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Arquivo mensal: abril 2009

Revisão Ortográfica. Para melhorar ou complicar?

Desde que Jô Soares voltou de suas férias que o “Programa do Jô”  não para de falar da nova revisão ortográfica. É evidente que esta revisão está mexendo com os nervos e a cabeça de muita gente que não aceita de forma alguma a unificação da língua portuguesa.

Esta revisão não está mexendo com os meus nervos. Vou ter que me adaptar se quiser continuar escrevendo e não chamar a atenção das pessoas de que estou escrevendo ortograficamente errado.

O jeito é comprar alguns livrinhos, decorar as novas regrinhas e aceitar que algumas palavras perderam sua acentuação correta para receber uma completamente inequívoca. O exemplo mais clássico é pingüim e lingüiça. Perderam o trema. Então, teremos o direito de falar de outro jeito. Está certo? Idéia e platéia também perderam seu acento. Podemos falar sem a acentuação?

Como diz Jô Soares a escrita serve para afirma o que estamos falando. Um registro do que está sendo dito. Desta forma, algumas palavras estão sendo modificadas. É isto que não aceito. Para a nossa geração que não aprendeu a escrever pharmácia com PH, foi fácil aprender escrever farmácia com F sem o menor trauma e problema. Nossos pais ou avós certamente sentiram a diferença e reclamaram como estamos fazendo arduamente pelos jornais, escolas, universidade e principalmente, com nossos professores. Mas, a nova geração, a de nossos filhos e sobrinhos que começam a ser alfabetizados agora, não sentirão o problema.

Como diz Ferreira Goullart, esta reforma será modificada também e não levará muito tempo. Portugueses estão revoltados. Não aceitam de forma alguma e certamente se recusarão a aceitar esta unificação. Então ela veio para melhorar ou complicar? Confesso que não tenho esta resposta.

O bonito de cada língua é manter a sua diferença. Esqueceram disso quando fizeram a revisão ortográfica e fecharam esta unificação. Pena que isto não foi respeitado. Não podemos deixar de notar que a forma de comunicar e a comunicação também  estão modificando rapidamente. Em menos de 20 anos a velocidade da informação foi tão grande que o quadro negro, virou quadro verde, que virou quadro branco, que ficou informatizado. A tela do computador que era preta ficou verde e depois com a velocidade da informação, da tecnologia e da internet adquiriu lindas cores. A tela ficou plana e agora podemos ter acesso à informação em equipamentos de altíssimo nível. Alguns com apenas um toque de dedo na tela. Ninguém poderia imaginar que isto aconteceria em tão pouco tempo.

Veja abaixo um vídeo sensacional e sinta a velocidade da informação e como em muito pouco tempo a comunicação se transformou e acabou tornando nossas vidas mais ágeis e completas. Porque até mesmo os textos foram modificados por causa desta revolução tecnológica. Por causa dessa tecnologia podemos fazer o que quiser, apesar que custamos a perceber que a máquina somos nós.  Temos que aceitar isto e repensar muita coisa em nossas vidas. Porque a comunicação e a web, textos, informações etc estão conectando mais e mais pessoas por esta Terra.  Você verá neste vídeo. E diante desta revolução, onde eu posso fazer o que quiser com meu texto apenas digitando, a revisão ortográfica que me desculpe, ela é apenas uma gota em um imenso oceano perto desta velocidade e do que posso mexer.

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Publicado por em 27/04/2009 em Comunicação

 

A Revolução da Mídia

Cada vez que faço uma pesquisa para comunicação interna, gestão de pessoas, marketing, ferramentas modernas utilizadas para esta área e  ainda, troco informações com minha amiga e jornalista Vany Laubé sobre mídias sociais, fico maravilhada com a rapidez da informação.  Além disso, acho que nós, da área de comunicação temos que estar informados e capacitados e ter sempre a mente aberta para assimilar com rapidez e passar com mais rapidez ainda este conhecimento fascinante que hoje temos por meio das famosas letrinhas http://

É inegável que o mundo ficou muito pequeno depois da internet. A rede foi capaz de unir e muitas vezes desunir pessoas, pois quem entra nela nunca consegue ficar escondido, por mais que tente. É a maior biblioteca do mundo e por causa de sua velocidade a comunicação se transformou. Ninguém consegue mais segurar uma informação. A internet não permite isto.

As mídias se adaptaram e alteraram seu perfil rapidamente.  As redações dos jornais, revistas e emissoras de TV aderiram a esta velocidade entendendo que ser rápido é ser o primeiro. Jornais passaram a ser on line, informações passaram a ser real time e full time. Ler jornal é mais rápido do que se poderíamos imaginar. As pessoas começaram a se relacionar por mídias sociais como Orkut, Facebook, Twitter e até se permitem a uma Second Life.

Alunos e profissionais passaram a participar de comunidades virtuais e a trocar informações. Aprender e obter uma informação se tornou uma tarefa fácil. Fotos deixaram de ser impressas e guardadas em álbuns digitais em endereços personalizados. Ir a uma loja deixou de ser um passeio. Basta apenas um clique e uma TV de plasma é comprada  em poucos segundos. Cd’s e vídeos são baixados rapidamente nos deixando atualizados real time.

Blogs passaram a ser fonte de informações. Por meio deles, profissionais e qualquer pessoa podem expressar livremente sua opinião, conhecimento e pensamento. Como eu por meio de meu blog.

Veja o vídeo Prometeus a “Revolução da Mídia“, produzido pela empresa italiana Casaleggio.  Está legendado em português e nos passa uma visão clara dessa transformação e o que ainda tem para mudar. Temos apenas que teclar http:// e ficarmos de olhos bem abertos para a rapidez desta mudança. Fique esperto!

 
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Publicado por em 23/04/2009 em Mídias

 

Problema = Oportunidade

Quando comecei a trabalhar na área de comunicação interna não poderia imaginar que seria um campo fascinante e atrativo. Um trabalho que me atrairia tanto. Mas, como qualquer ser humano que começa a trabalhar a gente tem que aprender com alguém e procurar perceber que esta pessoa está disposta a lhe ensinar. Eu tive um mestre e agradeço a ele por ter me ensinado tanto e ter tido uma paciência de Jó enquanto eu aprendia. Eu como qualquer aluna que se preza, tive meus momentos de revolta e rebeldia. Mais consegui no fim abrir minha mente. Aprendi e muito.

Vamos parar com o blá blá blá e chegar ao que quero falar. Meu mestre sempre me dizia: “Transforme problemas em oportunidades. Você tem uma grande chance na mão. Aproveite!”. Ficava enlouquecida por dentro quando ouvia esta frase em reuniões de planejamentos estratégicos. Imaturidade profissional e de vida de minha parte.

Esta é a regra básica de um planejamento estratégico. É o início de muitos dos passos a serem seguidos para se obter um excelente planejamento e meu mestre queria me dizer que se eu tinha um problema nas mãos poderia aprender a transformá-lo em uma grande oportunidade. Era a chance de mostrar não somente para a empresa, mas para mim que eu era capaz de modificar qualquer coisa. Um ensinamento que serviria para tudo em minha vida.

Só conseguimos perceber estas chances quando queremos. Não é fácil abrir os olhos e abrir a mente para um ensinamento quando se é teimosa e está com raiva. Depois de ouvir duas ou três vezes esta frase eu percebi que estava sendo uma mula e que era a chance de ouro de agarrar este ensinamento para tudo e principalmente, para minha profissão.

O diferencial de um excelente planejamento estratégico de marketing é a oportunidade de transformá-lo quando há um grande problema. Uma vez detectada esta oportunidade há uma enorme chance de transformá-lo em um sucesso.

A minha análise no momento é que a SuperVia está com uma chance de ouro nas mãos. Será difícil? SIM.  A SuperVia tem nesse momento uma oportunidade imensa de mostrar aos brasileiros que a empresa pode dar uma virada. Uma grande chance para acabar com este grande problema, reverter e limpar sua imagem que ficou tão danificada pelos acontecimentos mostrados nos últimos dias.

É o momento de mudanças óbvias para que seu “produto” possa sobreviver, para que a população volte a acreditar que a SuperVia é uma boa empresa. Está claro que existem muitos erros, mas a empresa deve mostrar que está disposta a resolvê-los e em breve, voltar a sua normalidade.

Paciência, clareza dos problemas, previsão de um futuro deverão ser feitos cautelosamente e constar no novo planejamento estratégico de marketing. Neste forte momento de crise, quem fizer este trabalho deverá ter uma percepção das oportunidades e sem limitações.

Um conselho para estudantes e até profissionais. Não tenha medo de errar. Muitos de nós, profissionais de comunicação, costumamos querer ficar na posição confortável dentro de um barco, vendo a paisagem passar em vez de segurar o leme (timão) como faz o capitão. Você pode ser um capitão, conquistar o sucesso e chegar ao destino final. Com um planejamento estratégico isto é possível.

Pode ter certeza que se você aceitar esta frase abertamente e for um condutor, o seu projeto terá uma credibilidade bem maior do que o apresentado pela primeira vez. E meu último conselho: se alguém quiser lhe ensinar alguma coisa, abra os olhos e principalmente, deixe sua mente aberta para aquele aprendizado. Ele será fundamental em algum momento de sua vida.

Atenção SuperVia e outras empresa. Está aí a chance de transformar um problema em oportunidade neste momento de crise mundial. Não a deixe passar!

 
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Publicado por em 20/04/2009 em Marketing

 

A imagem da destruição

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As cenas que correram o Brasil na quarta-feira, dia 15 de abril, com os agentes de segurança da SuperVia, empresa concessionária dos trens do Rio de Janeiro, chicoteando trabalhadores que tentavam entrar nos trens não só abalaram os telespectadores que viam as cenas provavelmente revoltados e de bocas abertas as cenas chocantes como abalaram terrivelmente as estruturas dessa empresa.

Não temos dúvidas que a SuperVia saiu com sua marca, imagem, funcionários, administração e tudo mais que há dentro dela,manchado para o resto da vida. Eles não poderiam imaginar que câmeras, ainda mais da Rede Globo, estavam filmando e pode apostar, a imprensa não perdoa. Vai ficar na cola da empresa para buscar ao lado da população e principalmente, dos que foram agredidos uma explicação para o fato ocorrido. Uma imagem vale mais do que mil palavras e tem um poder de destruição fortíssimo.

Mas verdade seja dita. Não há explicação. Cenas assim foram vistas durante a Segunda Guerra Mundial quando trens superlotados carregavam judeus para os campos de concentração e para a morte. O que vimos foi apenas a troca de uniformes dos nazistas para a dos agentes de segurança da SuperVia. Lamentável!

Os jornais mostraram ontem à noite repetidas vezes a cena e compararam com cenas existentes no Japão. As empresas que administram os trens japoneses possuem o mesmo serviço, mais os funcionários, ao contrário do que o corrido na estação de Madureira ajudam os trabalhadores a entrarem no vagão superlotado com gentilezas para que as portas possam ser fechadas. Quando há atraso, todos recebem um papel na saída contendo um pedido de desculpas para que os japoneses possam entregar em suas empresas avisando  o  ocorrido. Aqui, as cenas que vimos foram agentes de segurança descontrolados diante de uma situação que levou a “destruição” da imagem de uma empresa. E agora, isto não tem mais conserto. Testemunhas afirmam que não é a primeira vez que isto acontece e a SuperVia já foi condenada por ter maltratado seus passageiros, que na verdade, são clientes da empresa.

Para correr atrás do prejuízo os agentes de segurança foram reconhecidos e demitidos. O presidente da SuperVia pede desculpas via alto falantes nas estações por meio de uma gravação. Ótimo! Mas, não minimiza o ocorrido. As cenas são tão bárbaras que a primeira atitude pensada pela assessoria de imprensa foi arrumar um jeito de diminuir o estrago causado. Mas, não basta somente isto. As conseqüências das chicotadas covardes e das agressões deixaram marcas e os pedidos de desculpas não são suficientes.

Agora a empresa vai ter que parar e rever internamente o problema. Acendeu o fio e a bomba explodiu. Resultado: crise absoluta dentro da SuperVia. Uma ação já foi aberta pelo Ministério Público para apurar o que aconteceu e esta história renderá muitas notícias e páginas nos jornais, revistas e telejornais que vão cobrar da SuperVia até esgotar  o assunto, a saliva dos jornalistas e os ouvidos dos telespectadores.

Só resta para a SuperVia tentar resgatar o que já estava desgastado. Vai ter que gastar um bom dinheiro para recuperar sua imagem, marca e a empresa. Um dinheiro que poderia ser economizado se houvesse planejamentos estratégicos internos e externos.

A pior coisa que pode acontecer com uma empresa é fazer um planejamento para acabar com uma crise. Será que não existia planejamentos estratégicos de marketing, treinamento de funcionários etc? Se havia tudo isto a empresa estava do avesso, pois os agentes de segurança fazem parte do seu corpo interno de funcionários e o que se viu foram pessoas descontroladas e estressadas.

O trem da SuperVia colidiu de frente em sua própria parede e o resultado está sendo colhido por não ter prestado atenção aos claros sinais apresentados, pois casos já tinham sido relatados. Talvez com novos planejamentos, pedidos de desculpas e uma boa gestão interna para refletir internamente a empresa possa melhorar e resgatar esta imagem perdida e desgastada. Certamente, a missão, a visão e principalmente, os valores foram esquecidos pelos funcionários e  mais ainda, pela alta administração da empresa. Não basta em um momento como esse ter somente a alta direção da SuperVia comprometida em querer minimizar o ocorrido. Toda a população, toda a organização tem que estar comprometida. O que faz a gente voltar com o velho jargão para aconselhar os funcionários da SuperVia:  “arregace as mangas e vesta a camisa”.

Para nós cidadãos, nós resta desejar boa sorte, pois quem precisa deste tipo de transporte não pode ser tratado como gado em direção ao abate.

 
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Publicado por em 17/04/2009 em Gestão

 

O canto que pode agilizar a comunicação

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Este texto é uma mea culpa. Quero tirar o chapéu para  o canto do passarinho ao lado, mais conhecido como Twitter. Meu texto “A falta de rapidez na comunicação“, publicado no blog, no dia 13 de abril, dizia que “(…) Claro que Twitter, Facebook não podem ser utilizadas por uma empresa, mas estas ferramentas não deixam de ser excelentes para que outros aplicativos possam ser criados e comunicar rapidamente uma notícia dentro de uma empresa. Por meio destas ferramentas e idéias que se criam meios de comunicação para as organizações.”

Confesso que me enganei. Outra confissão! Escrevi pensando em uma grande empresa  que tenho o prazer de conhecer  e a certeza absoluta de que esta mídia nunca, mas nunca será aplicada e, caso algum gestor pegue o funcionário acessando-a, certamente levará uma boa chamada ou demissão por justa causa. Mas o Twitter pode sim ser utilizado pelas empresas, tanto que a jornalista Paula Cabral Menezes, acabou me enviando a informação  de que o aplicativo já foi usado este ano pela empresa americana SolidWorks em uma convenção mundial, na cidade de Orlando, Flórida.  A idéia era incentivar os quatro mil participantes a ter o Twitter como ferramenta de comunicação durante o evento. Como a Paula, minha amiga e jornalista Vany Laubé, acreditam que em muito pouco tempo estas ferramentas estarão nas organizações. E como a Paula mesmo disse: “agilidade é a palavra de ordem“. Ela está certíssima e eu concordo plenamente.

O Twitter está se mostrando mais forte do que o imaginado. Acho que quando esta mídia foi lançada em 2006, ninguém poderia imaginar a revolução e o seu o poder. O formato de miniblog, mais utilizado pelos adolescentes como forma de diário, tem espaço apenas para 140 palavras. O suficiente para uma comunicação ágil dentro de uma empresa.

Claro que o Twitter pode entrar nas organizações como uma boa ferramenta de comunicação. Não seria modernismo e sim uma ferramenta que agilizaria a comunicação e evitaria, quem sabe,  a “rádio corredor”.

E em pouco tempo ela estará em empresas aqui no Brasil, se é que já não está. Lendo a entrevista de Daniel Medina, diretor de comunicação da NokiaSiemens Networks, no portal “Nós da Comunicação“, fiquei impressionada com a preocupação desse diretor em agilizar a comunicação dentro da empresa. É fato raro. Temos que ser realistas. Ele faz parte de um grupo seleto de diretores preocupados com isto. Em sua entrevista ele declara entre muitas coisas interessantes que a empresa utiliza blogs internos, newsletters globais e regionais etc. Ele diz: .”Em alguns lugares como na Europa, onde a cultura de SMS é muito difundida, utilizamos mais esse canal, pois todos os funcionários têm celulares corporativos. Hoje estamos utilizando também outras ferramentas de web 2.0, como wikis e personal blogs, porque, sendo uma empresa de tecnologia de ponta, é imprescindível sermos sempre capazes de nos comunicar com todos os nossos públicos internos e externos.”

Isto é maravilhoso! Mesmo não trabalhando na NokiaSiemens senti orgulho de saber que existem pessoas no mercado preocupadíssimas com a agilidade na comunicação interna. Onde trabalhei os executivos se comunicavam via sms por meio de seus smarthphones.

Já tinha assinado meu Twitter, mas como sou usaria do Facebook e acho uma mídia boa e ágil, acabei por deixar meu Twitter de lado. Quando vi o texto da Vany, em seu blog Mosaico Social, acordei com o canto do passarinho.

Empresas fiquem espertas! Esta ferramenta é forte e tem poder. Pode ser usada dentro de uma organização com sistema de segurança. Acordem com o canto deste pássaro. Certamente a organização e os colaboradores estando mais informados e se comunicando por meio de uma mídia simples, conseguirão alcançar metas e objetivos com muito mais facilidade do que o imaginado.

E uma última informação:  a Associação Brasileira da Propriedade Intelectual dos Jornalistas Profissionais, a APIJOR, acaba de lançar o Twitter em sua página, como meio de divulgar o seu boletim diário. A cada minuto tem alguém, em alguma parte se rendendo as mídias sociais.

 
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Publicado por em 16/04/2009 em Comunicação Interna

 

Parem de queimar sutiãs!

Quando comecei a participar do grupo “Mulheres de Negócios” sabia que conseguiria escrever muitos posts sobre nós, mulheres. Retomei o assunto. Aí vai mais um textinho básico e um vídeo legal que achei no You Tube,  produzido pela Catho, sobre o 1º Encontro de Mulheres Líderes de Negócios, abordando a liderança feminina, seus desafios e cenários.

Sim, nós podemos ser líderes. Para isto, basta para de ficar com aquele pensamento de nossas mães e avós que queimaram sutiãs na década de 60/70 com o objetivo de conseguir seu espaço no mercado de trabalho.

O importante é ir à luta e não deixar a peteca cair por mais que seja completamente difícil equilibrar a vida pessoal com os negócios. Sei que é complicado. A mulher brasileira, principalmente, por ser passional, sangue latino tem certa dificuldade em colocar a balança certinha, bem reta, sem pender para um dos lados.

As brasileiras são hoje a sexta mais empreendedora do mundo. Porque não pegar esta referência e ir à luta? O grau de escolaridade é inacreditável. Poder nós temos, mais do que nossas mães que queimaram os sutiãs, que o máximo que tinham era o curso Normal para ser professora ou um concurso público para trabalhar durante o governo militar. Olha que elas conseguiram espaço assim mesmo!

Hoje pela escolaridade, temos condições de diminuir o abismo existente entre a remuneração da mulher X homem. Ainda estamos ganhando 19% a menos do que os executivos e o que mais me revolta é que muitas vezes temos mais escolaridade do que eles. Para procurar um vídeo adequado ao meu post, vi uns absurdos no You Tube. Achei uma reportagem de uma mulher empreendedora e dona de um grande hotel de Belo Horizonte confessando que ao abrir o seu negócio ela ia às reuniões de seus clientes potenciais acompanhada do marido, porque caso se apresentasse como dona do negócio certamente nada seria fechado. O marido falava por ela. Quer dizer: homem passa mais credibilidade que mulher? Discordo totalmente.

Mulher tem condição de presidir muito bem uma empresa, melhorar substancialmente o seu salário e diminuir este abismo discrepante que existe entre a remuneração homem x mulher. Não precisa mais queimar sutiãs, mas é necessário ter mais estratégia, como por exemplo, parar de ficar escondida atrás de seus próprios medos e “pré-conceitos”. Não é só caso de inverter pirâmide como vocês verão no vídeo. É o caso de se impor e mostrar que estudou, tem potencial e capacidade para administrar muito mais coisas do que os homens.

Sou da filosofia de que mulher é um “bichinho” multifuncional. Se ela tem condições de cuidar de filhos, maridos, empregada, casa, gerenciar estudo dos filhos e muitas outras coisas, como não terá capacidade de gerenciar um negócio ou uma equipe? Como não será capaz de chamar a atenção para seus reais interesses?

Da década de 60 para o século XXI a mulher deu grandes passos. Digo até que foram gigantescos e conquistaram um espaço que nunca mais será retirado, mas ainda tem lacunas que não foram preenchidas. Para isto, as  mulheres que ainda não conquistaram o seu espaço terão que parar de ter inveja daquelas executivas maravilhosas que saem nas capas das revistas “Exame” ou “Forbes“, vestindo seus belos terninhos, para um dia, quem sabe, entrar no hall das mulheres mais invejadas e sair na capa das mais conceituadas revistas de negócios do Brasil.

Paremos então de queimar sutiãs e vamos à luta! Como diz Obama: Yes, we can! Mesmo que meu texto seja bem feminista! (rs)

 
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Publicado por em 15/04/2009 em Liderança

 

Senhor gestor, segue um recado

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Na postagem de hoje vou falar sobre gestão de pessoas. Está na moda falar sobre gestão, talento de executivos e de colaboradores e mais na moda ainda, a gestão por confiança.

Quem trabalha em uma empresa sabe que gestão é o cerne de uma organização. O ponto de partida. O sinal que indica o rumo a ser tomado. Toda organização precisa de um horizonte e sem gestão não se enxerga o fim do túnel.

Por meio desta pequena palavra uma empresa consegue concretizar o que foi planejado. Mas, porque gestão de pessoas, apesar de estar na moda é tão difícil de ser aplicado pelas áreas de RH das empresas? Confesso que nunca achei a resposta correta.

Quem já trabalhou em uma grande empresa sabe o quanto gestão de pessoas é uma tarefa extremamente complicada e difícil de ser implantada corretamente. Quase não se acha os talentos e sim os “ta lentos”. As empresas fazem esforços monumentais e o que mais vemos são discursos bonitos e falta de gestão por confiança e implementações do contrário ao que foi dito.

Para se ter uma boa gestão de pessoas precisa-se acreditar no produto principal: pessoas. São os componentes ativos do sistema de uma empresa. O primeiro passo dado por uma organização para melhorar sua gestão é interagir e nunca reter a informação para seus colaboradores.

Antes de toda esta moda, a informação ficava retida em uma única pessoa. O gestor ou o presidente segurava a informação porque era um meio de possuir poder. Via-se aí o “ta lento” da informação e do executivo.

Saiba senhor gestor que é preciso aproveitar a informação e o conhecimento de todos. É uma grande estupidez uma organização desperdiçar a informação que pode chegar por meio de cada participante. É claro que o gestor terá em suas mãos uma gama enorme de conhecimento vindo de todos os lados, mas é seu papel tentar descobrir o que existe de melhor para a transformação da empresa.

Pense nisso! Desta forma, você estará dando o primeiro passo para uma boa gestão de pessoas na organização em que você trabalha.

 
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Publicado por em 14/04/2009 em Gestão de Pessoas