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Vaquinha: Computador do Nicolas – Vakinha.com.br

Caros leitores,Nicolas

Vamos ajudar o Nicolas a ultrapassar esta pequena barreira.

Sei que ele consegue.

Para saber, mais clique no link abaixo. Cristiano Santos, pai do Nicolas, tem uma importante e bonita mensagem no site da Vaquinha. Uma campanha linda que certamente voce vai querer participar!

Contamos com seu apoio!

Vaquinha: Computador do Nicolas – Vakinha.com.br

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1 comentário

Publicado por em 28/07/2009 em Uncategorized

 

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Postura Empresarial

200573715-001Acho que postei um texto polêmico. Esta impressão irá depender de cada leitor. Alguns irão achar que estou certa e outros acharão que estou completamente equivocada. Mas, este post está sendo publicado com base em algumas lembranças que passei nestes últimos 10 anos, quando trabalhei com comunicação interna para uma grande empresa. Aprendi que além de muito estudo, ter dedicação ao trabalho, atender bem o cliente, passar motivação, valorizar funcionários, e informar bem todos que fazem parte da organização, era preciso adicionar ao meu perfil, uma postura empresarial.

Não estou me referindo ao modo de andar, falar etc. Mas, do funcionário aprender a se comportar diante de seu cliente interno. Saber atendê-lo adequadamente, ouvi-lo e respeitá-lo acima de qualquer relacionamento interno/externo. Claro que nos deparamos com clientes que acham que sabem mais do que você na área em que atua. São até arrogantes e prepotentes. Mas, você é profissional o suficiente para driblar esta situação com sua experiência.

Os recrutadores de RH deveriam ter mais tempo para analisar com cuidado o perfil e o psicológico de um candidato. Infelizmente isto não acontece devido à urgência para a ocupação de vagas nas empresas. A observação sempre é feita com mais detalhes por colegas e gestores no dia-a-dia de trabalho.

Parece bobagem, mas não é. Muitas vezes a postura de um simples funcionário pode acabar com uma equipe inteira e comprometer o trabalho e o esforço feito por meses e anos.

Não estou dizendo neste texto que os funcionários devem se portar como se trabalhassem para a Rainha da Inglaterra e obrigados a seguir o livro de etiqueta do Palácio de Buckingham. Claro que em uma reunião surgem momentos de descontração. Quero realmente dizer que certas posturas devem ser mantidas quando estamos diante de um cliente. A principal delas é manter uma atitude profissional, mesmo que do outro lado da mesa ou da linha esteja o seu melhor amigo de infância.eds033

Para mim, sempre um bom modo de fazer esta observação é confiar ao novo funcionário um evento supervisionado. As visitas técnicas são boas para este tipo de análise. Já tive pupilos que se revelaram em eventos e nestas visitas técnicas. Esqueciam tudo que eu havia lhe ensinado. Apresentava-se ao microfone não como coordenador, mas como se estive perante amigos do colegial. Mesmo não tendo a intenção, se portava de maneira equivocada, espelhando a postura que toda a equipe não tinha.

Além de todos os itens já relacionados no ótimo livro do Paulo Clemen, “Como Implementar uma área de Comunicação Interna”, ainda incluiria nesta lista, o comportamento e a postura. Manter um pouco de etiqueta, saber se apresentar, falar com seu cliente, diretores, presidentes, convidados da empresa de forma respeitosa etc. Temos    que ir além de tudo que aprendemos em casa, quando nossos pais nos ensinam segurar um garfo, falar, andar e saber se vestir. É importante nos portamos adequadamente em certas situações.

Como está no dicionário Houaiss postura é se comportar; porte; de proceder; posicionamento.

Vale lembrar que postura empresarial não está somente em manuais de como utilizar o e-mail, o twitter, a Intranet, os blogs empresariais etc. Está inserida também dentro do Código de Ética e Políticas Internas. Os funcionários precisam entender o que a empresa quer e qual a postura exigida, para que a organização seja uma referência, tanto externa quanto interna.

Alguns devem estar se perguntando. Mas, será que o autor deste post nunca perdeu a postura empresarial? Sim, mas tive dois mestres rigorosíssimos, que me ensinaram muito e estavam atentos a tudo que eu fazia, e ao sinal de um pequeno ou grande deslize eles conversavam comigo e prometia que nunca mais iria acontecer.

Depois de ler este post se autoanalise. Veja como você está se portando diante de seus clientes e dentro da empresa. Lembre-se que durante seu atendimento pode sim, haver descontração, mas nunca intimidades. Leia sempre o Código de Ética de sua empresa e a Política interna. Desta forma, estará evitando desconfortos empresariais.

 

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Comunicação Esquizofrênica

200573743-001Atualmente falar sobre esquizofrenia nos programas de entrevistas virou moda. A autora Glória Perez tem abordado o tema em sua novela “Caminho das Índias”, mostrando ao telespectador esta terrível doença, como se manifesta, os surtos  etc.

Pegando uma carona, vou falar sobre esquizofrenia de outra forma, mas com graves efeitos colaterais quando ela se manifesta em uma organização. Li pela primeira vez o termo “Comunicação Esquizofrênica” no livro “Comunicação Interna – a Força das Empresas vol.1”, editado pela ABERJE, no artigo de Luiz Antonio Gaulia. Confesso que não conhecia, mas como profissional eu e muitos já vivenciamos.

Irei além a definição do autor, pois Gaulia trata de um assunto que já explorei no post anterior: transparência, credibilidade e confiança na empresa. O real jogo da comunicação, necessário somente quando se são aplicadas regras claras e transparentes, caso contrário será destruído o relacionamento dos colaboradores com a organização.

Estamos cansados de saber que a partir do momento em que há crença na comunicação interna, há confiança na empresa. Uma vez terminada esta confiança e adulterando esta pequena fórmula, Gaulia relata que está criada a Comunicação Esquizofrênica.

Mas o que será exatamente isto? Ele define de forma simples. É o fingimento, a hipocrisia aplicada por gestores, líderes e a empresa com os seus colaboradores.  Acontece quando os líderes chegam à frente de seus funcionários e dizem “sim”, mas na prática estão sempre exercitando o “não”. Onde os feudos criados dentro da empresa se matam e acabam esquecendo os verdadeiros concorrentes de mercado. Esquecem o externo para brigarem internamente. Onde as informações circulam dentro da empresa de forma altamente errada e acabam transformando o ambiente de trabalho doente. 200573778-001

Quantas empresas doentes não há neste Brasil? Quantas informações erradas são passadas por causa da Comunicação Esquizofrênica e feudos criados dentro de uma organização?

O dicionário Houaiss é bem claro quando ele fala do significado de esquizofrenia: termo geral que designa um conjunto de psicoses endógenas cujos sintomas fundamentais apontam a existência de uma dissociação da ação e do pensamento, expressa em uma sintomatologia variada, como delírios persecutórios, alucinações, esp. auditivas, labilidade afetiva etc.

Com toda certeza já encontramos pelo caminho gestores com dissociação de ações e de pensamentos quanto ao trabalho realizado. Não quer dizer que possuem a doença propriamente dita, mas são gestores que costumam enlouquecer suas equipes com a prática do “sim” e do “não”. São gestores “doentes” e que adoecem a equipe. Quais são as consequências? Desmotivação, não cumprimento de metas, resultados desastrosos, falta de credibilidade na empresa e na comunicação interna, que segue o mesmo caminho da comunicação esquizofrênica.

Gualia nos diz que estamos cansados de saber da existência deste tipo de gestor. E é verdade! Então, por que estas coisas sempre acontecem? Porque as empresas insistem em ter em seu quadro organizacional gestores deste porte sabendo do perigo real e imediato que ele poderá causar?

Mais atenção na seleção, no momento da contratação. Este tipo de gestor pode ser barrado logo na entrevista, basta saber um pouco mais sobre a vida pregressa deste profissional. A organização certamente evitará a contratação de um gestor despreparado e que pode contaminar toda uma empresa e uma equipe.

Este gestor costuma se esconder atrás de um falso profissionalismo de anos de carreira, sustentada não sabemos como. No fundo sabem que estão praticando a Comunicação Esquizofrênica, varrendo para debaixo do tapete o sim e praticando o não.

71277369Preferem aderir ao que Luiz Gaulia chama também de Jogo do Silêncio. O famoso: não vejo, não falo e não ouço. Muito praticado por equipes de comunicação interna comandadas por gestores que utilizam esta Comunicação Esquizofrênica. Primeiro ele contamina a sua equipe e depois repassa para a empresa. Uma lavagem cerebral. É uma bola de neve que cresce a cada dia e que acaba com a credibilidade e confiança no trabalho realizado por todos.

Este tipo de gestor acha que a comunicação não vaza e quando acontece se espanta, se perguntando como aconteceu? Ele se esquece da rádio-corredor, da área do cafezinho, do fumodromo, do restaurante corporativo, do e-mail, do SMS entre os colaboradores etc. Locais que podem ser uma grande ferramenta de comunicação se bem utilizada. Serve de termômetro para sabermos o que está acontecendo e o que os funcionários estão achando. Caso surja alguma dúvida, devemos tirá-las imediatamente por meios oficiais.

A solução é acabar com estes gestores ou eles praticarem a real comunicação semeando a empresa com verdades, para que no futuro consiga colher frutos saudáveis. O que é? Uma equipe estimulada, gostando do que faz, porque conhece a sua empresa e sabe sempre a verdade. Impossível? Não! Mas é difícil de ser seguida com gestores que ainda persistem no delírio e na fantasia. Do falar sim e praticarem o não.

Como termina o próprio Gaulia em seu texto, se não há credibilidade, se a verdade não é dita pela empresa, por que então perder tempo fazendo comunicação? Por que continuar tentando divulgar coisas que ninguém mais acredita? Finalizo, dizendo: porque esses gestores continuam sendo contratados pelas empresas.

Diga! Esta será a melhor empresa para se trabalhar?

 

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