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Arquivo da tag: Revolução das Mídias Sociais

De novo na área

Enfim, voltando a escrever para o blog. Confesso que ele ficou parado por um longo período para meu desespero diário. Como todo mundo diz: nada é por acaso. Foi necessário, pois precisava refletir sobre a área de comunicação e terminar definitivamente a minha tão falada monografia para finalizar o curso de Pós-graduação em Relações Internacionais.

Bem, durante este tempo eu não larguei os livros de comunicação. Aumentei bem a minha biblioteca pessoal, descobri bons autores e outros que nem vale a pena falar. Só me pergunto como conseguem lançar livros. Também li tudo o que poderia para terminar a minha monografia que teve como tema “Islamismo 2.0”. Adorei fazer. Um momento pessoal de puro enriquecimento cultural que não tem preço. Fiz uma análise do uso das redes sociais nos recentes levantes, fazendo uma comparação da Revolução Islâmica no Irã de 1979 com a de junho de 2009. Este tema foi apresentado em minha palestra no Circuito 4×1 do Rio de Janeiro em 29 de abril de 2011.

Você que está lendo este texto avise aos amigos: o blog da Plano B voltou e Janaína Machado está na área. Não pensem que eu não estava observando o mercado de comunicação e o que acontecia no seu dia a dia. O que me deixou mais espantada todo este período foi à velocidade com que a informação está chegando e atropelando as nossas vidas. Cada dia que passa fica mais complicado em acompanhar a velocidade e a enxurrada de informação que chega.

Faço a seguinte pergunta: Você consegue ver e acompanhar tudo que sai nos jornais, revistas, sites, blogs, Twitter, Facebook, LinkedIn, YouTube, Google +, etc.? Impossível é a minha resposta. Pense na sua.

Por mais seletiva e usando aplicativos que me ajudam nesta seleção, não consigo ler tudo que vejo ou mandam para mim. Almoçar com amigos para falar sobre as novidades, participar de eventos como Descolagem e o Circuito 4×1 ajudam nesta seleção. Mesmo assim, saimos deles mergulhados em um oceano de informação.

O jeito foi delimitar ainda mais os assuntos de interesse. Uma pena, mas o cérebro não tem capacidade para tanto. Apesar de um assunto muitas vezes puxar outro e de repente, nos vemos estudando mais um tema para não ficar com aquela cara de bobo por desconhecer totalmente o que está sendo falado. E atire a primeira pedra quem já não passou por uma situação dessas.

Estar de novo na área significa que venho com mais bagagem, pois participei de alguns eventos, fui palestrante e li muito, principalmente assuntos que poderiam interessar a Plano B. Liderança, Geração X e Y, Mídias e Redes Sociais e a minha querida e inseparável Comunicação Interna e Corporativa. Foi um momento de pura desconstrução, de ruptura pessoal para voltar com a cabeça cheia de ideias e principalmente lotada de bagagem cultural.

Então, não vou ficar aqui de blá, blá blá. A monografia está pronta e estou feliz com isto. E o melhor, a Plano B está coordenando a área de comunicação, mídias sociais e redes sociais e é parceira da Brains at Work. A partir de agosto vamos ter muitos temas para falar por aqui. Não poderia deixar meus leitores órfãos de pai e mãe. Sei que muitos gostam de minha opinião e de meus posts. Temos muito trabalho pela frente e quero compartilhar este momento pessoal.

Agosto está aí e a Plano B também. Obrigada a todos os amigos que me apoiaram neste período de afastamento. Valeu!

 

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Nossos direitos na Era 2.0

     Após terminar minha palestra no Circuito 4×1 do Rio de Janeiro, em 29 de abril, alguns participantes me cercaram para conseguir entender melhor a “Revolução Digital”, ocorrida no Oriente Médio.

    Gostaria de ter feito isto em um debate, mas o tempo foi bem curto e alguns pontos ficaram sem ser respondidos. Sou detalhista ao extremo e meus slides são carregados de informações. E Redes Sociais no Oriente Médio – Uma Revolução Digital?”, não escapou. Ficou bem grande. Mas, amei dar esta palestra, pois pude juntar os meus conhecimentos de 25 anos atuando na área de comunicação e agora o meu conhecimento em Relações Internacionais, especificamente nos países muçulmanos.

Pela primeira vez na história mundial os jovens muçulmanos saíram às ruas munidos de celulares em vez de ter em mãos as fatídicas AK-47, protestando contra ditaduras, fundamentalismo religioso e a falta de democracia. O primeiro levante digital do Irã contou com jovens de 25 anos digitando freneticamente nas redes sociais. Eles sabiam que tinham uma poderosa arma na mão e que poderiam ser escutados mundialmente se fizessem este tipo de manifestação. Ninguém iria detê-los. Ninguém teria a ousadia calar suas vozes.

Foi o Irã X Irã. Um levante que sacudiu o mundo e que acabou por espalhar uma onda de protestos no mundo árabe que persiste até a data de hoje, quando estou  escrevendo este artigo para o blog. O clero islâmico que comanda o país tendo como porta-voz o Presidente Ahmadinejad, conseguiu fraudar as eleições para ficar mais tempo no cargo, mas não conseguiu calar a voz desses jovens, mesmo cortando acessos à Internet, redes sociais e celulares.

    Estes jovens estão mudando a percepção que temos do mundo árabe e sua religião. Subestimamos os muçulmanos chamando-os de tribais, atrasados. Sim, ainda há regiões que vivem na Idade Média, não sabem da existência da Internet e o modo de sobrevivência nestas vilas é contar apenas um com a ajuda do outro e manter os padrões religiosos.

     O mundo digital, os avanços tecnológicos, é desconhecido para algumas comunidades que vivem isoladas e muitas vezes comandadas pelo Talibã (o fundamentalismo islâmico). Nós, capitalistas e consumistas, já acostumados e vivendo no mundo dos avanços tecnológicos e tudo de bom que a Era 2.0 nos oferece queremos sim o que há naquelas terras: petróleo. Este é o principal motivo de tanta rivalidade entre o Ocidente e Oriente. Quem for dono e comandar os maiores poços de petróleo, o ouro negro, tem o poder nas mãos. Infelizmente é assim que vejo.

Estes jovens muçulmanos estão nos ensinando que eles querem qualidade de vida, melhores condições de trabalho, um país mais justo e equilibrado, e que os avanços tecnológicos são apenas um modo, uma via que proporciona a eles serem ouvidos não somente no mundo islâmico, mas também fora dele. Diferente do que foi vivido por seus pais e avós, que passaram por fortes conflitos internos e guerras e ainda, tiveram que aprender a mexer em armas como a AK-47 para poder reivindicar seus direitos.

Eles mudaram a história? Sim, escreveram um novo capítulo na Era Digital em que estamos passando. Apesar da Internet não ser garantia nenhuma de democracia, estes jovens conseguiram derrubar presidentes que estavam no cargo por mais de 30 anos. Conseguiram ser ouvidos apesar de toda a perseguição e algumas mortes por causa destes protestos marcados via Facebook ou Twitter.

O mundo conseguiu presenciar por meio destes jovens que é possível aprender com o uso das redes sociais um modo de gritar pelos direitos universais. E se foi ou não uma Revolução Digital, não importa. Ficamos presos ao termo, Revolução Digital para escrever estudos, análises, discutirmos o assunto. Estes jovens não estão se importando com isto. O que eles querem já foi dito em 140 caracteres, divulgado no mural do Facebook e postado no YouTube.

E posso garantir, eles deram um banho de união, de coragem em cima das novas gerações americanas, brasileiras, inglesas, etc., que nasceram conectadas na rede. Deram também uma lavada nas empresas que ficam terrivelmente preocupadas com o uso das redes sociais no local de trabalho.

Estes jovens conseguiram nos mostrar que uma vez usadas com responsabilidade, às redes sociais podem ensinar, integrar, informar. E me fizeram a seguinte pergunta pós-palestra: Por que este tipo de levante não acontece no Brasil? Nos países muçulmanos, o Estado não é separado da religião, se misturam, por este motivo acredito ser mais fácil este tipo de levante. As democracias existentes são veladas. Não são verdadeiras democracias. Já aqui e na maioria dos países Ocidentais o Estado e a religião não se misturam. O Brasil vive tempos de democracia, a ditadura não existe mais. Talvez se estivéssemos vivendo nos tempos da ditadura, levantes como estes fossem realizados. Os jovens brasileiros não estão preocupados em marcar encontros via Twitter e Facebook para sair às ruas e tirar um político corrupto e safado do Congresso. Seria muito bom se eles usassem as redes sociais com este propósito. Poderíamos certamente ter um governo melhor, pois a Internet e as redes sociais não estão aí somente para fazer amigos ou conseguir mudar o status matrimonial. Quem sabe não aprendemos com os muçulmanos, a partir do momento em que pararmos de olhá-los de soslaio e com aquela desconfiança de que são todos terroristas?

Querer gritar por nossos direitos é fundamental. Se a Era 2.0 proporciona esta facilidade por que não usá-la?

 

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A Geração Y e a Revolução da Mídia Social

Gostei tanto deste tema que acabei achando um vídeo super legal. Acredito quem muitos já tenham assistido, mas para quem ainda não conseguiu ver é uma excelente oportunidade.

Este vídeo já rolou na rede e alguns dados já foram superados, mas veja como as mídias sociais estão revolucionando o mundo. Além disso, sabemos que a Geração Y e a próxima geração, provavelmente não viverão mais sem estas ferramentas elaboradas em tão pouco tempo pelo homem.

Uma complementação do que disse em meu último post.

 

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