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A Revolução das Mídias Sociais 2011

Assista o vídeo “A Revolução das Mídias 2011”.  Conheça os mais novos números.

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Nossos direitos na Era 2.0

     Após terminar minha palestra no Circuito 4×1 do Rio de Janeiro, em 29 de abril, alguns participantes me cercaram para conseguir entender melhor a “Revolução Digital”, ocorrida no Oriente Médio.

    Gostaria de ter feito isto em um debate, mas o tempo foi bem curto e alguns pontos ficaram sem ser respondidos. Sou detalhista ao extremo e meus slides são carregados de informações. E Redes Sociais no Oriente Médio – Uma Revolução Digital?”, não escapou. Ficou bem grande. Mas, amei dar esta palestra, pois pude juntar os meus conhecimentos de 25 anos atuando na área de comunicação e agora o meu conhecimento em Relações Internacionais, especificamente nos países muçulmanos.

Pela primeira vez na história mundial os jovens muçulmanos saíram às ruas munidos de celulares em vez de ter em mãos as fatídicas AK-47, protestando contra ditaduras, fundamentalismo religioso e a falta de democracia. O primeiro levante digital do Irã contou com jovens de 25 anos digitando freneticamente nas redes sociais. Eles sabiam que tinham uma poderosa arma na mão e que poderiam ser escutados mundialmente se fizessem este tipo de manifestação. Ninguém iria detê-los. Ninguém teria a ousadia calar suas vozes.

Foi o Irã X Irã. Um levante que sacudiu o mundo e que acabou por espalhar uma onda de protestos no mundo árabe que persiste até a data de hoje, quando estou  escrevendo este artigo para o blog. O clero islâmico que comanda o país tendo como porta-voz o Presidente Ahmadinejad, conseguiu fraudar as eleições para ficar mais tempo no cargo, mas não conseguiu calar a voz desses jovens, mesmo cortando acessos à Internet, redes sociais e celulares.

    Estes jovens estão mudando a percepção que temos do mundo árabe e sua religião. Subestimamos os muçulmanos chamando-os de tribais, atrasados. Sim, ainda há regiões que vivem na Idade Média, não sabem da existência da Internet e o modo de sobrevivência nestas vilas é contar apenas um com a ajuda do outro e manter os padrões religiosos.

     O mundo digital, os avanços tecnológicos, é desconhecido para algumas comunidades que vivem isoladas e muitas vezes comandadas pelo Talibã (o fundamentalismo islâmico). Nós, capitalistas e consumistas, já acostumados e vivendo no mundo dos avanços tecnológicos e tudo de bom que a Era 2.0 nos oferece queremos sim o que há naquelas terras: petróleo. Este é o principal motivo de tanta rivalidade entre o Ocidente e Oriente. Quem for dono e comandar os maiores poços de petróleo, o ouro negro, tem o poder nas mãos. Infelizmente é assim que vejo.

Estes jovens muçulmanos estão nos ensinando que eles querem qualidade de vida, melhores condições de trabalho, um país mais justo e equilibrado, e que os avanços tecnológicos são apenas um modo, uma via que proporciona a eles serem ouvidos não somente no mundo islâmico, mas também fora dele. Diferente do que foi vivido por seus pais e avós, que passaram por fortes conflitos internos e guerras e ainda, tiveram que aprender a mexer em armas como a AK-47 para poder reivindicar seus direitos.

Eles mudaram a história? Sim, escreveram um novo capítulo na Era Digital em que estamos passando. Apesar da Internet não ser garantia nenhuma de democracia, estes jovens conseguiram derrubar presidentes que estavam no cargo por mais de 30 anos. Conseguiram ser ouvidos apesar de toda a perseguição e algumas mortes por causa destes protestos marcados via Facebook ou Twitter.

O mundo conseguiu presenciar por meio destes jovens que é possível aprender com o uso das redes sociais um modo de gritar pelos direitos universais. E se foi ou não uma Revolução Digital, não importa. Ficamos presos ao termo, Revolução Digital para escrever estudos, análises, discutirmos o assunto. Estes jovens não estão se importando com isto. O que eles querem já foi dito em 140 caracteres, divulgado no mural do Facebook e postado no YouTube.

E posso garantir, eles deram um banho de união, de coragem em cima das novas gerações americanas, brasileiras, inglesas, etc., que nasceram conectadas na rede. Deram também uma lavada nas empresas que ficam terrivelmente preocupadas com o uso das redes sociais no local de trabalho.

Estes jovens conseguiram nos mostrar que uma vez usadas com responsabilidade, às redes sociais podem ensinar, integrar, informar. E me fizeram a seguinte pergunta pós-palestra: Por que este tipo de levante não acontece no Brasil? Nos países muçulmanos, o Estado não é separado da religião, se misturam, por este motivo acredito ser mais fácil este tipo de levante. As democracias existentes são veladas. Não são verdadeiras democracias. Já aqui e na maioria dos países Ocidentais o Estado e a religião não se misturam. O Brasil vive tempos de democracia, a ditadura não existe mais. Talvez se estivéssemos vivendo nos tempos da ditadura, levantes como estes fossem realizados. Os jovens brasileiros não estão preocupados em marcar encontros via Twitter e Facebook para sair às ruas e tirar um político corrupto e safado do Congresso. Seria muito bom se eles usassem as redes sociais com este propósito. Poderíamos certamente ter um governo melhor, pois a Internet e as redes sociais não estão aí somente para fazer amigos ou conseguir mudar o status matrimonial. Quem sabe não aprendemos com os muçulmanos, a partir do momento em que pararmos de olhá-los de soslaio e com aquela desconfiança de que são todos terroristas?

Querer gritar por nossos direitos é fundamental. Se a Era 2.0 proporciona esta facilidade por que não usá-la?

 

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Plano B apresenta palestra no Circuito 4×1 do Rio de Janeiro

A Plano B Consultoria aceitou o desafio do Circuito 4×1 e apresentou no último dia 29 de abril a palestra “Redes Sociais no Oriente Médio – Uma Revolução Digital?”.

Janaína Machado, sócia diretora da Plano B, apresentou como os jovens do Oriente Médio utilizaram as redes sociais para clamar por democracia, melhores condições de trabalho e vida e liberdade de expressão. Clique na imagem para abrir o SlideShare e assista ao vídeo de abertura da palestra, realizado e produzido pela Plano B a partir de imagens pesquisadas e disponibilizadas na Internet e com música de Marcus Vianna: Maktub.


 

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