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Mercado de Comunicação 2011

Assista às entrevistas de profissionais de comunicação e seus pontos de vista sobre o novo mercado Assista às entrevistas de profissionais de comunicação e se

O Programa Avesso está divulgando uma série de entrevistas com importantes profissionais do mercado de comunicação. Aqui, no Blog da Plano B você pode assistir estas entrevistas e os diferentes pontos de vista apresentados por cada profissional.

Não percam!

us pontos de vista sobre o novo mercado

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No ar, bastidores da campanha Super Nice, de OMO

 

Avesso mostra os bastidores da nova campanha de OMO Líquido Super Concentrado, com a atriz Marieta Severo e dicas da Super Nice, interpretada por Thalita Carauta

O programa Avesso dessa semana foi conferir os bastidores da campanha Super Nice, para o lançamento de OMO Líquido Super Concentrado. Para a campanha, que contou com a participação de Marieta Severo no papel da patroa Lúcia, foi criada a personagem da Super Nice, interpretada pela atriz Thalita Carauta. Juntas, elas contracenam em três filmes, que podem ser acessados em um blog produzido especialmente para a campanha.

Os filmes tratam de uma maneira divertida os principais assuntos e dúvidas dos consumidores em relação ao novo produto. “Além dos filmes, disponibilizamos no blog vídeos menores, nos quais a personagem tira dúvidas e apresenta curiosidades sobre o produto e sobre o universo da lavanderia em um verdadeiro talkshow”, conta Thaís Azevedo, coordenadora de marketing da marca, em entrevista ao Programa Avesso.

Duas agências participam da campanha, a New Content, responsável pela criação do conteúdo, e a F.biz, responsável pela estratégia digital. “A gente já tinha uma primeira personagem definida, a Lúcia, que seria interpretada pela Marieta Severo, e precisávamos encontrar uma pessoa que estivesse à altura da Marieta”, conta Marcelo Páscoa, diretor de criação da New Content. “O centro da estratégia é o blog, mas têm algumas plataformas como o Twitter, Formspring, Facebook, onde ela consegue captar as dúvidas das consumidoras e responder na própria plataforma ou trazer as consumidoras para o blog se a resposta já tiver sido respondida por algum outro estímulo”, explica Bruno de Almeida Couto, diretor de conta de Laundry da F.biz. “A Nice não tem dificuldade, a Nice não tem problema. Acho que ela passa muito isso”, completa Thalita Carauta, escolhida entre cem atrizes para o papel de Super Nice.

Os roteiros dos vídeos foram escritos por Adriana Falcão, roteirista do programa A Grande Família, com direção de Fernanda Weinfeld, da agência New Content. “É muito legal porque, como a gente está trabalhando um formato de entretenimento para uma marca, tem que explicar muitas coisas, mas, ao mesmo tempo ele tem uma certa liberdade de se construir, de ser um pouco orgânico, de aos poucos ir descobrindo essa personagem e maneiras legais de fazer isso”, conta Fernanda para a equipe do Avesso.

Além de todas as questões relacionadas ao uso do novo produto, o blog da Super Nice também demonstra a postura de sustentabilidade e responsabilidade social adotada pela marca. Ali, você pode saber tudo sobre o produto e como ele pode ser mais sustentável para o meio ambiente em relação ao uso do detergente em pó.

Confira abaixo os detalhes e bastidores das gravações dos vídeos e a estratégia para e criação do blog da Super Nice.

( Reproduzimos este texto, encaminhado pela In Press Porter Novelli Assessoria de Comunicação, com autorização do Programa Avesso, que mantém parceria com o blog da Plano B)

 

 

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O diálogo está aberto

Temos observado nos mais recentes artigos de revistas, em congressos, workshops, etc., um aumento considerável em cima do tema: redes sociais. De um ano para cá, os profissionais e não profissionais de comunicação estudam este fenômeno ativamente para desvendar os mistérios das inúmeras ferramentas existentes no mercado com o objetivo de fazer novas estratégias de marketing para seus clientes. Os cursos de Pós-graduação em Marketing Digital andam lotados de jovens da Geração Y ávidos em assimilar e consumir tudo o que há de melhor nesta área.

A revista Veja desta semana, de 31 de março de 2010, trouxe na sua área Negócios na Internet, uma matéria excelente que fala sobre o “Desafio para as grandes empresas…”. É o que tenho falado ativamente nos meus posts e em palestras que tenho participado. Melhor ainda, tive as minhas opiniões corroboradas pela especialista em redes sociais, Chalene Li, em sua participação no Seminário sobre Estratégias em Redes Sociais da HSM, em São Paulo, no último dia 25 de março. Eu não sou especialista em redes sociais, tenho amigos muito mais engajados e especialistas do que eu. Na verdade, sou uma aprendiz de feiticeira nesta área e quero estudar muito para oferecer e conversar com meus clientes e amigos. Ainda estou caminhando, mas os estudos e as leituras que faço estão me levando para o caminho correto.

Para todos, redes sociais é um assunto novo, todos estão pisando em ovos, mas eu ainda estou quebrando muitos e até mesmo me arriscando com este post a dar meus pitacos, justamente porque a matéria da Veja e tudo o que li sobre a palestra da Charelene Li, no Seminário em São Paulo, coincidi com que venho achando em relação as redes sociais:  é uma nova forma de chegar perto dos clientes e as empresas devem dar muito mais atenção a esta nova forma de divulgação e comunicação.

E os queridinhos são nada mais nada menos do que o Twitter e o Facebook. Hoje, os dois juntos alcançaram status de redes sociais mais utilizadas no mundo, ultrapassando até mesmo no Brasil o Orkut e outras existentes. Estas redes não são tecnológicas são de puro relacionamento e devem ser encaradas como tal. Quando o Twitter foi criado há quatro anos, apenas adolescentes utilizavam o microblog para trocar experiências e escrever o seu diário pessoal e se comunicar com os amigos em apenas 140 caracteres, hoje esta ferramenta e o Facebook são utilizadas por grandes jornais, revistas, blogueiros e principalmente por grandes empresas para divulgar suas marcas, serviços, produtos e escutar o cliente, tanto para o bem quanto para o mal. As redes sociais deixaram o patamar de modismo para serem encaradas como ferramentas que podem aumentar o faturamento das empresas, desde que elas saibam utilizá-las corretamente. Na matéria da revista Veja, nos é relatado que a Universidade de Duke, nos Estados Unidos realizou uma pesquisa com as grandes companhias revelando o resultado de que 10% do orçamento hoje destas empresas são destinadas às redes sociais.

Mas fica dos especialistas no assunto e o no meu o seguinte comentário: para dedicar 10% do orçamento para as redes sociais, precisa-se ter absoluta certeza de que a utilização destas ferramentas será bom para os negócios. Deve-se saber principalmente, qual a melhor mídia e o que deve ser divulgado. Uma questão cultural.

Saber se engajar nas redes sociais aumenta o retorno financeiro, mas as empresas necessitam antes de tudo saber exatamente quais são as regras do jogo para que sejam mantidos os comentários positivos e, se a organização não tiver total certeza de sua participação na Internet, o melhor é ficar de fora. Mas, lembre-se: melhor contratar uma equipe rapidamente e estudar e montar uma área especializada, porque hoje ficar de fora das redes sociais é queimar o filme e acima de tudo é uma estratégia completamente arriscada. Certamente os concorrentes estarão conversando diretamente com seus clientes e tentando a todo custo resolver os problemas existentes o mais rápido possível do que aquela organização que ainda não entrou neste imenso mundo da tecnologia avançada.

Na matéria da Katia Cecotosti, editora do portal HSM Online, Charlene Li ressalta que “entrar nas redes não é o suficiente. É preciso entender o que está acontecendo em tempo real e estar pronto para interagir também em tempo real com as pessoas. Dar uma resposta em 24 horas já não é mais aceitável. “Para as empresas, ainda é difícil estabelecer o relacionamento na rede, por isso é importe ouvir, aprender com os clientes, mudando a forma de enxergar e estabelecer sempre o diálogo,”.

Muito simples o que Charlene Li nos revela: mudou a forma de comunicação com os clientes. Agora existe uma forma dinâmica de coversar direta e abertamente com os clientes. Com a simples disposição de dizer a eles que existe um problema, será resolvido, ou ainda, divulgar um produto e testá-lo de forma rápida para inseri-lo no mercado. A comunicação feita nas redes sociais traz a melhoria nos produtos, na criação de novos produtos, na linha de produção, no atendimento, etc..

Eu mesmo sigo diversas empresas e agências de publicidade que anunciam com exclusividade nas redes sociais seus produtos e anúncios antes mesmo da veiculação na TV aberta ou fechada.

Tanto a revista Veja quanto a Charlene Li ressaltaram o gigante dos cafés nos Estados Unidos, que em 2008 depois de fechar milhares de lojas achou uma oportunidade no Facebook e abriu uma comunidade com o objetivo de conversar com seus clientes. A empresa ouviu sugestões e discutiu de forma aberta a sua marca. Após abrir esta comunidade a Starbucks e outras empresas gigantes dos Estados Unidos tiveram um aumento de 20% de seu faturamento anual. O Facebook está ajudando a muitas empresas a melhorar a sua marca e é claro, a aumentar a suas vendas de produtos.

E não são apenas empresas que estão utilizando as redes sociais para divulgar seus produtos e falar com seus clientes. Muitos artistas famosos de Hollywood, cineastas e grupos de rock abriram suas comunidades no Facebook, Orkut, YouTube, Twitter para lançar seus discos, filmes, músicas, etc. Coldplay, U2, entre muitos outros participam destas redes para falar diretamente com os fãs e divulgar seus trabalhos. Recentemente, o filme “Alice no País das Maravilhas”, uma nova versão deste clássico conto e dirigido pelo excêntrico Tim Burton, teve a sua pré-estreia, com streaming aberto para os fãs para o mundo inteiro ver o seu lançamento em Londres. Somente esta página com fotos, vídeos do filme, entrevista com os atores possui mais de 1 milhão e 251 mil fãs. Já o U2, passou ao vivo via YouTube um concerto inteiro, diretamente dos Estados Unidos para todo o mundo, com anúncios via redes sociais.

Outro exemplo é o filme brasileiro “Nosso Lar”, baseado na obra do espírita de Chico Xavier, que tem estreia marcada para setembro de 2010 e está no Facebook, Orkut, Flick, MySpace e Twitter para quem quiser acompanhar.

No Brasil, empresas como a Skol, Pão de Açúcar, Petrobrás, IBM, já possuem alguma ferramenta específica desta área. Muitas empresas já estão trabalhando a pleno vapor com as redes sociais, criando o seu próprio departamento e investindo pesado, contratando os jovens da Geração Y especializados em redes sociais.

Mas estas ferramentas não estão disponíveis apenas para grandes empresas aumentarem o seu faturamento. Pequenas e médias empresas podem utilizar o Orkut, YouTube para divulgação de seus trabalhos e produtos. E muitas garantem que conseguiram popularidade com os vídeos virais, que se espalharam rapidamente pela rede.

A revista Veja conta, por exemplo, que a ideia da participação nas redes do gigante Pão de Açúcar veio do próprio dono Abílio Diniz, proprietário de um perfil no Twitter. Este empresário, de grande porte do setor brasileiro, enxergou a potencialidade das redes sociais e agora sua empresa possuiuma equipe especializada para monitorar 24 horas por dia o que seus clientes e seguidores estão discutindo.

Mas fica o meu alerta final. É uma questão cultural e de liderança. Sabemos que muitas empresas ainda não adotaram as redes sociais com medo de perder o controle. Fato que Charlene Li, também esclarece em sua palestra e como foi divulgado na matéria de Katia Cecotosti, editora do portal HSM Online:” O gestor precisa se preparar para abrir mão da necessidade de estar no controle das coisas o tempo todo. Fazer parte das redes sociais para muitas lideranças pode significar perder o controle. Mas como abrir mão do controle e continuar na liderança? Não participar das redes deixa o líder com menos chances de controle ser aberto e liderar desta forma requer da organização e de suas lideranças uma postura de ouvir ideias que podem vir de fora ou de dentro da companhia. Se a empresa estiver bem estruturada não há porque temer a falta de controle. O ideal é identificar os diferentes níveis de abertura que o líder precisará e compreender que a onda das mídias sociais é que controla as ações das lideranças, e não ao contrário.”

Ela ainda enfatiza na entrevista em que reproduzo aqui e acho de suma importância: “Você líder precisa ser mais aberto para criar uma relação de confiança e de familiaridade com seu público, mas com responsabilidade. E lembre-se: os líderes abertos são bons em entender e se recuperar de um fracasso. Entenda primeiro se você é um líder otimista ou pessimista em relação às redes, mas não se esqueça que as organizações bem sucedidas nas mídias tem uma ou mais pessoas otimistas nas lideranças”.

Para fechar o texto: com a chegada das redes sociais o relacionamento com o cliente ficou bem mais próximo e ainda permite que sejam criados novos relacionamentos e de diversas formas. Hoje não basta uma simples mensagem para o cliente, este, quer ouvir a voz da empresa. Somente as antigas técnicas de marketing não adiantam mais. O tom formal das organizações foi totalmente quebrado com a chegada das redes sociais e comandado espeficicamente pela Geração Y que está lotando o mercado e dominando plenamente esta área.

Empresa de pequeno, médio e grande analisem suas necessidades e se elas exigirem a implantação e o uso das redes sociais abrace este mundo e embarque neste transatlântico, vocês só têm a ganhar e a descobrir novas terras e novos mundos.  O diálogo está aberto.

 

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Prêmio ABERJE 2009 – As Melhores Práticas do RJ/ES

Observação: O texto abaixo é totalmente pessoal. Todas as análises, críticas e observações são da Plano B. A consultoria não esteve presente ao evento com o objetivo fazer uma cobertura jornalística e sim, trocar informações e aprender o que há de novo no mercado de comunicação empresarial.

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Navegar é preciso, ainda mais em tempos de aceleração tecnológica e de comunicação. Se não estivesse navegando regularmente e ainda mais pelo Twitter, certamente teria perdido um dos eventos mais concorridos pelos profissionais de comunicação empresarial: as apresentações dos trabalhos finalistas do Prêmio Aberje 2009, cases do Rio de Janeiro e Espírito Santo.

Nos dias 30 e 31 de julho, profissionais de comunicação puderam assistir nos dois auditórios da ESPM, 36 cases das melhores práticas do mundo da comunicação empresarial. Segundo a Aberje, mas de 350 trabalhos foram inscritos em categorias como: Comunicação de Marca, Campanha de Comunicação de Marketing, Comunicação nas Crises Empresariais, Eventos Especiais, Comunicação e Relacionamento com o Público Interno.

Infelizmente um corpo não pode ocupar dois lugares no espaço ao mesmo tempo, então a única saída foi escolher o que achava que seria o mais interessante para o meu enriquecimento.

Não assisti as apresentações de Mídia Digital, Publicação Especial, Comunicação e Relacionamento com a Imprensa, Comunicação e Relacionamento com a Comunidade, Comunicação de Ações de Sustentabilidade e Balanço Social e Comunicação Integrada.

Posso garantir, o evento foi excelente. Um festival de empresas mostrando as Melhores Práticas realizadas no ano de 2008 em suas organizações.

Palavra de ordem: criatividade

Nesta área, se o profissional de comunicação empresarial não tiver criatividade e imaginação, não vai conseguir inovar e realizar um bom trabalho. Foi o que senti durante as apresentações das Melhores Práticas dos cases.

Querem saber o que há de novo nos trabalhos de comunicação empresarial? Quase nada, apenas muita criatividade. As equipes de comunicação interna das grandes empresas aliadas as agências de comunicação e assessorias de imprensa mostraram excelentes cases. O grande diferencial das apresentações foi achar a oportunidade certa para virar um verdadeiro case de sucesso.

Comunicação de Marca

Três empresas de grande porte foram selecionadas. Cada uma tinha apenas 20 minutos para apresentar suas campanhas.

A Petrobras mostrou “Nossa Marca é um grande tesouro”; a Rede Gazeta, o maior jornal do Espírito Santo, aproveitou o aniversário de 80 anos para modificar a marca com o tema: “A Gazeta 80 Anos”, e a Vale apresentou “Case Vale – Ativação de Marca Global”.

PetrobrasPara a Petrobras, não há dúvida de que a marca é a alma da companhia. Presente em 27 países, a empresa montou uma bela campanha para mostrar aos seus funcionários e terceirizados que ela é de grande importância, não somente para eles, mas para o Brasil.

A campanha tinha o objetivo de não somente modificar a marca, mas de gerar empatia, energia e simpatia entre todos os colaboradores. Ela é o eixo central da comunicação, com vínculo emocional e permanente com todos os brasileiros.

Utilizada tanto interna quanto externamente, a nova marca foi exposta e trabalhada pela equipe de comunicação institucional nos prédios do Rio de Janeiro, Espírito Santo e Brasília. Somente a sede da empresa, localizada no Rio tem um fluxo de um milhão de pessoas. É claro que a marca teria que ficar bem visível. E foi o que eles fizeram.

A primeira fase do planejamento de comunicação engajava primeiro os líderes da empresa. Logo após, foi realizado a capacitação dos funcionários que foram chamados de “defensores da marca”. Foram selecionados 28 defensores identificados por 34 gerências. A campanha começou em março e terminou no mês de agosto de 2008.

Um tesouro foi utilizado como figura lúdica para mostrar o valor da nova marca criada. Com esta imagem, conseguiram despertar em todos os colaboradores a percepção de riqueza, prosperidade e valor.

Mudar uma marca não é uma tarefa fácil e certamente ainda existem documentos circulando dentro da Petrobras com a antiga identificação. Um trabalho permanente e de muita paciência para a equipe de comunicação institucional.

Gazeta 80 Anos

logo_agazetaflipO maior grupo de comunicação do Espírito Santo tinha um forte motivo para festejar o ano de 2008. O jornal A Gazeta completava 80 anos e para aproveitar a grande oportunidade várias ações foram programadas pela equipe de comunicação.

Com um orçamento de R$ 600 mil, a empresa começou com dois anos de antecedência, a planejar o que poderia fazer nesta data importante. Três palavras foram utilizadas como conceito: credibilidade, compromisso e modernidade.

A campanha ganhou o slogan “80 anos de Modernidade”, pois a Gazeta é um grupo de comunicação que sempre prezou a credibilidade que passa aos seus leitores. Além disso, foi testemunha viva da história do país e do Espírito Santo.

Para modificar a marca, selecionou três agências. A escolha final foi realizada por seus leitores através da internet. Um livro com todas as capas dos jornais durante estes 80 anos foi editado para comemorar a grande data.

No dia do aniversário, uma edição especial do jornal com uma capa alusiva aos 80 anos apresentou a nova marca aos assíduos leitores capixabas. Os funcionários comemoraram com ações produzidas pela comunicação como caminhadas, exposições, camisetas etc.

Case Vale – Ativação de Marca Global

logo_valeQuem nunca se deparou com a marca antiga da Vale do Rio Doce? Em 2007, a empresa resolveu modificá-la e para isso, formou um Núcleo de Marca com o objetivo de torná-la mais forte e acabar definitivamente com a total falta de padronização e festivais de marcas internas e externas que existiam dentro da companhia.

A Vale sabia que seria um trabalho intensivo. Para criar uma marca confiável e totalmente brasileira, a companhia fez uma integração com a comunidade, respeitando à diversidade cultural, pois a Vale está presente em diversos países, assim como a Petrobras.

O Núcleo pensou da seguinte forma: somos globais, parceiros, temos visão de futuro, somos uma companhia transformadora, confiável, com ética e muito mais. Com estes conceitos começou o trabalho da equipe para criar a nova marca.

Cinco gerentes e 30 analistas em todo o mundo trabalharam exaustivamente por meses para chegar ao padrão desejado. A marca da Vale deixou de ser para sempre um simples carimbo utilizado de forma institucional para ser uma marca global e de valor.

Mas, a companhia quer deixar bem claro que a marca não mudou, o que realmente está mudando é a empresa.

Para evitar dúvidas quanto a utilização da nova marca, implantaram um 0800 para atender 24 horas por dia todos os funcionários e principalmente, aqueles que trabalham em outros países. Segundo a companhia este atendimento existe até hoje.

Mesmo criando um Manual de Identidade Visual, ainda há dúvidas quanto a aplicação da marca e a equipe se esforça para acabar com as identidades visuais que insistem em aparecer em documentos e e-mails.

O trabalho continua, mesmo depois do treinamento dos departamentos. Para a publicidade, nada de utilizar navios, caminhões e trens. Funcionários da própria Vale foram fotografados ou filmados para campanhas publicitárias. Eles fazem a marca Vale.

Certamente um case de sucesso e que foi acompanhado via jornais, revistas e televisão. Basta ver o V verde e amarelo para ser associado a Vale.

Um blockbuster impulsiona uma grande marca

Sonho de consumo de qualquer empresa é ter mídia espontânea em um filme de Hollywood. Foi exatamente o que aconteceu com a Petrobras.

speedpetro1Um belo dia, a sede da empresa recebeu a visita de produtores dos estúdios da Warner. Desejavam inserir no filme Speed Race, um carro virtual com a marca da empresa.

Chance como esta não aparece batendo na porta de ninguém, ainda mais quando o dinheiro é do cliente que solicita o uso da marca em um filme e paga todas as peças de comunicação que sonhamos em produzir. A Petrobras não pensou nem meio segundo.

A ação foi totalmente cinematográfica. Um projeto de comunicação integrada com publicidade cooperada, tendo um investimento de U$ 1 milhão dos estúdios Warner.

O carro apareceu rapidamente no filme, mas rendeu cartazes em todo o mundo com a marca da Petrobras, capas de DVD, carro estampado em copos de pipoca, banners, joguinho de vídeo game, álbum de figurinhas etc.

Sem dúvida uma quebra de paradigma, uma vez que Hollywood é avessa a fazer publicidade de qualquer marca de empresa em seus cartazes ou filmes. Mas, acho que isto já vem mudando. Os profissionais da área cinematográfica podem dizer com mais certeza o que estou tentando afirmar. Mas, tenho notado que alguns filmes e seriados fazem publicidade de seus produtos aliados aos personagens.

A Petrobras com esta grande campanha publicitária virou personagem do filme e o mais empolgante, sem gastar um único tostão da empresa estatal.

Para finalizar, a Petrobras projetou um carro em tamanho natural, igual ao do filme, chamado de Green Energy. Único no mundo, o carro foi lançado no G.P. de Stockcar São Paulo. Depois, viajou por todo o Brasil, ficando exposto na portaria sede da empresa PR vários meses. speedpetro

Tornou-se um grande case de exposição espontânea. Com milhares de peças de comunicação espelhadas pelo Brasil. Dinheiro não foi problema. Por que não aproveitar? E foi o que a Petrobras fez uma campanha cinematográfica, um verdadeiro blockbuster, conseguindo por fim, ser um dos semifinalistas para a categoria “Campanha de Comunicação de Marketing”

Profissionalismo em momentos de crise e desespero

Isto sim que é um exemplo de case em momento de crise. A TGB – Transportadora de Gasoduto Bolívia Brasil S.A., passou por um grande sufoco junto com os catarinenses por causa das enchentes do ano de 2008. O excesso de chuvas e alagamentos rompeu uma tubulação, provocando um sério risco de explosão. Quando a TGB soube do problema, imediatamente acionou o seu planejamento de crise, montado previamente para casos de acidentes.

Aliada a Petrobras e a uma forte estratégia de comunicação, a TGB pode monitorar o local do rompimento, a região e realizar esforços nacionais. A empresa conseguiu deixar claro para a população que não foi um acidente qualquer. Na verdade, a TGB também estava sofrendo com os problemas causados pela natureza e era de interesse da empresa resolver o mais rápido possível o ocorrido. O país sabia que a população local estava sofrendo muito e uma explosão no gasoduto só iria piorar a situação.

Certamente foi um grande desafio logístico para a TGB, que nem mesmo ao local conseguia chegar, pois helicópteros só desciam com a autorização da Defesa Civil e do Exército, que ajudaram os moradores desabrigados. A Defesa Civil tranqüilizou a população, divulgando de hora em hora boletins encaminhados pela TGB, sobre a situação do gasoduto rompido.

Para ajudar os moradores, a empresa firmou uma parceria com a VarigLog com o objetivo de levar roupas e mantimentos para os desabrigados.

Um verdadeiro case de guerra, que acabou por unir uma empresa e moradores de Santa Catarina.

Eventos Especiais

Vai aqui uma crítica profissional. O case da Unimed RJ era muito bom, mas não achei que o nome do evento fosse adequado: Encontro com o Presidente.

O case apresentado estava mais para uma convenção de vendas e comemoração pela aquisição de uma excelente carteira de clientes, do que realmente, um encontro tão próximo a uma pessoa que quase ninguém consegue ter acesso.

A Unimed RJ realiza este evento duas vezes por ano, no Citibank Hall, no Rio de Janeiro, com a presença de 1.600 colaboradores. O presidente da Unimed RJ apresentou para os funcionários, de um imenso palco, o resultado obtido pela empresa, no ano de 2008 e ainda, deu os parabéns pela excelente carteira de clientes conquistada por todos no último ano.

Tudo bem que a decoração do evento tinha o rosto de cada funcionário que participou da festa, mas para mim, encontro com o presidente é face to face. É quase um “momento íntimo”, com pouquíssimas pessoas, onde o funcionário tem a oportunidade de almoçar, jantar ou tomar um café da manhã bem próximo de seu líder, fazendo as perguntas que desejar, sem ser questionado.

O presidente estando a léguas de distância, em um palco, onde não ninguém consegue fazer uma pergunta e só o enxerga porque há um enorme telão, não é Encontro com o Presidente. Ele estava lá e o funcionário viu. Não houve aproximação.

Fica aqui a minha observação para esta grande empresa que está confundindo encontro com convenção.

Menina dos olhos

O grand finale ficou para as três últimas apresentações que foram simplesmente sensacionais.

A Vale, a Unimed RJ e a Petrobras apresentaram três cases de fazer qualquer profissional de comunicação ficar com inveja. Sinceramente a comissão julgadora certamente terá dificuldades em escolher qual das três deverá receber o prêmio de melhor case na categoria “Comunicação e Relacionamento com o Público Interno”.

A Vale apresentou o case “Uso Racional – Transforme seus hábitos em hábitos saudáveis para o nosso mundo”. Uma carona na sustentabilidade e meio ambiente. Mas, que carona boa!

O alinhamento da campanha teve que ser feito mundialmente, e era desejo da companhia estimular os funcionários na utilização dos próprios recursos da empresa. Aproximadamente 90 mil funcionários da Vale, em todo o mundo, foram atingidos com a campanha.

A primeira mudança ocorreu com os hábitos antigos dos funcionários. Adesivos inteligentes ajudaram nesta mudança. Não foi criado qualquer adesivo. A Vale teve que aprender e trabalhar a diversidade de cada país. Os textos não foram somente traduzidos ao pé da letra, foram respeitadas as culturas de cada país, de cada localidade e ainda os pólos onde cada cidade estava situada. Um exemplo: a água no pólo Sul escorre na pia em um sentido e na Suécia em sentido contrário. Isto tudo por estar no pólo Norte.

Pena que não temos a imagem dos adesivos altamente criativos.

Percebendo isto, a companhia preparou adesivos para pias dos banheiros no sentido da rotação da água local, com a mensagem para economizarem.

As pessoas presentes a apresentação adoraram a idéia, que mesmo sendo comum pela produção de um adesivo, não deixou de ser genial porque eram peças de comunicação que mostraram detalhes mínimos de atenção ao funcionário que não está próximo de sua sede.

A Vale ainda produziu jogos americanos para seus refeitórios, protetor de tela, descanso e outdoor de rua pela metade. Ideia muito boa da empresa, pois não houve desperdício de papel e expôs toda a mensagem que desejava. Mas, cá entre nós, chamou uma atenção danada de quem passava por eles na rua. Quem não notaria um imenso outdoor na rua pela metade? Por fim, foi criado um hot site com um quiz, que deu a mensuração da campanha mundial. Foram atingidos 30 países e teve o valor de R$ 322 mil.

Paródia e educação para salvar o planeta

A segunda apresentação foi realizada pela Unimed RJ, por um trabalho que começou no ano de 2002, com o lançamento do Planejamento de Sustentabilidade Social.

Pilares foram utilizados para este case: planeta, educação, vida e comunidade. O lançamento para os gestores chamou a atenção para uma conscientização, pois salvando o planeta tudo se integra, desde vida até a comunidade etc.

Intranet, testeiras, adesivos de elevador, quatro newsletters, Jornal Mural integrado, foram peças de comunicação produzidas para informar e educar os funcionários quanto a um consumo consciente. A Unimed RJ fez questão do uso racional dos alimentos, para que nunca haja desperdício. Nem as equipes de limpezas foram esquecidas. As peças de comunicação tinham informações próprias que ajudavam na correta coleta do lixo da empresa.

O mais bonito, foi a integração dos funcionários que participaram de um concurso de paródias. Um funk foi criado para a ação de Combate ao Mosquito da Dengue. Três funcionárias ganharam e tiveram seu vídeo divulgado pela Unimed RJ. Total valorização do trabalho e criatividade do funcionário.

Para finalizar o case, a empresa apresentou um jogo interativo na Intranet, totalmente educacional e desenvolvido para os funcionários. Sem dúvida foi uma interação completa com o seu público interno e a comunidade.

Educação Nutricional

A última apresentação ficou para a Petrobras. Mesmo com todas as preocupações em estreitar o relacionamento com seus funcionários, a companhia estatal mais importante do país, teve uma sacada de mestre na elaboração de seu case. Só não pode ser aplaudida porque estava sendo julgado por uma comissão para o Prêmio ABERJE e esta atitude não era permitida pelos ouvintes. Mas, posso garantir, os olhos dos profissionais de comunicação brilharam com esta exposição.

O case “Campanha Alimentação Saudável na Área de Exploração e Produção de Petróleo”, teve como objetivo principal melhorar a alimentação dos funcionários que ficavam embarcados nas plataformas da companhia. Os gerentes das plataformas conseguiram detectar que os funcionários em 14 dias chegavam a engordar sete quilos por conta da alimentação.

Comida boa não quer dizer que seja saudável. A Petrobras então contratou cardiologistas, nutricionistas e junto com os gerentes das plataformas, começou um trabalhou para melhorar a saúde de seus funcionários embarcados. Um folder em formato de cardápio anunciou a campanha para os gerentes. O segundo passo foi conscientizar os cozinheiros das plataformas. As nutricionistas ajudaram, ao lado dos médicos, na criação de cardápios mais saudáveis.

Através da campanha, os funcionários aprenderam quais os alimentos mais saudáveis e como se alimentar corretamente. Para isto, a Petrobrás contratou o Dr. Drauzio Varella, que deu palestras nas plataformas e gravou sete vídeos educacionais. Em suas entrevistas, Dr. Drauzio conversou com os embarcados e chegou a encontrar casos de empregados, que com apenas um ano e três meses de Petrobras, conseguiram engordar 28 quilos. O mais grave, foi o caso de um funcionário que não andava normalmente, devido ao excesso de peso.  novo_02

A Petrobras observou que estava ocorrendo uma epidemia de obesidade entre seus funcionários embarcados e isto deveria ser exterminado imediatamente. Era questão de saúde.

O resultado da campanha foi obtido com a diminuição do peso de muitos trabalhadores, inclusive do funcionário que não conseguia mais andar devido ao excesso de peso (mais de 130 kg). Ele conseguiu eliminar 30 quilos através da reeducação alimentar, aconselhamento nutricional e acompanhamento cardiológico.

A reeducação alimentar está funcionando até hoje, pois é um trabalho contínuo. Dr. Drauzio mostrou aos embarcados, que havia mistura dos alimentos no prato durante as refeições e que eles poderiam comer bastante, mas de forma saudável.

Um case fantástico. Um exemplo de campanha interna que além de motivar a alimentação saudável demonstrou carinho por seus funcionários.

Em tempo: Como disse, Leo Bragança em seu Blog “Prezados Colaboradores” (link), vamos aguardar em novembro, a lista dos vencedores do maior Prêmio de Comunicação Empresarial do Brasil.

Logo após, a Aberje lançará uma revista especial detalhando todos os cases e quais as agências que participaram dos trabalhos.

Lista de todos os concorrentes do Prêmio Aberje 2009

Boa sorte aos concorrentes!

 

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