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Comece 2012 mudando você!

Se você achou o ano de 2011 foi desafiador na área de comunicação, não sabe realmente o que te espera para 2012!

O ano de 2012 já entrou nos deixando na alma a plena certeza de que tudo que aprendemos em 2011 vimos ou lemos será amplificado até dezembro. E, não temos a menor ideia onde isto tudo irá parar!
Terminamos 2011 sabendo que este novo ano que acaba de nascer, teremos que ser muito mais inovadores, mais criativos, mais empreendedores, mais comunicativos, mais competitivos, mais mutáveis, mais, mais, mais…

Aprender mais é a palavra de ordem se você quiser continuar no mercado e visível nas redes sociais. Compartilhar conhecimento e informação, nem se fala. Ficar parado, deixar de ler o jornal um dia, não acessar a rede nem um segundo da semana, não sei não: sua vida pode estar por um fio. Sabe por quê? Você ficará por fora de tudo que possivelmente está acontecendo a sua volta. Devore o que puder: economia, política, tecnologia, mercado, marketing. Não faça distinção. Até mesmo saber do mais bobo seriado que está fazendo sucesso em um determinado canal ou na rede social é fundamental.

Parece estranho, mas é verdade. Estamos cada vez mais conectados e cada vez mais sedentos por informação, mesmo achando que não há necessidade para tanto. O #fato é que não conseguimos absorver a metade do que vemos durante o dia, mas temos que pelo menos passar o olho para não nos sentirmos idiotas diante de uma mesa de almoço, em uma conversa com familiares, filhos ou amigos, pois no mundo de hoje até mesmo a terceira idade já notou que estar conectado é saber que o mundo girar em uma velocidade avassaladora.

Ler e estar ligado à rede mundial, adquirir conhecimento e informação será no ano de 2012 condição sine qua non para dizer aos outros que “sim, sou uma pessoa informada e antenada com os acontecimentos que andam circulando pelo mundo e pelas redes sociais. Estou disposto a aprender, estou aberto para o mundo de hoje e as exigências do mercado.”

Então meus amigos, estejam preparados, pois a real mudança para 2012 está em você. Comece por você. Não fique parado. Não trace limites para seu aprendizado, para seu conhecimento. Não ache dificuldades entre cadeira e teclado. Ops! Agora, entre seus dedos e uma tela touch. Se você acha que seus olhos estão cansados e que fica plugado menos tempo do que deveria, prepare-se! A cada semana novos equipamentos irão surgir e muitas experiências adicionadas a eles. Além é claro, de muita e muita informação. Aconselho também a procurar ajuda com seu oftalmologista, pois vai precisar. Seus olhos ficarão cansados de tanta informação e este especialista está aí para nos auxiliar com as melhores lentes que há no mercado para que você possa enxergar melhor tudo que há na sua tela do iPad, iPhone, tablet, notebook ou desktop.

Não faça de seu iPad apenas um aparelho para dizer aos amigos que comprou em uma viagem de férias para a Flórida com seus filhos ou para Nova York com os amigos. Use-o para melhorar seus conhecimentos. Sem eles o mercado te engole e você emburrasse!
#ficaadica, conhecimento, informação, inovação, criatividade, ideias cada vez mais mirabolantes, empreendedorismo e competição cada vez mais acirrada, muita leitura, será fundamental para fazer com que você permaneça no mercado. Vá a palestras, seminários, congressos, saiba o que está rolando no mundo também além de sua telinha. Eles apresentam cases e muita troca de experiência.

Vou dizer mais: se está trabalhando em uma empresa e ela ainda não entrou na era da web 2.0 e ninguém dentro dela ainda não ouviu falar em marketing digital, transmídia, empresas startup! Iiiiiih, não sei não! Melhor você trocar de empresa, emprego e tratar de se informar rapidinho! Assim como o ano de 2011 voou, irá acontecer o mesmo em 2012. A web 3.0 já está batendo a nossa porta e você está parado aí, lendo o meu artigo com aquela cara de medo e sem saber por onde começar e o que realmente fazer? Mexa-se! Faça logo a sua mudança!  Sem tudo o que te disse o mercado irá lhe engolir e lhe queimar como um dragão.

Feliz 2012! Corra, fulano Corra! Ser fã de Star Wars, Star Trek é legal e Cult, mas, são momentos de lazer em sua vida! Saiba que George Lucas, este homem que tanto admira por ter feito um filme que revolucionou a sua adolescência ou infância é mais antenado do que você. Bem-vindo ao mundo da tecnologia, da transmídia e de tudo que é digital.  Bem-vindo 2012!

 

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Hã? Férias? Que férias?

No último dia de julho fui pega de surpresa. Liguei para minha prima, com a intenção de marcar aquele cineminha de criança com sua filhota e minha sobrinha de 8 anos e ganhei um: não vai dar. Para a minha infeliz surpresa, no dia seguinte ela já estaria de volta às aulas.

Como assim? Quando eu e minhas primas tínhamos férias elas eram imensas. As sonhadas férias de final de ano duravam três longos meses e só voltávamos para o colégio depois do Carnaval, quer dizer, férias começando no final de novembro e iniciando em março. No meio do ano então, eram férias de um mês e meio.

Descobri que a coitadinha de minha sobrinha tem apenas 15 dias no meio do ano e um mês e meio quando termina o ano letivo. Me bateu uma preocupação. O que a era da informação, do conhecimento, do avanço tecnológico, da transformação está fazendo com nossas crianças? Certamente estas crianças já estão transformadas. São crianças cansadas, que não tem tempo nem para brincar, enfurnadas em casa o dia inteiro em companhia do computador, enquanto seus pais trabalham.

Uma diferença louca entre a Geração X, Y e esta que a minha sobrinha pertence e ainda não tem nome: @ ou Z. A minha geração aprendeu a ter férias ao ar livre, brincando de roda, andando de bicicleta, passando meses na casa de verão da família, curtindo cada segundo, fazendo expedições e roubando caju e carambola das casas vizinhas. Raramente vemos crianças assim.

Hoje a Geração Y e Z não conseguem se desgrudar de seus Ipods, IPhones, e computadores. As brincadeiras de criança foram trocadas pelos jogos interativos. A praia pelos shoppings e assim mesmo, com os olhos grudados no celular.  No Natal a gente pedia bonecas, autoramas, patins, Atari – o PlayStation da época. Brinquedos que levam a garotada da Geração Y e Z morrerem de rir.

Poucos são os pais desta nova geração que se preocupam em tão pouco tempo dar férias aos seus filhos. Cinema, praia, interação com os amiguinhos fora da escola.

Não estou aqui condenando a Internet. Ela modificou nossas vidas, como nos relacionamos e fazemos amigos. A nova geração faz amigos virtuais e a Geração X acha os velhos amigos na rede social e adquiri novos da mesma forma que a Y.

A Internet é um mundo incalculável de informação e é claro, queremos que a Geração Y e Z saiba utilizá-la de forma adequada.  Fiquei horrorizada ao ler no final de semana a notícia de um menino inglês que morreu após uma trombose. Ele tinha o vício de ficar 12 horas por dia em frente ao computador, se comunicando com os amigos e brincando com jogos virtuais. O pai dele informou que o menino era uma criança que não dava trabalho, pois estava longe das drogas e perto dos olhos da família. O que este pai não conseguiu perceber é que seu filho, apesar de estar perto dos olhos protetores da família acabou morrendo porque não se exercitava, não levantava um único segundo em 12 horas para movimentar braços e pernas.

Perto dos olhos, longe do coração. Acho que não é exatamente isto que queremos para nossos filhos. Como qualquer pai protetor o ideal é estar perto dos olhos e do coração. Eles podem e devem utilizar todos os avanços tecnológicos. É inevitável o acesso, hoje toda a informação circula pela Internet e lá dentro está o mundo.

A Geração X se adaptou a todos os avanços para acompanhar seus filhos e futuros netos. Uma geração que se desconstruiu para se reconstruiu e nascer junto com esta nova era. Mas ainda se deparam com as diferenças de quando eram crianças e não é difícil estranhar e principalmente comparar.

Quem faz parte da Geração X se lembra perfeitamente que era ótimo curtir uma viagem com os amigos. Hoje, os novos jovens sabem que curtir é um enter no botão no Facebook. A geração anterior também fazia natação, inglês, jogava futebol, vôlei, balé, estudava piano. Eram atividades variadas, extras e amadas. A nova não consegue nem respirar, fazem tudo isto e ainda ganharam de brinde: espanhol, judô, capoeira e se duvidar em breve, mandarim. O negócio é voltar para casa junto com os pais. Eles possuem uma agenda adequada às etapas de trabalho que seus pais devem cumpri durante o dia. Nas férias: computador.

O Admirável Mundo Novo já chegou e muitos nem se deram conta de que ele se moderniza a cada dia. Transformações, inovações, ideias, criatividade, conhecimento, informação são oferecidos de forma ilimitada na internet e está ao alcance dos dedos e olhos de qualquer geração.  Mas tudo tem seu tempo e sua hora.

Já que: “Querida, encolhi as férias” e os pais quase não conseguem coincidir as férias com a de seus filhos, o jeito é ter um bom computador em casa para acabar com a solidão destas crianças. Isto é certo? Diminui a culpa dos pais trabalhadores? Sei não!

Mas, férias são férias. Vale dar férias também para a Internet. O problema é que as novas gerações acham que ficar um segundo longe dela estará fora do grupo e das inovações. Se sentem excluídos quando não sabem das novidades ao mesmo tempo dos amigos. Uma geração que prefere e se acostumou a trocar divertimento por aplicativos, pois estes são os divertimentos.

Já que o computador virou playground só resta aos pais não se culpar. Fiquem de olho para que não vire um vício, a ponto de esquecer a vida. Quanto ao meu cineminha com minha sobrinha, ficou adiado. A pobrezinha já volta tendo que fazer prova. Oh vida dura essa da Geração Y e Z, cada vez mais informatizada, mas se não for assim…

 

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Renda-se! As mídias sociais vieram para ficar

Abra o olho, pois estamos passando por mudanças rápidas e os cenários estão a cada dia se apresentando de uma forma completamente diferente. Esta mudança nada mais é do que uma característica de nossa sociedade atual.

Se você é gestor e está sentando na cadeira, atolado de metas e não consegue enxergar que as mídias sociais vieram para ficar e ajudar tanto a sua equipe quanto a empresa, está na hora de parar absolutamente tudo e rever todos os seus conceitos. O líder de hoje enfrenta um ambiente cada vez mais competitivo e deve estar preparado para qualquer adversidade. Se não consegue aprender lendo, existem milhares de outros meios para ficar atento, saber das novidades e levar as rápidas mudanças para a empresa e sua equipe com o objetivo de engajar, construir fidelidade com os clientes e alcançar as metas estabelecidas.

Saiba caro leitor, que existem milhares de gestores em grandes empresas que desconhecem esta excelente ferramenta de gestão. Pior, não sabem a diferença entre mídias sociais e rede social. Não se espante! Apesar de estarmos em pleno século XXI e a Internet e a Geração Y estar dominando o mercado de trabalho, muitos líderes ainda vivem na Idade da Pedra, para desespero desta garotada, que domina o quadro de empregados das empresas.

Saiba ainda que há gestor que prefere envolver quase toda a sua equipe em um projeto, com o objetivo de escrevê-lo em um Prêmio, sem se dar conta de que o mundo lá fora está ultrapassando a velocidade da luz.

Conclusão que leva a uma simples equação: gestor e equipe desinformados + empresa sem aumentar a sua performance + baixa criatividade + usando velhas ferramentas de gestão = desastre total no mercado. Esta empresa não consegue reter talento, não avança e nem se destaca no mercado, os empregados ficam cegos para as milhares de novidades que aparecem a cada segundo na web 2.0.

Uma pena! O sorriso e a felicidade por vencer um prêmio, fica registrado para sempre em uma fotografia e vai servir apenas ser inserido em um currículo. Se estiver desinformado com relação às novidades, de nada adiantara o prêmio recebido.

Conheço gestor que não se dá conta da popularidade e da importância das mídias sociais, que se espalha como rastilho de pólvora. Claro que as mídias dentro de uma organização geram uma nova realidade, mas já passou o momento deste gestor se informar e saber que sua equipe precisa participar de palestras, navegar e estudar  tudo o que puder para levar novidades às reuniões e sugerir implantações que, certamente, serão vitais para o sucesso de todos, sem exceção.  Com toda certeza haverá aumento de desempenho, execução de alta qualidade e mais, a empresa poderá estar forte e competitiva globalmente. Não é exagero!

O problema é que as mídias sociais assustam, causam pânico, mas nada que um bom planejamento consiga resolver. Fica aqui a dica para líderes e funcionários de qualquer geração, X ou Y: aproveitem para conhecer melhor o que o mercado está apresentando, conheça as empresas que já desvendaram este “bicho papão”. Estamos em um momento de oportunidade única para engajar, fazer do funcionário um cocriador. Com a implantação das mídias ,acabou a era dos funcionários serviçais, aqueles que cumprimentam e recebem ordens. Estamos passando por momento de compartilhar informações para crescer e vencer.

Mas se você é ainda aquele gestor que não se rendeu, não escuta a sua equipe, está envolvido em vários planejamentos estratégicos, preocupado em fazer reuniões semanais, pensando em prêmios, sem saber das novidades que são apresentadas a cada segundo em palestras, congressos, redes sociais, aí vai uma outra e simples equação:

Gestor desinformado + equipe alienada = não há colaboração, inovação, competitividade e baixo resultado.

O que fazer? Sinceramente tanto você quanto a sua equipe devem ser substituídos mais rápidos do que a velocidade da web 2.0.

 

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Século XXI pode trazer o fim da administração moderna

Este texto foi encaminhado pelo professor Carlos Nepomuceno (@cnepomuceno) para que seus alunos, do curso Ruptura 2.0, possam entender melhor o que consolida o chamado Capitalismo 2.0.

Uma verdadeira aula que a Plano B reproduz aqui para que seus leitores possam entender melhor a necessidade de mudança que as organizações devem sofrer.

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Alan Murray
The Wall Street Journal

O guru de empresas Peter Drucker chamava a administração de “a inovação mais importante do século XX.” O elogio se justificava. Técnicas para tocar empresas grandes — criadas por homens como Alfred Sloan da General Motors e refinadas em um bando de faculdades de administração de elite — ajudaram a embalar um século de prosperidade global sem precedentes.

Mas esta grande inovação do século XX conseguirá sobreviver e vingar no século XXI? As evidências sugerem que provavelmente não. A administração “moderna” está próxima de uma crise existencial.

Companhias cujos líderes se diziam defensores do livre mercado foram na verdade criadas para sabotar esse mercado. Essas empresas também foram uma resposta ao desafio de organizar milhares de pessoas em locais diferentes com habilidades distintas para desempenhar tarefas grandes e complexas, como fabricar automóveis ou disponibilizar telefonia para um país inteiro.

No mundo relativamente simples de 1776, quando Adam Smith escreveu o clássico “A Riqueza das Nações”, o interesse iluminado de pessoas fazendo contratos individuais entre elas era suficiente para garantir o progresso econômico. Mas cem anos depois, a revolução industrial fez a visão de Smith parecer antiquada. Um novo meio de organizar pessoal e alocar recursos para tarefas mais complicadas era necessário. Daí o advento da empresa administrada — uma resposta ao problema central da era industrial.

Nos cem anos seguintes, a corporação serviu seu propósito. De Henry Ford a Harold Geneen, os grandes administradores de empresas do século XX impulsionaram a ascensão de uma vasta classe média global, oferecendo tanto os meios financeiros como os bens e serviços que trouxeram o que era luxo às massas.

Em anos recentes, contudo, a maioria das grandes histórias de gestão não foi de triunfos das corporações, mas sim sobre as corporações. Jack Welch, da General Electric, pode ter sido o último dos grandes construtores de corporações. Mas mesmo ele ficou famoso por declarar guerra à burocracia. Outros ícones de gestão de décadas recentes criaram suas reputações atacando culturas corporativas arraigadas, desviando de hierarquias corporativas, prejudicando estruturas corporativas e em geral usando táticas revolucionárias num esforço desesperado para fazer com que gigantes se mexessem. Os melhores gestores se tornaram, de certa forma, inimigos da corporação.

As razões para isso são claras. As corporações são burocracias e os gestores são burocratas. A tendência fundamental delas é se perpetuar. Quase que por definição, elas são resistentes a mudança. Elas foram criadas e estruturadas não para consolidar as forças de mercado, mas para substituir e até resistir ao mercado.

Ainda assim, forças colossais de mercado — rápida globalização, inovação acelerada e competição incessante — intensificaram o que o economista Joseph Schumpeter chamou de forças da “destruição criativa”. Instituições com décadas de existência como Lehman Brothers e Bear Stearns agora podem desaparecer do dia para a noite, enquanto empresas como Google e Twitter podem surgir do nada. Um vídeo bastante acessado na internet captura a natureza geométrica dessas tendências, ressaltando que levou 38 anos para o rádio e 13 anos para a televisão atingirem audiências de 50 milhões de pessoas, mas apenas quatro anos para a internet, três anos para o iPod e dois anos para o Facebook fazerem o mesmo.

Nem mesmo as empresas mais bem gerenciadas estão protegidas do embate destrutivo entre o turbilhão da mudança e a inércia corporativa. Quando perguntei a integrantes do CEO Council do The Wall Street Journal — um grupo de presidentes de empresas que se encontra todo ano para deliberar sobre questões de interesse público — qual era o livro de negócios mais influente que já haviam lido, muitos citaram “Dilema da Inovação”, de Clayton Christensen. Esse livro documenta como empresas líderes em seus mercados deixaram passar transformações que mudaram o jogo em setor após setor — como no caso de computadores (mainframes para PCs), telefonia (fixa para celular), fotografia (filme para digital), bolsa de valores (pregão para on-line) — não por causa de gestão “ruim”, mas porque seguiram as diretrizes da “boa” gestão. Elas escutaram seus clientes. Elas estudaram as tendências de mercado. Elas alocaram capital para inovações que prometiam o maior retorno. E no processo, deixaram passar inovações perturbadoras que criaram novos clientes e mercados para produtos de margem menor e com enorme apelo.

A fraqueza das companhias em lidar com mudança acelerada é só metade do ataque duplo a noções tradicionais de gestão empresarial. A outra metade vem da corrosão da justificativa fundamental para a própria existência das corporações.

O economista britânico Ronald Coase apresentou a lógica básica da corporação administrada em seu livro de 1937 “The Nature of the Firm”. Ele argumentou que as corporações eram necessárias por causa do que ele chamou de “custos de transação”. Era simplesmente complicado e caro demais procurar e encontrar o trabalhador certo no momento certo para determinada tarefa, ou procurar insumos, renegociar preços, policiar o desempenho e proteger segredos comerciais num mercado aberto. A corporação podia não ser tão boa em alocar trabalho e capital quanto o mercado, mas compensava essas fraquezas ao reduzir custos de transação.

Coase recebeu seu Prêmio Nobel em 1991 — a aurora da era da internet. Desde então, a capacidade de seres humanos em continentes diferentes com interesses e habilidades diferentes de trabalhar em conjunto e coordenar tarefas complexas deu saltos gigantescos. Empreitadas complicadas, como manter a Wikipedia ou construir o sistema operacional Linux, agora podem ser tocadas com pouca ou nenhuma estrutura gerencial.

Isso levou alguns partidários da utopia, como Don Tapscott e Anthony Williams, autores do livro “Wikinomics” a prever a ascensão da “colaboração em massa” como a nova maneira de organização econômica. Eles acreditam que hierarquias corporativas vão desaparecer, já que indivíduos conseguem trabalhar juntos na criação de “uma nova era (…) ao par com a renascença italiana ou o surgimento da democracia ateniense.”

É algo ambicioso, provavelmente exagerado. Até mesmo os mais sonhadores entusiastas de tecnologia têm dificuldade em visualizar, por exemplo, a construção de um Boeing 787 via “colaboração em massa”. Ainda assim, as tendências são grandes e inegáveis. O ritmo da mudança está se acelerando. Os custos de transação estão diminuindo rapidamente. E como resultado, tudo o que aprendemos no século passado sobre gestão de grandes corporações requer séria reconsideração. Temos tanto a necessidade quanto a oportunidade de elaborar uma nova forma de organização econômica e uma nova ciência de administração que possa lidar com a realidade estonteante das mudanças no século XXI.

O consultor de estratégia Gary Hamel é um defensor de ponta da reconsideração do gerenciamento. Ele está construindo um “laboratório” de gestão on-line onde líderes na prática e na teoria de gestão podem trabalhar juntos — uma forma de colaboração em massa — em ideias inovadoras para lidar com desafios modernos de administração.

E como serão os substitutos das corporações? Nem Hamel tem a resposta. “O que limita a gente”, ele admite, “é que somos extremamente familiarizados com o modelo antigo, mas o novo modelo, ainda nem vimos”.

Pelo menos isto está claro: o novo modelo será mais parecido com o mercado, e menos com as corporações do passado. Precisará ser mais flexível, ágil, adaptável a mudanças no mercado e implacável na alocação de recursos a novas oportunidades.

A alocação de recursos será um dos maiores desafios. A beleza dos mercados é que, com o tempo, eles tendem a garantir que pessoas e dinheiro sejam empregados nos empreendimentos de maior valor. Nas corporações, as decisões sobre a alocação de recursos são tomadas por pessoas com interesse em manter o status quo. “A principal razão pela qual empresas fracassam”, diz Hamel, “é que elas investem demais no que já é, e não no que pode ser”.

Esse é o núcleo do dilema do inovador. Empresas grandes estudadas por Christensen fracassaram não necessariamente porque não enxergaram as inovações que estavam chegando, mas porque não conseguiram investir adequadamente nessas inovações. Para evitar esse problema, as pessoas que controlam grandes quantias de dinheiro precisam agir mais como investidores de capital de risco e menos como departamentos financeiros. Elas precisam fazer diversas apostas — não apenas um punhado de grandes apostas — e estar dispostas a abandonar o barco para minimizar o prejuízo.

Além da alocação de recursos, existe o desafio ainda maior de criar estruturas que motivem e inspirem trabalhadores. Há evidências de sobra de que a maioria dos trabalhadores nas organizações complexas da atualidade simplesmente não está envolvida com o próprio trabalho. Muitos são como Jim Halpert, da série de TV “The Office”, que na primeira temporada declarou: “Isto é só um emprego (…) Se fosse minha carreira, eu teria me atirado na frente de um trem”.

O novo modelo terá de inspirar nos trabalhadores o tipo de empenho, criatividade e espírito inovador que se vê geralmente em empreendedores. O modelo terá de empurrar poder e capacidade de decisão o mais para baixo possível na pirâmide, em vez de concentrá-los no topo. Estruturas burocráticas tradicionais terão de ser substituídas por algo mais parecido com equipes de missão específica, que se juntam para lidar com determinados projetos e depois se dispersam. A SAS Institute Inc., empresa de software de capital fechado no Estado americano da Carolina do Norte que investe pesadamente em pesquisa e desenvolvimento e também em benefícios aos empregados — desde assistência médica gratuita no local de trabalho e apoio a idosos até massagens — é frequentemente citada como uma das companhias que podem estar abrindo o caminho. A empresa é reconhecida tanto por ser uma fonte de produtos inovadores quanto um bom lugar para se trabalhar.

A coleta de informações também precisa ser mais ampla e inclusiva. A exigência do ex-diretor-presidente da Procter & Gamble A.G. Lafley de que a empresa trouxesse ideias de produto de fora — em vez de desenvolvê-las todas internamente — foi um passo nessa direção. (Existe até um website para onde enviar ideias.) O novo modelo terá de ir além. Novos mecanismos terão de ser criados para controlar “a sabedoria das multidões”. Circuitos de feedback terão de ser construídos para que produtos e serviços evoluam constantemente em resposta a novas informações. Mudança, inovação, adaptabilidade precisam se tornar as ordens do dia.

A corporação do século XX pode evoluir para essa nova organização do século XXI? Não vai ser fácil. O “dilema da inovação” se aplica tanto à gestão quanto à tecnologia. Mas é chegada a hora de descobrir. Os métodos antigos não vão durar muito.

Adaptado do livro “The Wall Street Journal Essential Guide to Management”, de Alan Murray. Copyright 2010 da Dow Jones & Co. Publicado pela Harper Business, da editora HarperCollins Publishers.

Fonte: The Wall Street Journal

 
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Publicado por em 25/08/2010 em Uncategorized

 

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