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Comunique-se Digital ensina como montar uma TV Corporativa

31/05/2012 – 13:26:34


Por Janaína Machado
O último dia do Congresso Mega Brasil de Comunicação 2012, realizado de 29 a 31 de maio, em São Paulo, fechou sua manhã com a palestra “TV Corporativa: O que você precisa saber, para montar uma”, de Rodrigo Azevedo, presidente do Comunique-se. Isso porque Azevedo deu uma verdadeira aula, recheada de dicas, para os profissionais de comunicação que lotaram o auditório com o objetivo de mostrar como é fácil montar uma TV Corporativa dentro de uma empresa e, ainda, valorizar o trabalho da Comunicação Interna.
Hoje, com custos reduzidos, uma empresa tem condições de fazer um Jornal Eletrônico, abandonar o Jornal Mural e ainda chamar a atenção dos funcionários de uma forma mais atrativa, com mensagens diretas e curtas, cheias de imagens, modelos coloridos e excelentes conteúdos. Os softwares, TVs de LCD, roteadores, DataCenters estão mais baratos e, segundo Azevedo, a melhor opção para a empresa é alugar todo o material, para garantir a manutenção. No final de todo o processo a empresa deve treinar os funcionários para realizar boas divulgações, com conteúdos relevantes que vão desde premiações, comunicação institucional, RH e seus benefícios, entrevistas com diretores e funcionários etc..
Os locais de escolha para implantação da TV Corporativa também é muito importante. Sempre a Comunicação Interna deve escolher locais como hall de elevadores, cafeterias, áreas de convivência, salas de espera, áreas de convivência, refeitórios e lanchonetes.
Azevedo, no final de sua palestra fez uma demonstração montando uma TV Corporativa com notícias do Congresso da Mega Brasil, e afirmou que escolher o software certo, formar parcerias com as áreas da empresa e realizar um excelente lançamento da TV, garante o sucesso da mídia e ainda, o profissional de comunicação nunca mais terá problemas de pauta, deixando definitivamente de ser um Indiana Jones para conseguir matérias. (Foto: Agência Imagem)

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Publicado por em 31/05/2012 em Uncategorized

 

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Unimed-RJ propõe momento de reflexão sobre a comunicação interna

30/05/2012 – 18:13:52

Por Janaína Machado

A palestra de número 16 deste segundo dia do Congresso que a Mega Brasil realiza, no Centro de Convenções Rebouças, em São Paulo, foi um verdadeiro momento de reflexão proporcionado por Rafael Oliveira, coordenador de Comunicação da Unimed – Rio. O tema pelo qual ele discorreu foi a “Comunicação Interna na Unimed-Rio: Conquistas, Desafios e Barreiras para gerar aprendizado” e ele aproveitou para provocar a plateia com questionamentos acerca de seu processo em todo o país: “Como ela, a comunicação interna, está hoje sendo tratada no país? Para que ela serve? Como estamos e para onde vamos?”, perguntou.
Em suas reflexões, o também professor universitário disse que é fundamental que os profissionais de comunicação que atuam em uma área interna de uma empresa escrevam escrever textos concisos, menos jornalísticos, de forma mais ágil, pois estão lidando com o cliente interno. E este está cada vez mais focado em metas, sem tempo para ler notícias muito elaboradas.
O foco e desejo de toda área de comunicação interna de uma empresa é ser estratégico desde o início, realizar planejamentos e executá-los de forma a mostrar que não está no fim da linha de produção. “Temos que acabar com a era da comunicação interna como mero fazedor de jornalzinho. O importante é gerar informação, conhecimento, aprendizado, mudança de comportamento. Que tal gerar “educomunicação”, fazer com que os funcionários se sintam esclarecidos para melhorar seu trabalho?”, questionou.
Para Oliveira, é fundamental considerar este aspecto, uma vez que os funcionários se comunicam dentro da empresa e querem saber o que está por trás de cada informação. “Textos simples e informativos, esta é a minha proposta”, disse. Outro ponto levantado por Rafael Oliveira foi a questão a do compartilhamento de material via redes sociais corporativas. “É uma forma de acabar com guetos dentro das empresas, criando, inclusive, vínculos emocionais em função do engajamento e colaboração de pessoas de outras áreas. Sou a favor de rever processos, pois em algum ponto da criação da Comunicação Interna ela começou errada e deve ser mudada.”
Aproveitar a tecnologia e a simplificação que ela criou é o caminho a ser seguido. “Mobile e storytelling são ferramentas para ficarmos de olho, pois podem muito bem ser aproveitadas”, disse. “Nossa missão como comunicador está mudando, assim como nosso público e os canais de comunicação. Tudo está passando por aprimoramentos e estudos. As empresas estão se transformando, mas e nós?” (Foto: Agência Imagem)

 
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Publicado por em 31/05/2012 em Uncategorized

 

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Geração Y – “Sim, nós podemos!”

Antes de escrever todo o texto, quero que o leitor assista o vídeo abaixo, divirta-se e faça uma reflexão.

Quem assistiu no dia 3 de dezembro, na ESPM do Rio de Janeiro, o Ciclo Comunicar Cultura, realizado pelo Nós da Comunicação, não conseguiu conter o riso quando Eline Kullock, presidente do Grupo Foco apresentou o vídeo durante o evento “X, Y e + o Q? Admirável novo mundo corporativo: Comunicação e cultura na era digital”, mediado por Bernadete Almeida, coordenadora da ESPM Social, que ainda contou com a excelente apresentação do diretor de Comunicação e Marketing da IBM, Mauro Segura.

Sim, rimos muito porque lembramos de nossas “crianças”. Desta geração que já nasceu em uma era veloz, com agenda lotada de compromissos – escola, balé, futebol, inglês, espanhol, francês, caratê, natação, universidade, estágio, MBA, mestrado, internet, Twitter, Facebook, Orkut, Iphone e assim vai -, imposta por nós, os pais, pensando que eles nunca pudessem dar conta do recado.

Achamos graça do bebezinho falando sem ponto e sem vírgula, em sua própria linguagem, porque sabemos que esta geração já nasceu com chip e serão capazes de muito mais coisas do que a Geração que está começando a predominar o início do século 21: a Geração Y, esta que criamos com a agenda lotada e cheia de compromissos.

Antes de este futuro bebê entrar para o Admirável Mundo Corporativo e assumir uma geração que nem sabemos qual a letra receberá ou o que será, não podemos esquecer que a Geração Y – nascida no final da década de 70 até o início da década de 90, ainda no século XX -, se viu no meio de transformações, em uma velocidade empregada por seus pais e avós, até então formadores da geração Baby Bommers e Geração X. Engano nosso quando a culpa batia ao ver a agenda de compromissos de nossos filhos. Achávamos que eles não aguentariam o tranco? Um grande engano. Eles gostaram da agitação, se adaptaram perfeitamente as nossas “imposições”. Correr e fazer tudo ao mesmo tempo é um ato normal do dia a dia. E se achávamos a velocidade muito grande, eles trataram de aumentá-la.

Hoje, a Geração Y, aquela que nasceu jogando videogame e hoje acha o Twitter o essencial da informação, dá aula para a geração que criou o computador e os softwares para que eles pudessem brincar. É a geração do “sim, nós podemos tudo!”, que de acordo com Eline: “nasceu com a estima muito alta”. Culpa da Geração X? Podemos dizer que sim. Seus pais foram criados pela Geração Baby Bommers para “enfrentar” o mercado de trabalho, deveriam dar valor as empresas, mas infelizmente não foram preparados para “criar” os seus filhos. A Geração X carrega a culpa das famílias desfeitas e do divórcio e para que seus filhos não ficassem traumatizados, acostumaram a dizer para eles: “Vocês serão os melhores, os vencedores, os maiores. Podem tudo”. Conclusão, a Geração Y chegou ao Admirável Mundo Novo Corporativo achando que poderiam dominar as empresa. Só esquecemos de passar uma informação para esta geração, na direção das organizações, esses jovens de até 30 anos encontrariam sentados nas cadeiras tops e ainda de forma super ativa, a Geração X.

Conflito de gerações? Segundo Eline Kullock, só se quisermos. “As gerações podem ser diferentes e elas conseguem funcionar. Devemos estar abertos para entender as pessoas assim. Devemos entender as diferenças.” E a presidente do Grupo Focus nos mostra uma foto do monstrinho E.T, do filme de Steven Spielberg.

A Geração X e a Geração Y conseguem muito bem trabalhar juntas e integradas, mas é claro que notamos o seguinte dilema: Horas X Segundos. Tudo para a Geração Y é na base da velocidade, fato que a Geração X entende perfeitamente e até convive muito bem. Mas, será que a Geração Y está realmente preparada para sentar no topo da direção de uma empresa sem cometer erros e sem ser preparada pela Geração X? Opinião sincera: devemos conviver muito bem e conseguimos, mas é nossa obrigação prepará-los para o futuro, para que não errem tanto. Não que a Geração X nunca tenha cometido erros. Ao contrário, mas é uma geração que aprendeu com seus erros.

Geração da Impaciência

É assim que a Geração Y pensa. A vida é curta, muito curta e acelerada. Devemos então aproveitá-la da melhor forma possível. E erram, erram e erram. Acho que eles nem se importam com seus erros agora. Mas cabe a Geração X mostrar que lá na frente este erro terá consequências.

A Geração Y deve aprender a olhar o passado para enxergar melhor o futuro, somente desta forma conseguirão ocupar posições altas nas corporações. Em pouco tempo eles serão o passado. A linha do tempo, por causa da velocidade tecnológica está cada vez mais curta e o futuro já chegou com o bebezinho acima. Ele já está “pronto” e nasceu falante e com opinião. Os jovens de hoje, uma vez preparados por nós, receberão este bebê nas futuras corporações.

E quando as duas gerações falam!, está na hora de sentar e conversar. “O modelo mental está diferente e precisamos escutar o outro. Sabe por quê? Não está fazendo o menor sentindo. Pare e tente entender o que está acontecendo.”, diz Eline Kullock.

A Geração do Twitter, do Facebook, do Orkut, etc., que tem a sua própria linguagem escrita, passou por bruscas mudanças tecnológicas, e foi exatamente esta mudança que acabou por provocar a troca de uma geração para outra, segundo Eline Kullock. Para eles, papai não sabe nada. Engraçado, pois nós da Geração X, tínhamos o costume de dar valor ao conhecimento de nossos pais, nascidos e formados na Geração Baby Bommers.

A Geração Y sai de casa com a sensação de que seus pais não aprenderam nada e não sabem nada. Tudo para eles está no celular, porque a vida deles está no celular. Não leem manual, são antenados e super conectados, vivem em tribos e funcionam em tribos. O modelo mental desta Geração Y é a velocidade e da Geração X é outra. “Por este motivo, temos que saber o que eles estão falando. Porque certamente estamos falando coisas diferentes, o ”, explica Eline.

Imagem do papai lendo jornal no café da manhã? Para esta geração que está no mundo corporativo, conectado 24 horas por dia e querendo “dominar” em alta velocidade as empresas, não existe. Tudo que precisam saber está escrito em 140 caracteres no Twitter. Neste aplicativo eles encontram suas tribos e a cada momento tem uma coisa nova.

Conhecimento

Eles parecem não querer aprender com a Geração X. Acham que já sabem tudo, porque foi o modelo criado e não aprenderam com seus pais e sim, com os seus pares. Muito mais na tentativa e erro. Para esta geração errar não importa. Não se preocupam com o erro e com a bronca do gerente. Bola para frente. Encaram olho no olho o gerente e de igual para igual. Não aprenderam a respeitar e a baixar a cabeça para ninguém. “Se esta geração pensa que esta atitude não influenciará no futuro…”, diz Eline.

A Geração X, que na sua maioria, ainda comanda as organizações não está acostumada a fazer isto, o que impacta na estrutura da organização. Tentativa e erro não é característica da Geração X e é aí que se encontra o desafio. A diversidade é trabalhar com várias gerações e muitas empresas ainda apresentam em sua estrutura quatro delas trabalhando de forma totalmente integrada.

Conhecimento é o que devemos passar para esta geração. Ela pode ter até mesmo a sua própria velocidade, mas é necessário aprender sem muitas tentativas e muitos erros. O futuro não permitirá mais este tipo de atitude. Cabe a nós convencê-los desta necessidade, pois o bebezinho está aí e ele certamente precisará ser ensinado e educado como nós fomos para poder tornar o mundo corporativo admirável como ele é.

Informação para a Colaboração

A apresentação de Mauro Segura, mostrando como funciona a IBM foi à prova viva de que as duas Gerações, X e Y conseguem trabalhar, conviver e aprender uma com a outra. Da Informação para a Colaboração. E foi com este pensamento e este conceito que a IBM começou a mudar a sua comunicação corporativa.

E Mauro conseguiu, com estas e muitas outras conquistas dentro da IBM, deixar a plateia de boca aberta. No complexo de Hortolândia, em São Paulo, trabalham mais de oito mil pessoas em um único galpão que não fabricam equipamentos e sim conhecimento. Aproximadamente 1.500 pessoas estão prestando serviços para os clientes da IBM e trabalham de acordo com os feriados impostos pelos países de seus clientes. “Uma sintonia completa”, diz Mauro.

E não para por aí. A IBM contratou nos últimos três anos aproximadamente, de sete a dez funcionários. É uma empresa altamente segmentada, tendo 50% do seu corpo de funcionários formado pela Geração Y. Quer dizer, com menos de 30 anos.

“Nada perto da IBM na Índia, que contratou cerca de 300 empregados por dia e realizou este feito em um estacionamento, pois não havia lugar para isto.”, diz Mauro bem sorridente.

E não pense que uma empresa como a IBM ou do porte da IBM não sofreu por causa da globalização intensa. “As filiais sofreram muito porque a globalização imposta para a Geração X e agora Y, precisavam se adaptar rapidamente e elas tinham uma enorme necessidade de desenvolver o conhecimento”, explica Mauro.

O maior desafio da IBM foi o crescimento. Encontraram um cenário com globalização intensa; senso de urgência; uma nova geração; desenvolvimento e crescimento das pessoas; aumento da complexidade; necessidade enorme de integração e colaboração e principalmente, um novo ambiente de trabalho.

É claro que a comunicação corporativa teve um imenso trabalho pela frente. Viabilizar esta transformação da imagem externa e interna era uma tarefa pioneira e grande. A boa notícia deste trabalhão todo é que a comunicação não estava no final da cadeia da empresa e sim grudada ao board, bem perto das decisões e isto ajudou e impactou bastante nas mudanças.

“Uma mudança do conceito do que é comunicação foi possível porque a IBM, realizou alinhamento com RH e o restante da companhia, a comunicação já estava alinhada ao board da empresa, fizemos um planejamento estratégico rigoroso, com metas claras e arrojadas, mudamos o perfil do profissional de comunicação, criamos uma nova postura e novas ferramentas foram adotadas.”, explicou Mauro.

Surgiu então um novo comunicador, uma comunicação descentralizada e com tecnologia. Hoje, segundo Mauro Segura, a IBM apresenta um “novo” comunicador que cria e atua em toda roda de influência, influencia a estratégia e cria o novo ambiente de trabalho.

A comunicação da IBM aprendeu a gerenciar o caos e hoje apresenta um modelo de comunicação que é o seguinte:

(imagem retirada da palestra de Mauro Seguro, para o Ciclo Comunicar Cultura,  disponível para download no site do slideshare)

“Hoje, não podemos deixar de pensar que o mundo está atolado de informações e não estamos acostumados a gerenciar todas estas informações. É muita coisa ao mesmo tempo e nós e as empresas estamos sempre criando senso de urgência para tudo”, explica Mauro.

A informação voa dentro das empresas e isto é fato e a comunicação corporativa da IBM vendo que isto acontecia constantemente, principalmente por meio de fortíssimos grupos, não teve outra solução a não ser fazer com que esta comunicação fosse realmente transformadora.

Hoje a IBM escuta o seu colaborador, as gerações Baby Bommers – alguns estão sendo recontratadas. A Geração X e a Geração Y trabalham de forma integrada e trocam conhecimento, mesmo que cada uma tenha uma velocidade diferente, mas a tecnologia é tão rápida que acabou por empregar rapidez a estas três gerações.

Segundo Mauro, o conhecimento não está mais disperso, pois a maior preocupação era com a comunicação global e eles não desejavam que a comunicação da IBM Brasil fosse completamente diferente. A informação hoje está customizada. Todo mundo hoje fala com todo mundo e está cada vez mais colaborativa, tendo uma Intranet com um perfil próprio.

Um dos desafios hoje da IBM é resgatar a importância do gerente, para que ele saiba as coisas antes do funcionário, não como um líder que possui a informação, mas como um funcionário que tem um cargo e não deve ser pego de surpresa. “Ele não deve ser atropelado, deve ter sim um papel importante dentro da organização, pois perdeu a liderança”, diz Mauro.

Conclusão: As gerações podem conviver plenamente e de forma integrada nas organizações, mas para isto precisa-se de muita conversa e isto nos foi apresentado nas duas palestras. Tanto na de Mauro Segura quanto na de Eline Kullock. Esta Geração Y não entende como óbvio tudo que a Geração X acreditava como normas. É uma geração que não busca uma carreira vertical e sim seguem as oportunidades. Por este motivo que devemos ser claros e transparentes dentro das organizações. Devemos nos transformar em bons líderes para que e eles no futuro possam ser bons líderes  e ensinar aquele bebezinho do primeiro vídeo.

Nós achamos a Geração Y arrogante e este jovens de hoje querem contribuir, falar, participar de grupos. Mas, temos que saber identificar estes colaboradores dentro das tribos e não é uma tarefa nada fácil achá-los. Uma geração questionadora desde criança e nós, que fazemos parte da Geração X, temos um processo educativo e de tolerância pela frente com a Geração Y. Cabe a nós dar e querer dar voz para esta geração veloz e conectada.

(Parabéns ao Nós da Comunicação por este brilhante e inesquível evento que durante muitos e muitos dias nos proporcionou muita informação).

 

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