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Curso Liderança 360o e a Integração da Geração X e Y

É cada vez mais importante que os líderes de hoje estejam entoando um mantra no atual ambiente de negócios: “Ser autêntico, ser aberto e ser transparente”. Este mantra foi idealizado por Charlene Li, uma das mulheres mais influentes do mundo no campo da tecnologia. Infelizmente muitas empresas resistem a estes conceitos e preferem liderar de forma tradicional, realizando administrações baseadas em antigos conceitos e no controle centralizado. Este tipo de liderança tem afastado a nova Geração dos postos de trabalho, criando inúmeras insatisfações e a falta de integração com a Geração X, formada por uma turma de profissionais veteranos que ainda estão no mercado e poderiam estar atuando ao lado destes jovens como mentores e coaches. Uma geração de jovens que precisa controlar a impaciência, a ansiedade, possui alto potencial tecnológico, são inovadores, conectados e já tomam conta de 45% do mercado brasileiro. Uma vez integrados com a Geração X e seus líderes, e principalmente, por meio de motivação, a Geração Y tem condições de se preparar e enfrentar desafios do exigente mercado de trabalho e conquistar cargos de lideranças, tornando-se excelentes líderes.
Mesmo com todas as tecnologias e as mídias sociais, as lideranças têm como trazer para bem perto estas duas gerações, para isto basta utilizar novas técnicas, serem abertos e deixar de lado os antigos conceitos de controle que dominaram os antigos mercados de trabalho.
Esta integração é possível e é isto que o Curso de Extensão “Liderança 360o e a Integração da Geração X e Y” pretende apresentar. Inscreva-se! Ele começa no dia 17 de março e será ministrado pela consultora Janaína Machado, Sócia-diretora da Plano B Consultoria, na FACHA – Faculdades Integradas Hélio Alonso, no Rio de Janeiro.
O Curso será em seis sábados, com 4 horas de duração cada aula. Serão 24 horas de aulas mais trabalhos, com carga horária total de 32 horas e as inscrições estão abertas para todo o Brasil.
No link abaixo você poderá obter todos os detalhes do Curso, além da Ementa, currículo da consultora entre outras informações.
Faça já a sua Inscrição
 

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Hã? Férias? Que férias?

No último dia de julho fui pega de surpresa. Liguei para minha prima, com a intenção de marcar aquele cineminha de criança com sua filhota e minha sobrinha de 8 anos e ganhei um: não vai dar. Para a minha infeliz surpresa, no dia seguinte ela já estaria de volta às aulas.

Como assim? Quando eu e minhas primas tínhamos férias elas eram imensas. As sonhadas férias de final de ano duravam três longos meses e só voltávamos para o colégio depois do Carnaval, quer dizer, férias começando no final de novembro e iniciando em março. No meio do ano então, eram férias de um mês e meio.

Descobri que a coitadinha de minha sobrinha tem apenas 15 dias no meio do ano e um mês e meio quando termina o ano letivo. Me bateu uma preocupação. O que a era da informação, do conhecimento, do avanço tecnológico, da transformação está fazendo com nossas crianças? Certamente estas crianças já estão transformadas. São crianças cansadas, que não tem tempo nem para brincar, enfurnadas em casa o dia inteiro em companhia do computador, enquanto seus pais trabalham.

Uma diferença louca entre a Geração X, Y e esta que a minha sobrinha pertence e ainda não tem nome: @ ou Z. A minha geração aprendeu a ter férias ao ar livre, brincando de roda, andando de bicicleta, passando meses na casa de verão da família, curtindo cada segundo, fazendo expedições e roubando caju e carambola das casas vizinhas. Raramente vemos crianças assim.

Hoje a Geração Y e Z não conseguem se desgrudar de seus Ipods, IPhones, e computadores. As brincadeiras de criança foram trocadas pelos jogos interativos. A praia pelos shoppings e assim mesmo, com os olhos grudados no celular.  No Natal a gente pedia bonecas, autoramas, patins, Atari – o PlayStation da época. Brinquedos que levam a garotada da Geração Y e Z morrerem de rir.

Poucos são os pais desta nova geração que se preocupam em tão pouco tempo dar férias aos seus filhos. Cinema, praia, interação com os amiguinhos fora da escola.

Não estou aqui condenando a Internet. Ela modificou nossas vidas, como nos relacionamos e fazemos amigos. A nova geração faz amigos virtuais e a Geração X acha os velhos amigos na rede social e adquiri novos da mesma forma que a Y.

A Internet é um mundo incalculável de informação e é claro, queremos que a Geração Y e Z saiba utilizá-la de forma adequada.  Fiquei horrorizada ao ler no final de semana a notícia de um menino inglês que morreu após uma trombose. Ele tinha o vício de ficar 12 horas por dia em frente ao computador, se comunicando com os amigos e brincando com jogos virtuais. O pai dele informou que o menino era uma criança que não dava trabalho, pois estava longe das drogas e perto dos olhos da família. O que este pai não conseguiu perceber é que seu filho, apesar de estar perto dos olhos protetores da família acabou morrendo porque não se exercitava, não levantava um único segundo em 12 horas para movimentar braços e pernas.

Perto dos olhos, longe do coração. Acho que não é exatamente isto que queremos para nossos filhos. Como qualquer pai protetor o ideal é estar perto dos olhos e do coração. Eles podem e devem utilizar todos os avanços tecnológicos. É inevitável o acesso, hoje toda a informação circula pela Internet e lá dentro está o mundo.

A Geração X se adaptou a todos os avanços para acompanhar seus filhos e futuros netos. Uma geração que se desconstruiu para se reconstruiu e nascer junto com esta nova era. Mas ainda se deparam com as diferenças de quando eram crianças e não é difícil estranhar e principalmente comparar.

Quem faz parte da Geração X se lembra perfeitamente que era ótimo curtir uma viagem com os amigos. Hoje, os novos jovens sabem que curtir é um enter no botão no Facebook. A geração anterior também fazia natação, inglês, jogava futebol, vôlei, balé, estudava piano. Eram atividades variadas, extras e amadas. A nova não consegue nem respirar, fazem tudo isto e ainda ganharam de brinde: espanhol, judô, capoeira e se duvidar em breve, mandarim. O negócio é voltar para casa junto com os pais. Eles possuem uma agenda adequada às etapas de trabalho que seus pais devem cumpri durante o dia. Nas férias: computador.

O Admirável Mundo Novo já chegou e muitos nem se deram conta de que ele se moderniza a cada dia. Transformações, inovações, ideias, criatividade, conhecimento, informação são oferecidos de forma ilimitada na internet e está ao alcance dos dedos e olhos de qualquer geração.  Mas tudo tem seu tempo e sua hora.

Já que: “Querida, encolhi as férias” e os pais quase não conseguem coincidir as férias com a de seus filhos, o jeito é ter um bom computador em casa para acabar com a solidão destas crianças. Isto é certo? Diminui a culpa dos pais trabalhadores? Sei não!

Mas, férias são férias. Vale dar férias também para a Internet. O problema é que as novas gerações acham que ficar um segundo longe dela estará fora do grupo e das inovações. Se sentem excluídos quando não sabem das novidades ao mesmo tempo dos amigos. Uma geração que prefere e se acostumou a trocar divertimento por aplicativos, pois estes são os divertimentos.

Já que o computador virou playground só resta aos pais não se culpar. Fiquem de olho para que não vire um vício, a ponto de esquecer a vida. Quanto ao meu cineminha com minha sobrinha, ficou adiado. A pobrezinha já volta tendo que fazer prova. Oh vida dura essa da Geração Y e Z, cada vez mais informatizada, mas se não for assim…

 

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Nossos direitos na Era 2.0

     Após terminar minha palestra no Circuito 4×1 do Rio de Janeiro, em 29 de abril, alguns participantes me cercaram para conseguir entender melhor a “Revolução Digital”, ocorrida no Oriente Médio.

    Gostaria de ter feito isto em um debate, mas o tempo foi bem curto e alguns pontos ficaram sem ser respondidos. Sou detalhista ao extremo e meus slides são carregados de informações. E Redes Sociais no Oriente Médio – Uma Revolução Digital?”, não escapou. Ficou bem grande. Mas, amei dar esta palestra, pois pude juntar os meus conhecimentos de 25 anos atuando na área de comunicação e agora o meu conhecimento em Relações Internacionais, especificamente nos países muçulmanos.

Pela primeira vez na história mundial os jovens muçulmanos saíram às ruas munidos de celulares em vez de ter em mãos as fatídicas AK-47, protestando contra ditaduras, fundamentalismo religioso e a falta de democracia. O primeiro levante digital do Irã contou com jovens de 25 anos digitando freneticamente nas redes sociais. Eles sabiam que tinham uma poderosa arma na mão e que poderiam ser escutados mundialmente se fizessem este tipo de manifestação. Ninguém iria detê-los. Ninguém teria a ousadia calar suas vozes.

Foi o Irã X Irã. Um levante que sacudiu o mundo e que acabou por espalhar uma onda de protestos no mundo árabe que persiste até a data de hoje, quando estou  escrevendo este artigo para o blog. O clero islâmico que comanda o país tendo como porta-voz o Presidente Ahmadinejad, conseguiu fraudar as eleições para ficar mais tempo no cargo, mas não conseguiu calar a voz desses jovens, mesmo cortando acessos à Internet, redes sociais e celulares.

    Estes jovens estão mudando a percepção que temos do mundo árabe e sua religião. Subestimamos os muçulmanos chamando-os de tribais, atrasados. Sim, ainda há regiões que vivem na Idade Média, não sabem da existência da Internet e o modo de sobrevivência nestas vilas é contar apenas um com a ajuda do outro e manter os padrões religiosos.

     O mundo digital, os avanços tecnológicos, é desconhecido para algumas comunidades que vivem isoladas e muitas vezes comandadas pelo Talibã (o fundamentalismo islâmico). Nós, capitalistas e consumistas, já acostumados e vivendo no mundo dos avanços tecnológicos e tudo de bom que a Era 2.0 nos oferece queremos sim o que há naquelas terras: petróleo. Este é o principal motivo de tanta rivalidade entre o Ocidente e Oriente. Quem for dono e comandar os maiores poços de petróleo, o ouro negro, tem o poder nas mãos. Infelizmente é assim que vejo.

Estes jovens muçulmanos estão nos ensinando que eles querem qualidade de vida, melhores condições de trabalho, um país mais justo e equilibrado, e que os avanços tecnológicos são apenas um modo, uma via que proporciona a eles serem ouvidos não somente no mundo islâmico, mas também fora dele. Diferente do que foi vivido por seus pais e avós, que passaram por fortes conflitos internos e guerras e ainda, tiveram que aprender a mexer em armas como a AK-47 para poder reivindicar seus direitos.

Eles mudaram a história? Sim, escreveram um novo capítulo na Era Digital em que estamos passando. Apesar da Internet não ser garantia nenhuma de democracia, estes jovens conseguiram derrubar presidentes que estavam no cargo por mais de 30 anos. Conseguiram ser ouvidos apesar de toda a perseguição e algumas mortes por causa destes protestos marcados via Facebook ou Twitter.

O mundo conseguiu presenciar por meio destes jovens que é possível aprender com o uso das redes sociais um modo de gritar pelos direitos universais. E se foi ou não uma Revolução Digital, não importa. Ficamos presos ao termo, Revolução Digital para escrever estudos, análises, discutirmos o assunto. Estes jovens não estão se importando com isto. O que eles querem já foi dito em 140 caracteres, divulgado no mural do Facebook e postado no YouTube.

E posso garantir, eles deram um banho de união, de coragem em cima das novas gerações americanas, brasileiras, inglesas, etc., que nasceram conectadas na rede. Deram também uma lavada nas empresas que ficam terrivelmente preocupadas com o uso das redes sociais no local de trabalho.

Estes jovens conseguiram nos mostrar que uma vez usadas com responsabilidade, às redes sociais podem ensinar, integrar, informar. E me fizeram a seguinte pergunta pós-palestra: Por que este tipo de levante não acontece no Brasil? Nos países muçulmanos, o Estado não é separado da religião, se misturam, por este motivo acredito ser mais fácil este tipo de levante. As democracias existentes são veladas. Não são verdadeiras democracias. Já aqui e na maioria dos países Ocidentais o Estado e a religião não se misturam. O Brasil vive tempos de democracia, a ditadura não existe mais. Talvez se estivéssemos vivendo nos tempos da ditadura, levantes como estes fossem realizados. Os jovens brasileiros não estão preocupados em marcar encontros via Twitter e Facebook para sair às ruas e tirar um político corrupto e safado do Congresso. Seria muito bom se eles usassem as redes sociais com este propósito. Poderíamos certamente ter um governo melhor, pois a Internet e as redes sociais não estão aí somente para fazer amigos ou conseguir mudar o status matrimonial. Quem sabe não aprendemos com os muçulmanos, a partir do momento em que pararmos de olhá-los de soslaio e com aquela desconfiança de que são todos terroristas?

Querer gritar por nossos direitos é fundamental. Se a Era 2.0 proporciona esta facilidade por que não usá-la?

 

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Chat com Mark Zuckerberg, John Battelle e Tim O’Reilly

No dia 17 de dezembro o homem do ano, escolhido pela Revista Time, Mark Zuckerberg, dono do Facebook; Tim O’Reilly, dono da O’Reilly Media, Inc. e John Battelle, dono da Federated Media Publishing, conversaram em um chat imperdível.

Intitulado: Web 2.0 Summit 2010: Mark Zuckerberg, “A Conversation with Mark Zuckerberg”, o vídeo tem 1h06min de um papo memorável com um tímido que falou bastante.

Veja:

 

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Refresque suas ideias de Sprite, já está no ar!

(Divulgamos semana passada os bastidores da Campanha Grafite da Sprite e repetimos agora, já que está sendo no YouTube. O txt abaixo é uma reprodução do release encaminhado pela Textual Serviços de Comunicação
Assessoria de Imprensa da Coca-Cola Brasil)

 

Avesso traz campanha com artes de Grafite da Sprite – Coca-Cola

Nesta segunda quinzena de dezembro o Programa Avesso confere os bastidores da nova campanha de Sprite “Refresque suas ideias”, com conceitos voltados à arte de rua. Quem assina a campanha é a agência W/McCann, que criou filmes da campanha para TV e cinema. O Diretor responsável é Fernando Andrade da Spray Filmes. “O Fernando tem um olhar mais autoral”, conta ao Avesso Gustavo Otto, Diretor de Planejamento W/McCann.

Foram escolhidos quatro grafiteiros que dominam estilos de artes diferentes para criar o que desejassem nas latas dos refrigerantes Sprite, “O que é melhor, que dar uma lata em branco para quatro grafiteiros trazerem suas ideias?” diz Ana Paula Castello, Diretora de Comunicação Integrada Coca-Cola, ao Avesso.

A grande plataforma da campanha usada é a internet. Lá os consumidores são convidados a criar suas próprias latas de Sprite. “É uma campanha viva, uma co-criação entre a agência e o público”, diz Gustavo Borrmann, Diretor de Criação da RMG Connect, responsável pelas ações na Web. “Temos mais de 260 mil desenhos criados pelos consumidores”, conta Andréia Mota, Diretora de Marketing Coca-Cola.

Os quatro desenhos dos consumidores participantes já estão nas latas. Suas artes foram selecionadas por uma comissão formada por pessoas da própria Coca-Cola, além dos quatro grafiteiros. Esses desenhos estamparão as novas latas de Sprite no verão de 2011.

Refresque suas ideias com os bastidores desta campanha jovem e interativa. Agora no Youtube


Sobre o Programa Avesso

O Avesso é um programa de entretenimento com três minutos de duração, que mostra os bastidores da indústria da comunicação para o grande público, responsável pelo desenvolvimento do conceito do Brand Backstage no Brasil. Se destaca, por sua ampla interação entre os meios, com uma linguagem moderna e dinâmica.

Sprite
Sprite foi lançada no Brasil em 1984 e é a marca líder de mercado no segmento de refrigerantes sabor limão. Em 2005, a marca inaugurou no país o conceito de refrigerante “Zero”, com o lançamento de Sprite Zero. Em 2009, a versão sem açúcar evoluiu com outra inovação da marca: o lançamento de Sprite 2.Zero, com uma fórmula mais refrescante e intensa no sabor limão.
Sprite e Sprite 2.Zero podem ser encontrados nas seguintes embalagens: vidro retornável (300ml), lata (350 ml), PET (600 ml, 1L, 1,5L e 2L) e Post-Mix (copos de 300ml, 500ml e 700ml). A disponibilidade destas embalagens pode variar, de acordo com cada mercado.

 

 

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A relação empresas-agências de comunicação

Assista no site Nós da Comunicação, vídeo gravado com diversos profissionais da área  abordando a relação existente entre as empresas-agências de comunicação. O evento foi no Rio de Janeiro em 11 de março durante o encontro ‘Abracom – 2ª década do século XXI.

Não perca também, na mesma página em que será direcionado,  o vídeo de Ciro Reis, presidente da Abracom.

Clique na palavra ou na imagem: Nós da Comunicação

 

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Os desafios da integração de equipes

(texto meu publicado no blog ComunicaçãoETC, no dia 25 de fevereiro de 2010 e que eu reproduzo aqui)

Integração é juntar. Ter totalidade. Este é o desejo de todo gestor com sua equipe ou com todos os funcionários de uma empresa. É natural que os líderes e gestores peçam aos seus funcionários que saibam tudo o que está acontecendo dentro da empresa, quais os negócios, as últimas notícias, saibam o que cada diretoria está fazendo e resolvendo, para alcançar as metas estabelecidas.

Integrar é uma forma de estimular o funcionário, dar motivação e tornar o ambiente de trabalho agradável. É uma forma inteiramente correta de se pensar. Uma empresa integrada, que tem todos os seus funcionários envolvidos, consegue se desenvolver, crescer e quem sabe, vencer a concorrência. A integração é importante para se manter o foco, a união, fazer com que a equipe não perca a direção e consiga ter êxito no final dos trabalhos.

Mas, os profissionais envolvidos na escolha da uma integração devem escolher corretamente o que deverá ser utilizado dentro da organização, pois somente desta forma o fato se tornará uma realidade. O dia a dia de uma empresa muitas vezes impede que uma integração seja realizada e geralmente este tipo ação é deixado de lado pelos gestores e líderes com a desculpa que o trabalho e as metas são muito mais importantes do que juntar a equipe para que os funcionários possam se conhecer.

Você que trabalha em uma organização, não importa o cargo, responda com toda sinceridade: não é uma tarefa árdua e complexa de ser feita? Integrar todos os funcionários ao mesmo tempo não é uma tarefa complexa?

As metas são tão enlouquecedoras para vencer a concorrência, seja qual for o setor de atuação, que muitas empresas passam batido por esta tarefa de integrar, vital para o crescimento de uma empresa. Posso garantir que este trabalho é necessário.

Primeiro, o funcionário assim que é contratado deve passar por uma imersão e conhecer toda a organização. Muitos gestores esquecem a importância de se conhecer a história da empresa, os benefícios, os negócios, serviços, etc. Como o gestor vai querer que o funcionário defenda a marca, se envolva nos planejamentos estratégicos e negócios da organização se este funcionário contratado não sabe absolutamente nada do local onde ele passará mais de 8 horas de seu dia?

Na maioria das vezes, o funcionário ao chegar a uma empresa recebe um kit de boas-vindas – muito bom -, com todas as informações sobre a organização. Mas, desafio qualquer um que tenha iniciado suas atividades em uma grande corporação a me dizer se realmente leu todo o material que recebeu? O funcionário já chega tão envolvido que vai se integrando a equipe e aos negócios. Com o passar do tempo e que ele vai aprender sobre a empresa. Pode ser diante de um site, de uma Intranet ou ainda ter curiosidade de ler livros ou folheterias. Se for curioso, ele lê, mas a integração acaba ocorrendo durante o dia a dia com seus colegas de trabalho ou uma reunião aqui e ali, onde ele consegue aumentar o seu círculo de amizades e seu networking.

Agora, segue um ALERTA para os líderes e gestores. Quando for contratar uma empresa para fazer uma integração tenha cuidado na escolha. Dependendo do trabalho oferecido, as ideias para integrar podem até mesmo desintegrar a equipe.

Em uma corporação de grandes dimensões uma integração com mais de 500 pessoas é impossível de ser realizada. É melhor dividir em etapas, por diretorias ou por setor e fazer o mesmo trabalho com todos os funcionários. Já tive esta experiência e o resultado foi gratificante.

Geralmente, a integração acontece mais com a equipe de vendas, pois as metas nesta área são sempre muito agressivas e estes funcionários precisam vender bastante para vencer a concorrência. Uma equipe de vendas integrada é fundamental para uma empresa.

Meu conselho: cuidado com integração que utiliza esportes radicais como rafting, cordas que possam prender/unir um funcionário no outro, pular de grandes alturas, etc. Muitos funcionários podem apresentar dificuldades e complicações no momento desta integração. Fobias ficam latentes. Alguém por acaso já teve a oportunidade de assistir o filme: White Mile? Se ainda não assistiu, aconselho ir à locadora mais próxima. Realizado para a TV americana com o premiadíssimo ator Alan Alda, conta a história real do dono de uma agência de publicidade americana bem sucedida em Nova York que para vencer a concorrência, resolve levar todos os seus principais diretores para um rafting. Muitos no início ficaram temerosos, mas quem estava disposto a desafiar o dono da agência e perder o seu emprego? Pois bem, eles foram e uma tragédia acabou acontecendo. 99% dos diretores morreram porque não tinham experiência em esportes radicais e a maioria não sabia nadar. Uma tragédia que acabou com a vida da agência e o pior de tudo, das famílias. O dono exigiu que todos fossem e ainda zombava daqueles que apresentassem medo por descer a cachoeira. O caso acabou com a prisão e condenação do dono da agência de publicidade e os poucos sobreviventes carregam até hoje traumas que poderia ser evitados caso este presidente tivesse um pouco mais de sensibilidade e respeitasse a individualidade de seus funcionários? Fato raro dentro de uma empresa.

Eu, antes de realizar as integrações que coordenei já tinha assistido a este filme e pude aconselhar os diretores a escolher com muito cuidado as empresas que nos ofereceriam este tipo de serviço.

Quando uma integração é anunciada para a equipe, a área de comunicação, o gestor ou o líder deve passar segurança, não somente com a vida dos funcionários, caso seja feito fora da empresa, mas também, quanto ao emprego em questão. Já soube de integrações que foram grandes pegadinhas para fazer avaliações e demissões.

Faça integração como troca de postos de trabalho. Muitos presidentes vestiram a roupa do faxineiro para saber como era este serviço. Este tipo de troca trás muitos benefícios. Se sua empresa tem Call Center fique um dia no atendimento e veja como é árduo este trabalho. Tente acompanhar então um dia de um engenheiro, arquiteto, profissional de comunicação, advogado, etc. da empresa onde você trabalha. A percepção muda completamente e o trabalho que antes você poderia enxergar como enfadonho verá com outros olhos. Mas, lembre-se, esta troca não pode prejudicar o andamento dos serviços da empresa, da equipe e mais ainda o cliente final.

Saiba sempre, que uma equipe integrada será participativa, defenderá a marca e a empresa. Não importa se esta organização tem 100 ou 10 mil empregados espelhados pelo país ou mundo. Festas de confraternização bem organizadas, aniversários, reuniões para troca de informações entre áreas, premiações de vendas com integração e um excelente reconhecimento aos funcionários que se destacaram dentro da organização tornará esta equipe e todos os escalões unidos em um único objetivo e em um único foco. Vencer! Não é isto que todos queremos em nossa vida?

 

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É segredo

Se é um segredo, não conte a ninguém!

Quem disse que segredo não é a alma do negócio. Segredo é aquilo que deve ser mantido em sigilo, não pode ser revelado de forma alguma. Foi mantendo um grande segredo que a Unidos da Tijuca venceu o desfile das escolas de samba do grupo especial do Rio de Janeiro. Um Segredo que valeu ouro e que hoje tem o gosto da vitória.

Nós, como profissionais de comunicação, devemos aprender uma lição importante com o carnavalesco Paulo Barros, um ex-comissário de bordo, que durante 14 anos voou nos céus do Brasil. Trocou de profissão para ser hoje o ex-aprendiz de Joãozinho Trinta. Ele não esqueceu o que estudou: criatividade e segredo era a alma de todo o seu talento e negócio, levado para sua equipe que trabalhou para o belo e inusitado desfile da Unidos da Tijuca.

Pare, pense e reflita: escola de samba é uma empresa como outra qualquer. Mesma estrutura, organização, organograma. Nela encontramos Presidente, Diretores, funcionários, financeiro, comunicação interna, assessoria de comunicação, advogados, terceirizados, marketing, RH, etc. Funciona da mesma forma: faz planejamentos estratégicos, reuniões, trabalho de integração e diretores de harmonia trabalham até a dispersão quando o desfile finalmente chega a Apoteose.

Eu escutei anos atrás, quando entrevistei Joãozinho Trinta, que se uma empresa trabalhasse da forma como uma escola de samba, não haveria tantos conflitos internos. “É tudo igual a uma empresa. Temos que ser organizados da mesma forma, planejar minuciosamente o que fazemos determinar metas e cronogramas, caso contrário o bolo desanda e a concorrência nos vence. Vocês podem aplicar tudo o que nós fazemos na escola de samba. Lá há integração, há harmonia, motivação, não há conflito. Se não houver integração, se não trabalharmos com alegria e metas, não conseguimos colocar a escola para desfilar e este não é o nosso objetivo”, diz Joãozinho Trinta.

Como uma empresa, uma escola de samba não tem nada de diferente. Eles têm uma meta que é vencer a concorrência e qual é a empresa que não deseja o mesmo? E para vencer, o que é necessário? Segredo. Foi mantendo segredo absoluto que a Unidos da Tijuca venceu a concorrência, deixando para trás grandes competidores e mais ainda, o povo na arquibancada e o mundo inteiro de boca aberta com a sua inovação, ousadia, criatividade e originalidade. A começar pela a Comissão de Frente, uma das mais originais de todos os tempos do carnaval carioca. O que continha ali: nada demais. Apenas segredo e uma equipe que acreditava no seu potencial e na sua inovação.

E não ficou por aí. Um carro com mais de cinco mil plantas verdadeiras, uma rampa com vários Batmans voando e Homens Aranhas escalando carros alegóricos. Fogo artificial que mais parecia verdadeiro em um carro que reproduzia a Biblioteca de Alexandria, que foi destruída em um incêndio, levando para sempre milhares de livros e segredos de nossa história.

A Unidos da Tijuca mostrou o que toda empresa deve ter: garra, motivação. Além disso, acreditar no trabalho em equipe e em um sonho, pois somente desta forma, conseguiriam conquistar, após 73 anos, a tão esperada  vitória. Hoje a escola e todos os seus “funcionários” sentem orgulho e carregam o título na alma e no coração de ser uma das grandes escolas do Rio de Janeiro. Uma equipe que trabalhou duro, em uma única meta e teve apenas 80 minutos para mostrar o esforço de um ano de uma comunidade/empresa.

Ser revolucionário e aceitar ideias também faz parte da diferença. Sabe como a Unidos da Tijuca criou o seu enredo? Depois que Paulo Barros, recebeu uma mensagem via Orkut, de Vinícius Ferraz, um rapaz de apenas 15 anos, que ama Carnaval. O adolescente teve a ousadia de encaminhar uma mensagem para o carnavalesco, que quase nunca abre suas mensagens. A ideia estava ali. Um enredo que falasse sobre todos os segredos da História da Humanidade. Uma única mensagem via rede social que mudou para sempre a história da Unidos da Tijuca. Paulo Barros acreditou e sabe o que ele fez? Manteve Segredo para Vinícius. Simples: um adolescente poderia ficar empolgado em saber que sua ideia foi aceita e sair espalhando para os amigos via rede social. Vinícius soube 12 dias antes do desfile. E saiba, Paulo Barros correu um risco tremendo com esta revelação, mas acreditou que o segredo seria mantido. Tudo correu bem e a vitória chegou com várias e várias notas 10 para esta empresa tão unida.

A mídia social, muitas vezes usada e até mesmo desacreditada pelas empresas e por profissionais de comunicação foi um meio para criação de um enredo que levou a escola a tão sonhada conquista. Se muitos gestores acreditassem e trocassem ideias com seus funcionários, a tal troca de conhecimento, poderiam estar vencendo a concorrência, assim como o carnavalesco conseguiu.

Fica aqui a lição para gestores e líderes de pequenas, médias e grandes empresas. Se uma escola de samba, que trabalha o ano inteiro como uma empresa, com integração e harmonia para alcançar suas metas, porque uma empresa não pode fazer o mesmo?

 

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Geração Y – “Sim, nós podemos!”

Antes de escrever todo o texto, quero que o leitor assista o vídeo abaixo, divirta-se e faça uma reflexão.

Quem assistiu no dia 3 de dezembro, na ESPM do Rio de Janeiro, o Ciclo Comunicar Cultura, realizado pelo Nós da Comunicação, não conseguiu conter o riso quando Eline Kullock, presidente do Grupo Foco apresentou o vídeo durante o evento “X, Y e + o Q? Admirável novo mundo corporativo: Comunicação e cultura na era digital”, mediado por Bernadete Almeida, coordenadora da ESPM Social, que ainda contou com a excelente apresentação do diretor de Comunicação e Marketing da IBM, Mauro Segura.

Sim, rimos muito porque lembramos de nossas “crianças”. Desta geração que já nasceu em uma era veloz, com agenda lotada de compromissos – escola, balé, futebol, inglês, espanhol, francês, caratê, natação, universidade, estágio, MBA, mestrado, internet, Twitter, Facebook, Orkut, Iphone e assim vai -, imposta por nós, os pais, pensando que eles nunca pudessem dar conta do recado.

Achamos graça do bebezinho falando sem ponto e sem vírgula, em sua própria linguagem, porque sabemos que esta geração já nasceu com chip e serão capazes de muito mais coisas do que a Geração que está começando a predominar o início do século 21: a Geração Y, esta que criamos com a agenda lotada e cheia de compromissos.

Antes de este futuro bebê entrar para o Admirável Mundo Corporativo e assumir uma geração que nem sabemos qual a letra receberá ou o que será, não podemos esquecer que a Geração Y – nascida no final da década de 70 até o início da década de 90, ainda no século XX -, se viu no meio de transformações, em uma velocidade empregada por seus pais e avós, até então formadores da geração Baby Bommers e Geração X. Engano nosso quando a culpa batia ao ver a agenda de compromissos de nossos filhos. Achávamos que eles não aguentariam o tranco? Um grande engano. Eles gostaram da agitação, se adaptaram perfeitamente as nossas “imposições”. Correr e fazer tudo ao mesmo tempo é um ato normal do dia a dia. E se achávamos a velocidade muito grande, eles trataram de aumentá-la.

Hoje, a Geração Y, aquela que nasceu jogando videogame e hoje acha o Twitter o essencial da informação, dá aula para a geração que criou o computador e os softwares para que eles pudessem brincar. É a geração do “sim, nós podemos tudo!”, que de acordo com Eline: “nasceu com a estima muito alta”. Culpa da Geração X? Podemos dizer que sim. Seus pais foram criados pela Geração Baby Bommers para “enfrentar” o mercado de trabalho, deveriam dar valor as empresas, mas infelizmente não foram preparados para “criar” os seus filhos. A Geração X carrega a culpa das famílias desfeitas e do divórcio e para que seus filhos não ficassem traumatizados, acostumaram a dizer para eles: “Vocês serão os melhores, os vencedores, os maiores. Podem tudo”. Conclusão, a Geração Y chegou ao Admirável Mundo Novo Corporativo achando que poderiam dominar as empresa. Só esquecemos de passar uma informação para esta geração, na direção das organizações, esses jovens de até 30 anos encontrariam sentados nas cadeiras tops e ainda de forma super ativa, a Geração X.

Conflito de gerações? Segundo Eline Kullock, só se quisermos. “As gerações podem ser diferentes e elas conseguem funcionar. Devemos estar abertos para entender as pessoas assim. Devemos entender as diferenças.” E a presidente do Grupo Focus nos mostra uma foto do monstrinho E.T, do filme de Steven Spielberg.

A Geração X e a Geração Y conseguem muito bem trabalhar juntas e integradas, mas é claro que notamos o seguinte dilema: Horas X Segundos. Tudo para a Geração Y é na base da velocidade, fato que a Geração X entende perfeitamente e até convive muito bem. Mas, será que a Geração Y está realmente preparada para sentar no topo da direção de uma empresa sem cometer erros e sem ser preparada pela Geração X? Opinião sincera: devemos conviver muito bem e conseguimos, mas é nossa obrigação prepará-los para o futuro, para que não errem tanto. Não que a Geração X nunca tenha cometido erros. Ao contrário, mas é uma geração que aprendeu com seus erros.

Geração da Impaciência

É assim que a Geração Y pensa. A vida é curta, muito curta e acelerada. Devemos então aproveitá-la da melhor forma possível. E erram, erram e erram. Acho que eles nem se importam com seus erros agora. Mas cabe a Geração X mostrar que lá na frente este erro terá consequências.

A Geração Y deve aprender a olhar o passado para enxergar melhor o futuro, somente desta forma conseguirão ocupar posições altas nas corporações. Em pouco tempo eles serão o passado. A linha do tempo, por causa da velocidade tecnológica está cada vez mais curta e o futuro já chegou com o bebezinho acima. Ele já está “pronto” e nasceu falante e com opinião. Os jovens de hoje, uma vez preparados por nós, receberão este bebê nas futuras corporações.

E quando as duas gerações falam!, está na hora de sentar e conversar. “O modelo mental está diferente e precisamos escutar o outro. Sabe por quê? Não está fazendo o menor sentindo. Pare e tente entender o que está acontecendo.”, diz Eline Kullock.

A Geração do Twitter, do Facebook, do Orkut, etc., que tem a sua própria linguagem escrita, passou por bruscas mudanças tecnológicas, e foi exatamente esta mudança que acabou por provocar a troca de uma geração para outra, segundo Eline Kullock. Para eles, papai não sabe nada. Engraçado, pois nós da Geração X, tínhamos o costume de dar valor ao conhecimento de nossos pais, nascidos e formados na Geração Baby Bommers.

A Geração Y sai de casa com a sensação de que seus pais não aprenderam nada e não sabem nada. Tudo para eles está no celular, porque a vida deles está no celular. Não leem manual, são antenados e super conectados, vivem em tribos e funcionam em tribos. O modelo mental desta Geração Y é a velocidade e da Geração X é outra. “Por este motivo, temos que saber o que eles estão falando. Porque certamente estamos falando coisas diferentes, o ”, explica Eline.

Imagem do papai lendo jornal no café da manhã? Para esta geração que está no mundo corporativo, conectado 24 horas por dia e querendo “dominar” em alta velocidade as empresas, não existe. Tudo que precisam saber está escrito em 140 caracteres no Twitter. Neste aplicativo eles encontram suas tribos e a cada momento tem uma coisa nova.

Conhecimento

Eles parecem não querer aprender com a Geração X. Acham que já sabem tudo, porque foi o modelo criado e não aprenderam com seus pais e sim, com os seus pares. Muito mais na tentativa e erro. Para esta geração errar não importa. Não se preocupam com o erro e com a bronca do gerente. Bola para frente. Encaram olho no olho o gerente e de igual para igual. Não aprenderam a respeitar e a baixar a cabeça para ninguém. “Se esta geração pensa que esta atitude não influenciará no futuro…”, diz Eline.

A Geração X, que na sua maioria, ainda comanda as organizações não está acostumada a fazer isto, o que impacta na estrutura da organização. Tentativa e erro não é característica da Geração X e é aí que se encontra o desafio. A diversidade é trabalhar com várias gerações e muitas empresas ainda apresentam em sua estrutura quatro delas trabalhando de forma totalmente integrada.

Conhecimento é o que devemos passar para esta geração. Ela pode ter até mesmo a sua própria velocidade, mas é necessário aprender sem muitas tentativas e muitos erros. O futuro não permitirá mais este tipo de atitude. Cabe a nós convencê-los desta necessidade, pois o bebezinho está aí e ele certamente precisará ser ensinado e educado como nós fomos para poder tornar o mundo corporativo admirável como ele é.

Informação para a Colaboração

A apresentação de Mauro Segura, mostrando como funciona a IBM foi à prova viva de que as duas Gerações, X e Y conseguem trabalhar, conviver e aprender uma com a outra. Da Informação para a Colaboração. E foi com este pensamento e este conceito que a IBM começou a mudar a sua comunicação corporativa.

E Mauro conseguiu, com estas e muitas outras conquistas dentro da IBM, deixar a plateia de boca aberta. No complexo de Hortolândia, em São Paulo, trabalham mais de oito mil pessoas em um único galpão que não fabricam equipamentos e sim conhecimento. Aproximadamente 1.500 pessoas estão prestando serviços para os clientes da IBM e trabalham de acordo com os feriados impostos pelos países de seus clientes. “Uma sintonia completa”, diz Mauro.

E não para por aí. A IBM contratou nos últimos três anos aproximadamente, de sete a dez funcionários. É uma empresa altamente segmentada, tendo 50% do seu corpo de funcionários formado pela Geração Y. Quer dizer, com menos de 30 anos.

“Nada perto da IBM na Índia, que contratou cerca de 300 empregados por dia e realizou este feito em um estacionamento, pois não havia lugar para isto.”, diz Mauro bem sorridente.

E não pense que uma empresa como a IBM ou do porte da IBM não sofreu por causa da globalização intensa. “As filiais sofreram muito porque a globalização imposta para a Geração X e agora Y, precisavam se adaptar rapidamente e elas tinham uma enorme necessidade de desenvolver o conhecimento”, explica Mauro.

O maior desafio da IBM foi o crescimento. Encontraram um cenário com globalização intensa; senso de urgência; uma nova geração; desenvolvimento e crescimento das pessoas; aumento da complexidade; necessidade enorme de integração e colaboração e principalmente, um novo ambiente de trabalho.

É claro que a comunicação corporativa teve um imenso trabalho pela frente. Viabilizar esta transformação da imagem externa e interna era uma tarefa pioneira e grande. A boa notícia deste trabalhão todo é que a comunicação não estava no final da cadeia da empresa e sim grudada ao board, bem perto das decisões e isto ajudou e impactou bastante nas mudanças.

“Uma mudança do conceito do que é comunicação foi possível porque a IBM, realizou alinhamento com RH e o restante da companhia, a comunicação já estava alinhada ao board da empresa, fizemos um planejamento estratégico rigoroso, com metas claras e arrojadas, mudamos o perfil do profissional de comunicação, criamos uma nova postura e novas ferramentas foram adotadas.”, explicou Mauro.

Surgiu então um novo comunicador, uma comunicação descentralizada e com tecnologia. Hoje, segundo Mauro Segura, a IBM apresenta um “novo” comunicador que cria e atua em toda roda de influência, influencia a estratégia e cria o novo ambiente de trabalho.

A comunicação da IBM aprendeu a gerenciar o caos e hoje apresenta um modelo de comunicação que é o seguinte:

(imagem retirada da palestra de Mauro Seguro, para o Ciclo Comunicar Cultura,  disponível para download no site do slideshare)

“Hoje, não podemos deixar de pensar que o mundo está atolado de informações e não estamos acostumados a gerenciar todas estas informações. É muita coisa ao mesmo tempo e nós e as empresas estamos sempre criando senso de urgência para tudo”, explica Mauro.

A informação voa dentro das empresas e isto é fato e a comunicação corporativa da IBM vendo que isto acontecia constantemente, principalmente por meio de fortíssimos grupos, não teve outra solução a não ser fazer com que esta comunicação fosse realmente transformadora.

Hoje a IBM escuta o seu colaborador, as gerações Baby Bommers – alguns estão sendo recontratadas. A Geração X e a Geração Y trabalham de forma integrada e trocam conhecimento, mesmo que cada uma tenha uma velocidade diferente, mas a tecnologia é tão rápida que acabou por empregar rapidez a estas três gerações.

Segundo Mauro, o conhecimento não está mais disperso, pois a maior preocupação era com a comunicação global e eles não desejavam que a comunicação da IBM Brasil fosse completamente diferente. A informação hoje está customizada. Todo mundo hoje fala com todo mundo e está cada vez mais colaborativa, tendo uma Intranet com um perfil próprio.

Um dos desafios hoje da IBM é resgatar a importância do gerente, para que ele saiba as coisas antes do funcionário, não como um líder que possui a informação, mas como um funcionário que tem um cargo e não deve ser pego de surpresa. “Ele não deve ser atropelado, deve ter sim um papel importante dentro da organização, pois perdeu a liderança”, diz Mauro.

Conclusão: As gerações podem conviver plenamente e de forma integrada nas organizações, mas para isto precisa-se de muita conversa e isto nos foi apresentado nas duas palestras. Tanto na de Mauro Segura quanto na de Eline Kullock. Esta Geração Y não entende como óbvio tudo que a Geração X acreditava como normas. É uma geração que não busca uma carreira vertical e sim seguem as oportunidades. Por este motivo que devemos ser claros e transparentes dentro das organizações. Devemos nos transformar em bons líderes para que e eles no futuro possam ser bons líderes  e ensinar aquele bebezinho do primeiro vídeo.

Nós achamos a Geração Y arrogante e este jovens de hoje querem contribuir, falar, participar de grupos. Mas, temos que saber identificar estes colaboradores dentro das tribos e não é uma tarefa nada fácil achá-los. Uma geração questionadora desde criança e nós, que fazemos parte da Geração X, temos um processo educativo e de tolerância pela frente com a Geração Y. Cabe a nós dar e querer dar voz para esta geração veloz e conectada.

(Parabéns ao Nós da Comunicação por este brilhante e inesquível evento que durante muitos e muitos dias nos proporcionou muita informação).

 

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