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Profissional contemporâneo: há que ser veloz, sem perder a oportunidade, jamais


29/05/2012 – 19:19:36

Por Janaína Machado

Transformações, mudanças, o principal papel do profissional de comunicação moderno em cenários de crises econômicas mundiais foram temas abordados na palestra de nome “O Profissional de Comunicação Moderno – gerando negócios para cliente e para a agência” que Silvio Celestino apresentou na primeira tarde do Congresso Mega Brasil de Comunicação 2012, que a Mega Brasil realiza de 29 a 31 de maio, no Centro de Convenções Rebouças, em São Paulo.  
Parceiro da RP1 Comunicação na área de treinamentos da agência e sócio-fundador da Alliance Coaching, Celestino mostrou que as grandes transformações humanas geram fortes influências tanto em nossa vida pessoal como profissional.  “O ser humano não passa por mudanças e sim por transformações e elas são imutáveis. Não há como retornar. Isto vai repercutir em tudo, inclusive na economia. E não mexe somente com o profissional de comunicação, mexe com todas as áreas”, explicou.  E qual é o cenário apresentado quando tudo está acontecendo no mundo, principalmente em uma economia em constante mutação?  O que as empresas vão enfrentar? 
Celestino explicou que em um cenário que se transforma a todo instante, as empresas e o profissional de comunicação devem estar preocupados para entender as leis que regem o mundo e a economia. “Sabemos que a economia mundial não está indo muito bem, tanto na Europa quanto nos Estados Unidos, e as projeções realizadas recentemente pela revista The Economist para o Brasil não são tão boas. Talvez não haja um bom crescimento. Por este motivo, eu digo que as empresas precisam aproveitar este momento. Temos que planejar e executar em velocidade máxima.”, disse Celestino, para quem é preciso haver uma transformação rápida, nas empresas e no profissional. “É importante aprimorar as comunicações com as novas mídias; aprender a se comunicar com as novas gerações e aceitá-las como participantes ativas na construção de ideias, compreendendo que a tecnologia é a natureza dos negócios”, explicou. 
O palestrante afirmou que ainda há um longo caminho a percorrer nesta direção e quem não tiver esta visão não terá capacidade de se sustentar no futuro. “Ter a habilidade de saber o que vem pela frente; educar os acionistas, funcionários, clientes e comunidades; tudo isso, certamente vai ajudar os profissionais e a empresa a proporcionar mais lealdade aos seus produtos e serviços”, complementou.
E o que é esperado do profissional de comunicação? Como ele poderá contribuir com todo este cenário mundial de crises e transformações? “Engajamento no negócio do cliente; um profissional estratégico, planejador. Este profissional nunca poderá trabalhar com estratégia de sobrevivência, a empresa gastará toda a sua energia, esgotará os funcionários e não haverá crescimento”, disse. O ideal, segundo Celestino, é sempre ter em mente uma estratégia de crescimento e deu dicas importantes para ser um profissional de comunicação moderno: “Sempre apresentar soluções para mídias tradicionais e digitais; acompanhar novas formas de comunicação; ser bem informado, rápido e criativo e ter um poder de análise e eficiência na execução e na ação”.  E terminou de forma enfática:  “Em um cenário onde tudo muda e se transforma em velocidade máxima, o profissional de comunicação moderno não pode ter dúvida do que fazer:  ficar atento a novas fronteiras e tecnologias; estar sempre de olho no que vai surgir de oportunidade; não esperar que alguém ensine algo,pois deve ter capacidade para aprender sozinho; ter propósitos elevados e ver, principalmente, se está trabalhando em uma empresa com valores, crenças e ética semelhantes aos seus. E nunca, nunca perder as oportunidades”.
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Publicado por em 29/05/2012 em Uncategorized

 

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Líder! Está na hora da mudança

        Entrou na empresa, comece a entoar o mantra: “Ser aberto; ser transparente e ser autêntico.” Não é a Plano B que está falando para o líder ser assim, quem está dizendo é Charlene Li em seu mais recente livro “Liderança Aberta”, que acabo de devorar.

      Mas, quantos líderes, gerentes, coordenadores você conhece e que pratica uma liderança aberta? Mais ainda, quantos profissionais de primeira linha você conhece e que são realmente transparentes? Reflita com cuidado e seja justo. Certamente levou um tempinho para se lembrar. Sabe por quê? Resistência! Poder sobre os seus funcionários!

      A resistência é fácil de analisar. O gerente que não pratica este tipo de liderança que já está dominando o mundo corporativo acha que ser aberto é o momento que ele perderá o controle de sua administração, de sua equipe e do trabalho. Tradicionalmente, ter o controle central é a solução. Como assim? Ainda tem gerente que pensa desta forma? Não se espante! A lista é imensa! 

            Com os avanços tecnológicos este tipo de controle tornou-se impossível de administrar e muitas empresas e muitos gerentes ainda não conseguiram enxergar que uma vez navegando pelas mídias e redes sociais a liderança automaticamente será aberta, podendo melhorar a comunicação, a eficiência da equipe e a tomada de decisão.

            Já pensou em ter um gerente assim? Eu tive poucos, quando não tinha ocorrido a explosão das mídias e redes sociais. Hoje, os acompanho e fico orgulhosa de vê-los ainda atuando em grandes empresas seguindo principalmente os instintos e pensando da seguinte forma: se eu for aberto, se for transparente e se minha equipe puder utilizar as mídias e redes sociais, ela certamente estará mais bem informada, estaremos compartilhando informação e conhecimento. Todos nós iremos lucrar.

            Como diz Charlene Li que sou fã ardorosa:

                                     “O conceito de liderança exige uma nova abordagem, nova mentalidade e novas   competências. Não é suficiente ser bom comunicador. É preciso ser firme ao compartilhar perspectivas e sentimentos pessoais para desenvolver relacionamentos próximos. Comentários on-line não podem ser evitados e não devem ser ignorados. Ao contrário, eles devem ser abraçados como oportunidades de aprendizagem. É necessário, portanto, que estejamos abertos tanto para felicitações como para reclamações todos os dias”.[1]

            Realmente é uma nova mentalidade e poucos no Brasil ainda pensam desta forma. Conheço grandes empresas que ainda teimam em permanecer com o antigo modo de liderança e ainda, uma liderança ameaçadora, principalmente quando há avaliações 360˚. Grandes empresas que não deixam seus funcionários acessarem as redes e mídias sociais com medo da perda de poder e do excesso de informação. Empresas que ainda preferem se manter e se sentem “seguros” com a divulgação de comunicados distribuídos pela comunicação interna. Conheci gerentes que chegavam à empresa beijando seus funcionários como forma de um bom dia de trabalho tentando passar uma gestão aberta, transparente, aconchegante, amiga. Mas na hora do vamos ver…

Este tipo de liderança não tem sobrevivência. Muitas empresas já estão provando que não vale a pena. Sei de muitas que já estão colhendo os frutos desta nova forma de se relacionar. São Empresas 2.0. Que já romperam barreiras vive o futuro, uma nova era e não desejam voltar à forma antiga de liderar. Apesar de ser bem mais difícil e mais complicada de se administrar, pois coisas boas e ruins são compartilhadas, este é o melhor jeito de vencer obstáculos junto à equipe. São empresas que respondem o bom e o ruim, que escutam seus funcionários sem distribuir em reuniões olhares e tons ameaçadores.

Saiba que abrir mão do controle é inevitável. Se não tem o caminho das pedras para começar a realizar este trabalho, aconselho reflexão e compre o livro da Charlene Li. Um horizonte irá se abrir para você que é líder de qualquer empresa. Pequena, média ou grande, não importa. O que você realmente deve pensar é que as mídias e redes sociais estão transformando o mundo e acima de tudo isto, nas empresas estão transformando o modo de liderar.

                                                                                          MUDE!


[1] Li, Charlene, “Liderança Aberta” , Editora Évora, pág, 9, 2011

 

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Hã? Férias? Que férias?

No último dia de julho fui pega de surpresa. Liguei para minha prima, com a intenção de marcar aquele cineminha de criança com sua filhota e minha sobrinha de 8 anos e ganhei um: não vai dar. Para a minha infeliz surpresa, no dia seguinte ela já estaria de volta às aulas.

Como assim? Quando eu e minhas primas tínhamos férias elas eram imensas. As sonhadas férias de final de ano duravam três longos meses e só voltávamos para o colégio depois do Carnaval, quer dizer, férias começando no final de novembro e iniciando em março. No meio do ano então, eram férias de um mês e meio.

Descobri que a coitadinha de minha sobrinha tem apenas 15 dias no meio do ano e um mês e meio quando termina o ano letivo. Me bateu uma preocupação. O que a era da informação, do conhecimento, do avanço tecnológico, da transformação está fazendo com nossas crianças? Certamente estas crianças já estão transformadas. São crianças cansadas, que não tem tempo nem para brincar, enfurnadas em casa o dia inteiro em companhia do computador, enquanto seus pais trabalham.

Uma diferença louca entre a Geração X, Y e esta que a minha sobrinha pertence e ainda não tem nome: @ ou Z. A minha geração aprendeu a ter férias ao ar livre, brincando de roda, andando de bicicleta, passando meses na casa de verão da família, curtindo cada segundo, fazendo expedições e roubando caju e carambola das casas vizinhas. Raramente vemos crianças assim.

Hoje a Geração Y e Z não conseguem se desgrudar de seus Ipods, IPhones, e computadores. As brincadeiras de criança foram trocadas pelos jogos interativos. A praia pelos shoppings e assim mesmo, com os olhos grudados no celular.  No Natal a gente pedia bonecas, autoramas, patins, Atari – o PlayStation da época. Brinquedos que levam a garotada da Geração Y e Z morrerem de rir.

Poucos são os pais desta nova geração que se preocupam em tão pouco tempo dar férias aos seus filhos. Cinema, praia, interação com os amiguinhos fora da escola.

Não estou aqui condenando a Internet. Ela modificou nossas vidas, como nos relacionamos e fazemos amigos. A nova geração faz amigos virtuais e a Geração X acha os velhos amigos na rede social e adquiri novos da mesma forma que a Y.

A Internet é um mundo incalculável de informação e é claro, queremos que a Geração Y e Z saiba utilizá-la de forma adequada.  Fiquei horrorizada ao ler no final de semana a notícia de um menino inglês que morreu após uma trombose. Ele tinha o vício de ficar 12 horas por dia em frente ao computador, se comunicando com os amigos e brincando com jogos virtuais. O pai dele informou que o menino era uma criança que não dava trabalho, pois estava longe das drogas e perto dos olhos da família. O que este pai não conseguiu perceber é que seu filho, apesar de estar perto dos olhos protetores da família acabou morrendo porque não se exercitava, não levantava um único segundo em 12 horas para movimentar braços e pernas.

Perto dos olhos, longe do coração. Acho que não é exatamente isto que queremos para nossos filhos. Como qualquer pai protetor o ideal é estar perto dos olhos e do coração. Eles podem e devem utilizar todos os avanços tecnológicos. É inevitável o acesso, hoje toda a informação circula pela Internet e lá dentro está o mundo.

A Geração X se adaptou a todos os avanços para acompanhar seus filhos e futuros netos. Uma geração que se desconstruiu para se reconstruiu e nascer junto com esta nova era. Mas ainda se deparam com as diferenças de quando eram crianças e não é difícil estranhar e principalmente comparar.

Quem faz parte da Geração X se lembra perfeitamente que era ótimo curtir uma viagem com os amigos. Hoje, os novos jovens sabem que curtir é um enter no botão no Facebook. A geração anterior também fazia natação, inglês, jogava futebol, vôlei, balé, estudava piano. Eram atividades variadas, extras e amadas. A nova não consegue nem respirar, fazem tudo isto e ainda ganharam de brinde: espanhol, judô, capoeira e se duvidar em breve, mandarim. O negócio é voltar para casa junto com os pais. Eles possuem uma agenda adequada às etapas de trabalho que seus pais devem cumpri durante o dia. Nas férias: computador.

O Admirável Mundo Novo já chegou e muitos nem se deram conta de que ele se moderniza a cada dia. Transformações, inovações, ideias, criatividade, conhecimento, informação são oferecidos de forma ilimitada na internet e está ao alcance dos dedos e olhos de qualquer geração.  Mas tudo tem seu tempo e sua hora.

Já que: “Querida, encolhi as férias” e os pais quase não conseguem coincidir as férias com a de seus filhos, o jeito é ter um bom computador em casa para acabar com a solidão destas crianças. Isto é certo? Diminui a culpa dos pais trabalhadores? Sei não!

Mas, férias são férias. Vale dar férias também para a Internet. O problema é que as novas gerações acham que ficar um segundo longe dela estará fora do grupo e das inovações. Se sentem excluídos quando não sabem das novidades ao mesmo tempo dos amigos. Uma geração que prefere e se acostumou a trocar divertimento por aplicativos, pois estes são os divertimentos.

Já que o computador virou playground só resta aos pais não se culpar. Fiquem de olho para que não vire um vício, a ponto de esquecer a vida. Quanto ao meu cineminha com minha sobrinha, ficou adiado. A pobrezinha já volta tendo que fazer prova. Oh vida dura essa da Geração Y e Z, cada vez mais informatizada, mas se não for assim…

 

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