quisermos. “As gerações podem ser diferentes e elas conseguem funcionar. Devemos estar abertos para entender as pessoas assim. Devemos entender as diferenças.” E a presidente do Grupo Focus nos mostra uma foto do monstrinho E.T, do filme de Steven Spielberg.
A Geração X e a Geração Y conseguem muito bem trabalhar juntas e integradas, mas é claro que notamos o seguinte dilema: Horas X Segundos. Tudo para a Geração Y é na base da velocidade, fato que a Geração X entende perfeitamente e até convive muito bem. Mas, será que a Geração Y está realmente preparada para sentar no topo da direção de uma empresa sem cometer erros e sem ser preparada pela Geração X? Opinião sincera: devemos conviver muito bem e conseguimos, mas é nossa obrigação prepará-los para o futuro, para que não errem tanto. Não que a Geração X nunca tenha cometido erros. Ao contrário, mas é uma geração que aprendeu com seus erros.
Geração da Impaciência
É assim que a Geração Y pensa. A vida é curta, muito curta e acelerada. Devemos então aproveitá-la da melhor forma possível. E erram, erram e erram. Acho que eles nem se importam com seus erros agora. Mas cabe a Geração X mostrar que lá na frente este erro terá consequências.
A Geração Y deve aprender a olhar o passado para enxergar melhor o futuro, somente desta forma conseguirão ocupar posições altas nas corporações. Em pouco tempo eles serão o passado. A linha do tempo, por causa da velocidade tecnológica está cada vez mais curta e o futuro já chegou com o bebezinho acima. Ele já está “pronto” e nasceu falante e com opinião. Os jovens de hoje, uma vez preparados por nós, receberão este bebê nas futuras corporações.
E quando as duas gerações falam Hã!, está na hora de sentar e conversar. “O modelo mental está diferente e precisamos escutar o outro. Sabe por quê? Não está fazendo o menor sentindo. Pare e tente entender o que está acontecendo.”, diz Eline Kullock.
A Geração do Twitter, do Facebook, do Orkut, etc., que tem a sua própria linguagem escrita, passou por bruscas mudanças tecnológicas, e foi exatamente esta mudança que acabou por provocar a troca de uma geração para outra, segundo Eline Kullock. Para eles, papai não sabe nada. Engraçado, pois nós da Geração X, tínhamos o costume de dar valor ao conhecimento de nossos pais, nascidos e formados na Geração Baby Bommers.
A Geração Y sai de casa com a sensação de que seus pais não aprenderam nada e não sabem nada. Tudo para eles está no celular, porque a vida deles está no celular. Não leem manual, são antenados e super conectados, vivem em tribos e funcionam em tribos. O modelo mental desta Geração Y é a velocidade e da Geração X é outra. “Por este motivo, temos que saber o que eles estão falando. Porque certamente estamos falando coisas diferentes, o Hã”, explica Eline.
Imagem do papai lendo jornal no café da manhã? Para esta geração que está no mundo corporativo, conectado 24 horas por dia e querendo “dominar” em alta velocidade as empresas, não existe. Tudo que precisam saber está escrito em 140 caracteres no Twitter. Neste aplicativo eles encontram suas tribos e a cada momento tem uma coisa nova.
Conhecimento
Eles parecem não querer aprender com a Geração X. Acham que já sabem tudo, porque foi o modelo criado e não aprenderam com seus pais e sim, com os seus pares. Muito mais na tentativa e erro. Para esta geração errar não importa. Não se preocupam com o erro e com a bronca do gerente. Bola para frente. Encaram olho no olho o gerente e de igual para igual. Não aprenderam a respeitar e a baixar a cabeça para ninguém. “Se esta geração pensa que esta atitude não influenciará no futuro…”, diz Eline.
A Geração X, que na sua maioria, ainda comanda as organizações não está acostumada a fazer isto, o que impacta na estrutura da organização. Tentativa e erro não é característica da Geração X e é aí que se encontra o desafio. A diversidade é trabalhar com várias gerações e muitas empresas ainda apresentam em sua estrutura quatro delas trabalhando de forma totalmente integrada.
Conhecimento é o que devemos passar para esta geração. Ela pode ter até mesmo a sua própria velocidade, mas é necessário aprender sem muitas tentativas e muitos erros. O futuro não permitirá mais este tipo de atitude. Cabe a nós convencê-los desta necessidade, pois o bebezinho está aí e ele certamente precisará ser ensinado e educado como nós fomos para poder tornar o mundo corporativo admirável como ele é.
Informação para a Colaboração
A apresentação de Mauro Segura, mostrando como funciona a IBM foi à prova viva de que as duas Gerações, X e Y conseguem trabalhar, conviver e aprender uma com a outra. Da Informação para a Colaboração. E foi com este pensamento e este conceito que a IBM começou a mudar a sua comunicação corporativa.
E Mauro conseguiu, com estas e muitas outras conquistas dentro da IBM, deixar a plateia de boca aberta. No complexo de Hortolândia, em São Paulo, trabalham mais de oito mil pessoas em um único galpão que não fabricam equipamentos e sim conhecimento. Aproximadamente 1.500 pessoas estão prestando serviços para os clientes da IBM e trabalham de acordo com os feriados impostos pelos países de seus clientes. “Uma sintonia completa”, diz Mauro.
E não para por aí. A IBM contratou nos últimos três anos aproximadamente, de sete a dez funcionários. É uma empresa altamente segmentada, tendo 50% do seu corpo de funcionários formado pela Geração Y. Quer dizer, com menos de 30 anos.
“Nada perto da IBM na Índia, que contratou cerca de 300 empregados por dia e realizou este feito em um estacionamento, pois não havia lugar para isto.”, diz Mauro bem sorridente.
E não pense que uma empresa como a IBM ou do porte da IBM não sofreu por causa da globalização intensa. “As filiais sofreram muito porque a globalização imposta para a Geração X e agora Y, precisavam se adaptar rapidamente e elas tinham uma enorme necessidade de desenvolver o conhecimento”, explica Mauro.
O maior desafio da IBM foi o crescimento. Encontraram um cenário com globalização intensa; senso de urgência; uma nova geração; desenvolvimento e crescimento das pessoas; aumento da complexidade; necessidade enorme de integração e colaboração e principalmente, um novo ambiente de trabalho.
É claro que a comunicação corporativa teve um imenso trabalho pela frente. Viabilizar esta transformação da imagem externa e interna era uma tarefa pioneira e grande. A boa notícia deste trabalhão todo é que a comunicação não estava no final da cadeia da empresa e sim grudada ao board, bem perto das decisões e isto ajudou e impactou bastante nas mudanças.
“Uma mudança do conceito do que é comunicação foi possível porque a IBM, realizou alinhamento com RH e o restante da companhia, a comunicação já estava alinhada ao board da empresa, fizemos um planejamento estratégico rigoroso, com metas claras e arrojadas, mudamos o perfil do profissional de comunicação, criamos uma nova postura e novas ferramentas foram adotadas.”, explicou Mauro.
Surgiu então um novo comunicador, uma comunicação descentralizada e com tecnologia. Hoje, segundo Mauro Segura, a IBM apresenta um “novo” comunicador que cria e atua em toda roda de influência, influencia a estratégia e cria o novo ambiente de trabalho.
A comunicação da IBM aprendeu a gerenciar o caos e hoje apresenta um modelo de comunicação que é o seguinte:
(imagem retirada da palestra de Mauro Seguro, para o Ciclo Comunicar Cultura, disponível para download no site do slideshare)
“Hoje, não podemos deixar de pensar que o mundo está atolado de informações e não estamos acostumados a gerenciar todas estas informações. É muita coisa ao mesmo tempo e nós e as empresas estamos sempre criando senso de urgência para tudo”, explica Mauro.
A informação voa dentro das empresas e isto é fato e a comunicação corporativa da IBM vendo que isto acontecia constantemente, principalmente por meio de fortíssimos grupos, não teve outra solução a não ser fazer com que esta comunicação fosse realmente transformadora.
Hoje a IBM escuta o seu colaborador, as gerações Baby Bommers – alguns estão sendo recontratadas. A Geração X e a Geração Y trabalham de forma integrada e trocam conhecimento, mesmo que cada uma tenha uma velocidade diferente, mas a tecnologia é tão rápida que acabou por empregar rapidez a estas três gerações.
Segundo Mauro, o conhecimento não está mais disperso, pois a maior preocupação era com a comunicação global e eles não desejavam que a comunicação da IBM Brasil fosse completamente diferente. A informação hoje está customizada. Todo mundo hoje fala com todo mundo e está cada vez mais colaborativa, tendo uma Intranet com um perfil próprio.
Um dos desafios hoje da IBM é resgatar a importância do gerente, para que ele saiba as coisas antes do funcionário, não como um líder que possui a informação, mas como um funcionário que tem um cargo e não deve ser pego de surpresa. “Ele não deve ser atropelado, deve ter sim um papel importante dentro da organização, pois perdeu a liderança”, diz Mauro.
Conclusão: As gerações podem conviver plenamente e de forma integrada nas organizações, mas para isto precisa-se de muita conversa e isto nos foi apresentado nas duas palestras. Tanto na de Mauro Segura quanto na de Eline Kullock. Esta Geração Y não entende como óbvio tudo que a Geração X acreditava como normas. É uma geração que não busca uma carreira vertical e sim seguem as oportunidades. Por este motivo que devemos ser claros e transparentes dentro das organizações. Devemos nos transformar em bons líderes para que e eles no futuro possam ser bons líderes e ensinar aquele bebezinho do primeiro vídeo.
Nós achamos a Geração Y arrogante e este jovens de hoje querem contribuir, falar, participar de grupos. Mas, temos que saber identificar estes colaboradores dentro das tribos e não é uma tarefa nada fácil achá-los. Uma geração questionadora desde criança e nós, que fazemos parte da Geração X, temos um processo educativo e de tolerância pela frente com a Geração Y. Cabe a nós dar e querer dar voz para esta geração veloz e conectada.
(Parabéns ao Nós da Comunicação por este brilhante e inesquível evento que durante muitos e muitos dias nos proporcionou muita informação).
Revista Valor Setorial/Comunicação Corporativa
O Jornal Valor Econômico está circulando hoje, dia 26 de novembro, com a segunda edição da revista Valor Setorial/Comunicação Corporativa. A publicação traz a pesquisa “Comunicação Interna nas organizações”, realizada pelo Databerje – Instituto Aberje de Pesquisa.
A pesquisa contou com o apoio de 300 profissionais de comunicação interna de diversas empresas, relacionadas na lista das 1000 Maiores de Valor em 2008.
Deixo aqui, em meu blog, o link desta revista de importante valor para que os profissionais de comunicação possam ler e saber o que estes profissionais estão usando em suas empresas e o que há de mais moderno no mercado da comunicação interna.
Os benefícios das redes sociais e da web 2.0 para o mundo corporativo
O jornalista Heródoto Barbeiro, da CBN, entrevistou Mauro Segura, diretor de Marketing e Comunicação da IBM Brasil, durante a Futurecom 2009, no último dia 19 de outubro, sobre web 2.0 e mídias sociais no mundo corporativo.
Mauro aborda de forma clara e simples sobre os benefícios das redes sociais para as empresas; da grande transformação da comunicação nos últimos anos; do compartilhamento de informações em todos os níveis; da quebra de hierarquias nas empresas com a aplicação das redes sociais; da democratização do conhecimento, entre muitos outros assuntos que evolvem o marketing e a comunicação interna.
Uma entrevista imperdível, uma aula para a geração Y que domina as redes sociais e para a geração X que comandam as empresas e que estão aprendendo e procurando se adaptar a estas transformações culturais.
Um caminho inevitável, sem volta que mudou o conceito de comunicação unidirecional para a comunicação bilateral e totalmente colaborativa.
Eu tive o privilégio de trabalhar diretamente com o Mauro Segura por dois anos e meio e posso garantir que ele e um homem da geração X totalmente à frente de seu tempo.
Viciados em mídias sociais
A Sony lançou recentemente uma propaganda para a nova série Vaio W netbooks de forma altamente divertida. É a A. V. M. S. (Associação dos Viciados em Mídia Social), abordando o vício de jovens e adultos nas mídias sociais. O vídeo é imperdível e está legendado. Utilizando o mesmo método do AA (Alcoólicos Anônimos) conseguimos nos identificar facilmente com os personagens que se apresentam.
Quem não está viciado em mídias sociais atire a primeira pedra!
Comunicação em 140 caracteres
O Twitter é hoje uma das mídias mais populares do mundo. Quem não conhece o pio deste passarinho? Se você está por fora não sabe ainda que dentro deste mundo gira muita comunicação, publicidade, amizade, etc. Certamente você não está informado das novidades em real time.
Esta mídia já mostrou sua eficiência e deixou de ser um mero diário para adolescentes. Hoje o Twitter é uma ferramenta de grande peso para pequenas, médias e grandes empresas, consultores, agências de publicidade, agências de comunicação, jornais, revistas, lojas. Consegue integrar milhões de pessoas com as melhores informações que circulam na rede mundial.
O desafio é conseguir a comunicação exata em 140 caracteres. Você consegue? Pode apostar que muitos encontram dificuldades. Um exercício e um desafio diário para quem utiliza esta ferramenta.
Assista abaixo a um divertido vídeo que fala deste desafio. Ele mostra claramente a limitação que a ferramenta impõe, o de se comunicar com apenas 140 caracteres. É um exercício que os usuários fazem minuto a minuto para se comunicar com os seus seguidores sem deixar a informação truncada, quer dizer, totalmente sem nexo.
Se ainda não utiliza o Twitter, você vai se divertir com o vídeo e quem sabe não aceitará este desafio e começar a usar esta ferramenta. Experimente você vai gostar!
Boa Sorte!
A história do Google
Para quem não conhece a trajetória do Google nestes 11 anos de vida, vale assistir este vídeo de apenas 2min13s. Uma retrospectiva super legal produzido recentemente pelo Google Channel UK.
A importância da Memória Empresarial
No dia 29 de setembro, a Plano B Consultoria publicou o texto “Memória Empresarial no Templo da Perdição“. Hoje, meu amigo, Ricardo Nespoli, publicou em seu blog “Ambiente de Aprendizagem” um vídeo do professor-doutor Paulo Nassar citado em meu texto.
Paulo Nassar é um profissional que deve ser escutado e lido. Atualmente é coordenador do Curso de Relações Públicas, professor na pós-graduação da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, diretor geral da Aberje e diretor da Revista Comunicação Empresarial e membro do Conselho da Revista Brasileira de Comunicação Organizacional e Relações Públicas (Organicom).
O vídeo abaixo confirma o que a Plano B pensa sobre a conservação da Memória Empresarial. Sem dúvida alguma estamos sintonizados cada vez mais com a comunicação e o que ela pode oferecer para as empresas.
Veja o vídeo e tire suas conclusões! Quero agradecer aqui ao meu amigo, o profissional de comunicação, Ricardo Nespoli por achar este brilhante vídeo publicado também no site da Aberje.
O Poder das Pessoas
Acaba de ser lançado nos Estados Unidos, pela Universal McCann e publicado com exclusividade no blog CHMKT, do publicitário Carlos Henrique Vilela, o maior estudo já realizado sobre mídias sociais. Não posso deixar de indicar aos meus leitores este excelente trabalho de pesquisa que já está em sua quarta edição, conforme informado por Carlos Henrique.
Segundo o publicitário as informações estão bem mais detalhadas, mostrando as mudanças no uso da internet entre muitas outras questões. O Brasil também ganhou destaque nas informações.
Conheça a pesquisa e visitem também o blog do publicitário Carlos Henrique Vilela. Sempre com informações interessantíssimas do mercado.
Memória Empresarial no Templo da Perdição
Você conhece profundamente a história da empresa em que trabalha? Você sabe quantos anos tem a empresa? Qual o seu negócio? Quantos funcionários antigos e novos têm a organização? A história faz parte da integração da empresa? É fator de união? Os novos funcionários quando entraram aprenderam esta história? São muitas perguntas, mas aposto que você não conseguirá responder. Sabe por quê? Como diz um dito popular e parece ser adotado por alguns gestores, lugar de velharia é em museu e muitas das nossas antigas empresas não guardaram o maior patrimônio que elas deveriam conservar: a sua história, a sua MEMÓRIA.
Consigo claramente imaginar muitos desses gestores sonhando em contratar Indiana Jones para tentar resgatar esta memória perdida. Mas será que o famoso arqueólogo, criado pelo diretor George Lucas, filmado magistralmente pelas lentes de Steven Spielberg e imortalizado pelo ator Harrison Ford, conseguiria resgatar estas memórias esquecidas em algum “templo perdido”? Não sei não! Se estes gestores acham que recorrer a Indiana Jones é o melhor modo encontrado para recuperar a memória perdida, eles estão completamente enganados.
Muitas organizações esqueceram que história e comunicação devem andar de mãos dadas, mesmo depois de privatizadas, somente desta forma conseguirão construir o futuro que desejam. Como diz Paulo Nassar, presidente da Aberje, “sem memória, o futuro fica suspenso no ar”. E para se construir uma história precisa-se de um elemento fundamental: gente, funcionário, colaborador, empregado. Chame do que quiser. Mas sem ele, nunca será possível construir ou manter viva esta memória, a marca ou a organização. O trabalho é feito dia a dia. Para que os alicerces possam ser sólidos, precisa-se da força do empregado, da comunicação para manter, integrar e utilizar esta ferramenta como união com o objetivo de buscar um futuro melhor.
Muitas empresas a partir da década de 90 acabaram por perder parte de sua memória porque a renovação, a privatização e os valores dos acionistas eram muito maiores do que a conservação do “patrimônio nacional”. Concordo que temos que pensar no todo: steakholders, pois empresa que não conquista mercado, não vence a concorrência e não dá lucros, não consegue sobreviver nem tendo um excelente passado, muito menos um excelente nome e marca. É insustentável. Tem que dar lucro e tem que vencer a concorrência. Isto garante a história, o passado, o presente e o futuro da empresa.
Sabemos que quando há uma privatização muitos empregados de culturas completamente diferentes permanecerão dentro dela. Estarão convivendo com pessoas de nacionalidades diferentes. Tudo deve ser respeito e levado em consideração no momento da compra e mais ainda, depois dela. As empresas do setor de telecomunicações, mineração, energia de nosso país estão hoje lutando para recuperar esta história que foi construída e casualmente perdida.
Como disse Karen Worcmam, em seu texto “Memória do futuro, um desafio”, no livro, “Memória de Empresa” da Aberje Editoria:
Trabalhar a Memória Empresarial não é simplesmente referir-se ao passado de um empresa”.
Na verdade, está mais para como uma organização usa a sua história. E acredite, muitas não sabem o que fazer.
Quando a comunicação utiliza a história como ferramenta de integração está valorizando à sua atividade fim, o seu patrimônio e tudo que ela construiu e que há dentro dela. Está pensando no futuro e no que está sendo construído.
Por este motivo, gestores e funcionários e principalmente a área de comunicação, procurem não resgatar somente o passado, este muitas vezes esquecido em uma sala climatizada cheia de caixas de fotografias, slides, fitas, etc. , ou até mesmo no fundo de gavetas e armários. Na verdade, este material está esquecido por que quem poderia recontar a história não faz mais parte da empresa. Além disso, entrar neste “templo perdido” dá um desespero tão grande que a melhor solução é deixar para lá, esquecer que aquela sala existe e se alguém algum dia precisar de um filme ou uma fotografia, entregue a chave para o pobre coitado e deseje a ele boa sorte na procura.
A história de uma empresa é um referencial para quem trabalha dentro e fora da organização. É a partir dela que uma empresa, seus clientes e funcionários criarão vínculos ao longo de toda a sua trajetória. Então é fundamental que a comunicação empresarial trabalhe esta ferramenta como construção sem criar uma narrativa histórica acumulada por anos e anos, como diz a excelente Karen Worcman.
A Memória Empresarial pode ser utilizada como apoio nos negócios, como acúmulo de experiência. Dentro dos muros de uma empresa, em cada cadeira ocupada, há uma história sendo construída e ela deve ter o seu devido valor. Não deve ser tratada com descaso ou perdida em tal “templos perdidos” até que alguém, algum dia ache importante reescrevê-la.
Tenho observado que há um forte movimento no mercado de resgatar as memórias empresariais. Um bom exemplo disso é o belo trabalho que o Theatro Municipal do Rio de Janeiro está fazendo e o da Vale é outro. Conheço inúmeras empresas que estão procurando agências de comunicação para não só resgatar as suas memórias, mas para valorizá-las como patrimônio de integração.
Então, você trabalha em uma empresa que não sabe a sua história? É importante cobrar para o seu gestor!
Para finalizar vou utilizar uma citação do grande escritor Gabriel Garcia Márquez, que também está na abertura do texto de Karen Worcman.
“La vida no es la uno vivo, sino La que uno recuerda y cómo La recierda para contaria.”
E aí: entendeu? Para construir o futuro vai precisar recorrer à Indiana Jones com o seu famoso chicote?
(Por coincidência a Aberje divulgou em seu site, no dia 25 de setembro de 2009, um artigo intitulado “Memória Empresarial: da Celebração ao Relacionamento Estratégico”. Leia também este excelente artigo clicando na palavra Aberje).

