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Arquivo da categoria: Orkut

Natal 2.0

Aprendemos quando criança a História do Natal. Esta seja talvez, a história que você nunca vai esquecer, não importa a sua religião: de como nasceu Jesus.

Mas, o que a tecnologia não faz! Se Jesus nascesse na Era 2.0, tenha certeza que seria assim:

Esta é como as Redes Sociais, a web e o mobile contam a História da Natividade. O Natal através do Facebook, Twitter, YouTube, Google, Wikipedia, Google Maps, GMail, Foursquare, Amazon… Os tempos mudam, o sentimento continua o mesmo.

(Este vídeo é uma reprodução do YouTube e feito pela http://www.excentric.pt )

 

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Plano B Recomenda está no ar

Prezado (a) Leitor (a)!

O Blog da Plano B Consultoria lança uma novidade: um blog voltado exclusivamente com as nossas recomendações de livros novos e antigos, vídeos, artigos, sites, blogs, cursos e congressos ligados à área de comunicação.

A ideia é compartilhar conhecimento comtodos os profissionais que nos seguem há dois anos e que acreditam no trabalho desenvolvido pela Plano B.

Sua colaboração também será bem-vinda! Caso queira divulgar para nossos leitores congressos, cursos, livros, vídeos, blogs, artigos, sites, vamos ter o prazer de publicar. Basta encaminhar a sua informação para planobconsultoria@planobconsultoria.com

O nosso objetivo é compartilhar conhecimento de todos as formas possíveis.

Temos certeza que o profissional da área de comunicação vai adorar esta nossa novidade.

Seja bem-vindo e compartilhe o seu conhecimento.

Plano B Consultoria

Siga o link: http://planobrecomenda.wordpress.com

 

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… e a Geração X começou assim

Estamos no tempo da velocidade da informação e nós, da Geração X não nos damos conta de quanto fomos absorvidos por ela. Isto foi fundamental para que pudéssemos continuar no mercado de trabalho. Você que é desta geração já se deu conta de quanta coisa mudou?

A Geração X não nasceu como a Y, plugada, todos com um controle remoto na mão, um computador sempre ao alcance para fazer suas pesquisas e ajudar nas tarefas do dia a dia de trabalho. Esta Geração que nasceu na década de 60, teve a sua adolescência no final da década de 70, e fez a sua faculdade no inicio da década de 80, caminhou junto com os avanços e se adaptou conforme a tecnologia ia aparecendo e mostrando a suas diversas facilidades.

Lembro, quando era pequena, que comunicação vinha através de telefonemas, cartas, rádio, TV, jornais e revistas.  Por meio dos sorrisos e reuniões da família e dos amigos. Era um tempo bom e que todos viviam sem Twitter, Facebook, Orkut e outras redes sociais. Telefone celular era um sonho inexistente e as amizades construídas através do colégio se ampliavam conforme a formação de círculos de amizade.

E o amigo virtual? Aposto que ninguém nunca pensou em ter um ou até mesmo mais de mil em sua rede social.  A Geração X queria obter a sua formação acadêmica, entrar no mercado de trabalho e fazer jus ao diploma tão sonhado e suado nos quatro anos universitários.

As transações financeiras eram as mais precárias possíveis. Computador em banco? Acho que só existiam os main fraimes para processarem os balanços de final de ano. Posso falar um pouquinho sobre isto porque meu pai foi gerente de banco nesta época tão precária. Os saldos eram anotados em fichas e diminuídos conforme os cheques iam chegando ao banco e retiradas realizadas pelos clientes. Chega a ser cômico, pois tenho certeza que a Geração Y nem se dá conta de que o processo era feito desta maneira. Mas, funcionava.

Meu pai nem chegou a ver a era das grandes transações financeiras realizadas virtualmente. Faleceu ainda no início da década de 80, mas chegou a ver  e utilizar o primeiro computador para os caixas, o que dava velocidade para o trabalho dos funcionários dos bancos. Não  assitiu a    “morte”  do vinil, do vídeo cassete, o nascimento do celular e tudo que veio depois. Nossa, e ele faleceu há apenas 26 anos. Os avanços de lá para cá são incontáveis e fico me perguntando se meu pai conseguiria se adaptar tão facilmente a todas as estas tecnologias. No meu parecer acho que sim, pois ele estava maravilhado com o computador do banco e as poucas invenções que estavam surgindo.

Aprendi a escrever as matérias jornalísticas em máquinas de escrever elétricas,. Eram as mais avançadas do mercado e as pesquisas para os trabalhos universitários feitas em silenciosas bibliotecas recheadas de livros, monografias e teses disponíveis nas muitas estantes. Acho que ninguém da Geração X poderia imaginar uma Internet ao seu alcance, contendo milhares e milhares de informações, prontas para serem lidas, absorvidas, tudo para ajudar estudantes e profissionais.

E assim era a comunicação da Geração X. Todos se formaram e a maioria ainda está no mercado de trabalho. Esta é uma geração que se deparou com o primeiro computador e se deslumbrou com ele. Não teve receio, encarou, sorrindo e maravilhado para aquela máquina que “tudo” podia. Todos queriam era aprender e saber do que ela poderia ser capaz.

Quando a Internet chegou, esta Geração já estava trabalhando em um pique alucinado. O espanto foi grande, mas ninguém torceu o nariz. A rede era capaz de armazenava arquivos, histórias, documentos, tudo estava lá dentro ao alcance de um clique e a tecnologia também avançava a uma velocidade incontrolável, facilitando o trabalho e o dia a dia dessa Geração.

Ninguém poderia imaginar que em 30 anos a tecnologia teria um avanço tão grande. Hoje os registros realizados no início de tudo foram rapidamente substituídos pela comunicação via rede. E-mails foram tomando lugar das cartas seladas e enviadas pelos Correios. Claro que o e-mail ganharia um imenso fã clube. Quem não iria preferir esta ferramenta que escrevíamos em uma tela e com apenas um clique o remetente recebia a mensagem escrita em questão de segundos? Acabava o deslocamento até os Correios, gastos com selos, canetas e papel. Não havia mais a expectativa, a ansiedade e a demora para que o remetente recebesse a mensagem. Era a velocidade contra a burocracia dos Correios, que reinou durante séculos e estava perdendo rapidamente seu mercado monopolizado.

Bancos, Bolsas de Valores e todas as transações financeiras deixaram de ser feitas diretamente na boca do caixa ou com o gerente. A era da virtualidade impera nesta área. Ficou mais fácil pagar contas, aplicar em fundos e consultar saldos. Tudo via Internet.

Congressos, reuniões à distância e debates, podem ser realizadas por meio de plataformas antes vistas apenas na imaginação dos roteiristas de filmes de ficção científica. Livros já podem ser lidos nas telas de computadores e estudantes já contam com a ajuda do Google e da maior biblioteca virtual do mundo: a Wikipedia. Aqueles imensos volumes da enciclopédia Barsa deixaram de ocupar espaço na velha estante.

O avanço da tecnologia não acompanha mais o pensamento do homem e está cada vez mais rápida. Em menos de seis meses o telefone comprado hoje certamente estará obsoleto. E cada vez mais aparelhos celulares estão sofisticados, aproximando mais as pessoas e é claro, acabando com a velha privacidade.

Jornais e revistas, TVs e rádios já possuem sua versão virtual e os meios de comunicação precisam ser cada vez mais rápidos para atualizar seus leitores e conquistar mais adeptos. Aliás, os profissionais de comunicação tiveram que se adaptar rapidamente a estas tecnologias. Mesmo assim, muitos jornais e revistas de todo o mundo não suportaram os avanços da Internet e fecharam suas portas e demitiram milhares de jornalistas.

Fica a minha pergunta: Conseguiríamos hoje viver um dia como nos antigos tempos? Você já se deu uma chance de viver um dia assim sem Internet, pesquisando em bibliotecas, lendo os jornais e revistas, vendo o telejornal, sem o seu sofisticado celular, Twitter ou Facebook, escutando rádio e atendendo telefones com fio ou sem fio? Tudo como antigamente? Conseguiria assistir a um filme no videocassete, escutar música em um disco vinil, jogar Atari e acompanhar o seriado na TV, sem fazer download? Conseguiria esquecer seu MP4, 5 ou IPod? Claro que se você tem menos de 30 anos esta pergunta não vale. Ela é direcionada as pessoas acima dos 40 anos.

Será que viver sem tudo isto durante um dia e quem sabe uma semana, você sofrerá de abstinência e ficará enlouquecido? Muitos dirão que sim. Nem conseguirão ficar sem seu super, mega celular. Twitter e outras ferramentas de comunicação, nem pensar. Dá loucura, pois o indivíduo se sente fora do mundo e completamente desinformado. Muitos da Geração X vão dizer que eram bons esses tempos, mas que preferem os de hoje.  temps que acpmpanhar os avanços é é a mais pura verdade.

A comunicação é mais rápida, já estamos acostumados com o ritmo alucinado da comunicação e já estão incorporados a nossa vida. A Geração X respara sim neste ritmo alucinado, mas conseguem acompanhar, sem nenhum problema.

Concordo com todos eles. Eu sou assim. Um ou dois dias fora do Twitter me sinto completamente desinformada. Mas, vejo muitas pessoas viverem sem tudo isto e muito bem. O celular serve apenas para falar e se sentem inteiramente satisfeitos. Leem jornais, revistas e desconhecem profundamente as tecnologias que nos ajudam no trabalho para facilitar nossas tarefas ou apenas para diminuir o estresse. Prefere jogar xadrez, gamão e uma paciência com baralhos verdadeiros e desconhecem os jogos virtuais como Farmville, Mafia Wars, Paciência Virtual, etc..

Parece incrível, mas é verdade. Muitos da Geração X, que pode ser seu primo, amigo ou tio desconhecem todas as tecnologias e vivem sem pavor de serem engolidos pelo mercado de trabalho. Levam uma vida agitada de trabalho, a mesma que a nossa, que utiliza todas as mídias e ferramentas disponíveis ou até mesmo levam uma vida pacata, como se estivessem parados no tempo. Mas, não estão. Muitos encaminham seus filhos para o sucesso sem utilizar todas as tecnologias que movem o nosso dia.

Tenho amigas que conhecem tudo o que existe, estão informadas, mas preferem ficar longe de toda esta loucura, de saber segundo a segundo o que está acontecendo no Brasil e no mundo. Usam no máximo e-mail ou celular e não possuem perfil em redes sociais. São admiradores do que usamos e aprendemos, mas possuem o chamado “problema entre cadeira e teclado”. Alguns chegam até mesmo a desconhecer a Internet, já ouviram falar no Orkut, Facebook e Twitter, porque são ferramentas muito comentadas na mídia.

Pasmem! Alguns são profissionais de grande sucesso e atuam plenamente. Como? Tenho um exemplo: uma grande amiga é uma excelente cirurgiã de tórax, trabalha em vários hospitais operando, participa de grandes congressos, sabe de todas as novidades de sua área, mas seu perfil no Orkut foi feito pelo seu marido, também médico. Ela mal lê e-mails ou se comunica por redes sociais. Isto é possível? A vida sem Internet, a velocidade da informação não é importante para sua carreira. Para ela, o que importa é o bem estar de seus pacientes e ficar na rede toma um tempo danado de seus horários de trabalho, apesar de ter consciência de que gastar umas horinhas na rede iria melhorar ainda mais os seus contatos com médicos no exterior e pesquisas que são divulgadas na Internet.

Estou escrevendo este artigo somente para lembrar que a vida ainda existe sem tudo isto e que este mundo paralelo sobrevive muito bem sem estes avanços e o estresse que ele proporciona, principalmente, para profissionais de comunicação, profissionais de TI, de web, entre outros que precisam estar constantemente informados. Caso contrário, sua carreira estará morta em questão de segundos por um “mercado cruel” com profissionais acima dos 40 anos.

Estes amigos também mandam cartas para os amigos, presentes e flores não virtuais, com o objetivo de manter a proximidade e o carinho. Não estou dizendo aqui que os bolos, beijos, abraços e flores virtuais não são encaminhados com carinho. Pelo contrário! Também não estou aqui fazendo apologia para que todos larguem tudo e voltem aos velhos tempos, pois sou adepta das mídias, celulares de última geração, avanços tecnológicos e não consigo mais viver sem isto. Sou uma profissional que levanta a bandeira para a preservação da memória e principalmente da digitalização de acervos culturais para que nada seja perdido. Além disso, sei que os avanços levaram a esta Geração X a obter muita informação e a absorver mais do que poderia para melhorar a sua carreira. Mas lembro, de que toda a informação vem carregada da sua urgência. São tantas informações geradas diariamente que acabam se acumulando. Não há tempo hábil para ler tudo. O dia deveria ter mais horas, somente assim, conseguiríamos ler tudo que nos é enviado e o que aparece na Internet. Assim mesmo, acho que fatalmente o acumulo seria inevitável. Ler tudo não é uma tarefa fácil e guardá-lo, mais ainda.

A nossa memória, o nosso cérebro tão misterioso, é capaz de absorver muitas informações ao mesmo tempo, mas não conseguimos armazenar tudo que vemos em apenas um único dia na rede. A velocidade da informação não é mais em segundos e sim em milésimos de segundos, o que torna impossível memorizar tudo. Então, o que não seria de nossa geração e das futuras gerações se não existisse esta tecnologia. A Geração Y nem pensa em viver sem isto e nem consegue imaginar como poderíamos viver sem isto. Acho que a geração X tão adaptada também, pois trabalharam duro para se adaptar e conquistar o seu espaço no mercado.

Acredito que a maior parte da Geração X está conectada tanto quanto a Geração Y e gostam de receber bolos e flores, abraços e beijos virtuais e dão extrema importância aos amigos de suas redes sociais. Mas, a Geração X, não conectada e que ainda vive sem os avanços tecnológicos, simplesmente não ligam e preferem viver desta forma. Uma questão de escolha neste mundo totalmente globalizado.

Termino o meu artigo com a frase de um famoso filme, da década de 80 e que se tornou Cult. É do diretor Ridley Scott, estrelado por Harrison Ford e Rutger Hauer: Blade Runner: Caçador de Androides. Este filme, lá atrás, nos meus tempos finais de faculdade de jornalismo mexeu muito comigo. Os avanços daquele filme já estão ultrapassados, mas os pensamentos não. Nele existiam replicantes e muitos nem tinham consciência de sua condição. Mas, os que sabiam queriam ter apenas a chance de viver mais. Sonho de todo ser humano. Eles queriam aprender mais.

A personagem de Rutger Hauer, o androide Roy, termina dizendo mais ou menos isso: “… vi muitas coisas. Todos os pensamentos e tudo que vive se perderão como uma lágrima na chuva. Hora de partir”. É o momento de sua morte.

Esta frase me marcou profundamente porque tudo pode ser armazenado, a história mundial, o que escrevi em posts, meu blog, minhas fotos. Mas, a única coisa que não poderá ser armazenada são os meus mais íntimos pensamentos e tudo, mas, tudo o que aprendi.

Então, será que meus amigos que fazem parte da Geração X e são “analfabytes” não estão melhor do que eu, que corro o dia inteiro atrás de notícias, avanços tecnológicos para me manter ativa na rede social, no Twitter e em outras mídias que surgirão? Será que toda esta correria e esse estresse vale a pena para nos manter no mercado? Questão para reflexão e escolha, como já dito.

A sensação que tenho é que haverá a qualquer momento um colapso de tudo por acusa de tanta urgência. Só quero deixar um alerta e fazer uma outra pergunta; será que o mercado corporativo deve ser tão cruel assim a ponto de exigir tudo para todos e de qualquer geração. Não tenho dúvida que tudo isto foi provocado pels avanços tecnológicos, mas o mercado deve ter toda esta sede? Será que realizar um bom trabalho, ser uma grande empresa, obter respeito do mercado não deve ser obtido somente pelo conhecimento mas também carregado de experiência? Fato que o mercado está esquecendo que a Geração X tem e até mesmo acima da média.

Não devemos voltar ao passado, devemos sorrir para os avanços em todas as áreas, mas devemos preservar uma qualidade de vida e o respeito pela expêriência que esta Geração tem e vem adquirindo.

 

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O diálogo está aberto

Temos observado nos mais recentes artigos de revistas, em congressos, workshops, etc., um aumento considerável em cima do tema: redes sociais. De um ano para cá, os profissionais e não profissionais de comunicação estudam este fenômeno ativamente para desvendar os mistérios das inúmeras ferramentas existentes no mercado com o objetivo de fazer novas estratégias de marketing para seus clientes. Os cursos de Pós-graduação em Marketing Digital andam lotados de jovens da Geração Y ávidos em assimilar e consumir tudo o que há de melhor nesta área.

A revista Veja desta semana, de 31 de março de 2010, trouxe na sua área Negócios na Internet, uma matéria excelente que fala sobre o “Desafio para as grandes empresas…”. É o que tenho falado ativamente nos meus posts e em palestras que tenho participado. Melhor ainda, tive as minhas opiniões corroboradas pela especialista em redes sociais, Chalene Li, em sua participação no Seminário sobre Estratégias em Redes Sociais da HSM, em São Paulo, no último dia 25 de março. Eu não sou especialista em redes sociais, tenho amigos muito mais engajados e especialistas do que eu. Na verdade, sou uma aprendiz de feiticeira nesta área e quero estudar muito para oferecer e conversar com meus clientes e amigos. Ainda estou caminhando, mas os estudos e as leituras que faço estão me levando para o caminho correto.

Para todos, redes sociais é um assunto novo, todos estão pisando em ovos, mas eu ainda estou quebrando muitos e até mesmo me arriscando com este post a dar meus pitacos, justamente porque a matéria da Veja e tudo o que li sobre a palestra da Charelene Li, no Seminário em São Paulo, coincidi com que venho achando em relação as redes sociais:  é uma nova forma de chegar perto dos clientes e as empresas devem dar muito mais atenção a esta nova forma de divulgação e comunicação.

E os queridinhos são nada mais nada menos do que o Twitter e o Facebook. Hoje, os dois juntos alcançaram status de redes sociais mais utilizadas no mundo, ultrapassando até mesmo no Brasil o Orkut e outras existentes. Estas redes não são tecnológicas são de puro relacionamento e devem ser encaradas como tal. Quando o Twitter foi criado há quatro anos, apenas adolescentes utilizavam o microblog para trocar experiências e escrever o seu diário pessoal e se comunicar com os amigos em apenas 140 caracteres, hoje esta ferramenta e o Facebook são utilizadas por grandes jornais, revistas, blogueiros e principalmente por grandes empresas para divulgar suas marcas, serviços, produtos e escutar o cliente, tanto para o bem quanto para o mal. As redes sociais deixaram o patamar de modismo para serem encaradas como ferramentas que podem aumentar o faturamento das empresas, desde que elas saibam utilizá-las corretamente. Na matéria da revista Veja, nos é relatado que a Universidade de Duke, nos Estados Unidos realizou uma pesquisa com as grandes companhias revelando o resultado de que 10% do orçamento hoje destas empresas são destinadas às redes sociais.

Mas fica dos especialistas no assunto e o no meu o seguinte comentário: para dedicar 10% do orçamento para as redes sociais, precisa-se ter absoluta certeza de que a utilização destas ferramentas será bom para os negócios. Deve-se saber principalmente, qual a melhor mídia e o que deve ser divulgado. Uma questão cultural.

Saber se engajar nas redes sociais aumenta o retorno financeiro, mas as empresas necessitam antes de tudo saber exatamente quais são as regras do jogo para que sejam mantidos os comentários positivos e, se a organização não tiver total certeza de sua participação na Internet, o melhor é ficar de fora. Mas, lembre-se: melhor contratar uma equipe rapidamente e estudar e montar uma área especializada, porque hoje ficar de fora das redes sociais é queimar o filme e acima de tudo é uma estratégia completamente arriscada. Certamente os concorrentes estarão conversando diretamente com seus clientes e tentando a todo custo resolver os problemas existentes o mais rápido possível do que aquela organização que ainda não entrou neste imenso mundo da tecnologia avançada.

Na matéria da Katia Cecotosti, editora do portal HSM Online, Charlene Li ressalta que “entrar nas redes não é o suficiente. É preciso entender o que está acontecendo em tempo real e estar pronto para interagir também em tempo real com as pessoas. Dar uma resposta em 24 horas já não é mais aceitável. “Para as empresas, ainda é difícil estabelecer o relacionamento na rede, por isso é importe ouvir, aprender com os clientes, mudando a forma de enxergar e estabelecer sempre o diálogo,”.

Muito simples o que Charlene Li nos revela: mudou a forma de comunicação com os clientes. Agora existe uma forma dinâmica de coversar direta e abertamente com os clientes. Com a simples disposição de dizer a eles que existe um problema, será resolvido, ou ainda, divulgar um produto e testá-lo de forma rápida para inseri-lo no mercado. A comunicação feita nas redes sociais traz a melhoria nos produtos, na criação de novos produtos, na linha de produção, no atendimento, etc..

Eu mesmo sigo diversas empresas e agências de publicidade que anunciam com exclusividade nas redes sociais seus produtos e anúncios antes mesmo da veiculação na TV aberta ou fechada.

Tanto a revista Veja quanto a Charlene Li ressaltaram o gigante dos cafés nos Estados Unidos, que em 2008 depois de fechar milhares de lojas achou uma oportunidade no Facebook e abriu uma comunidade com o objetivo de conversar com seus clientes. A empresa ouviu sugestões e discutiu de forma aberta a sua marca. Após abrir esta comunidade a Starbucks e outras empresas gigantes dos Estados Unidos tiveram um aumento de 20% de seu faturamento anual. O Facebook está ajudando a muitas empresas a melhorar a sua marca e é claro, a aumentar a suas vendas de produtos.

E não são apenas empresas que estão utilizando as redes sociais para divulgar seus produtos e falar com seus clientes. Muitos artistas famosos de Hollywood, cineastas e grupos de rock abriram suas comunidades no Facebook, Orkut, YouTube, Twitter para lançar seus discos, filmes, músicas, etc. Coldplay, U2, entre muitos outros participam destas redes para falar diretamente com os fãs e divulgar seus trabalhos. Recentemente, o filme “Alice no País das Maravilhas”, uma nova versão deste clássico conto e dirigido pelo excêntrico Tim Burton, teve a sua pré-estreia, com streaming aberto para os fãs para o mundo inteiro ver o seu lançamento em Londres. Somente esta página com fotos, vídeos do filme, entrevista com os atores possui mais de 1 milhão e 251 mil fãs. Já o U2, passou ao vivo via YouTube um concerto inteiro, diretamente dos Estados Unidos para todo o mundo, com anúncios via redes sociais.

Outro exemplo é o filme brasileiro “Nosso Lar”, baseado na obra do espírita de Chico Xavier, que tem estreia marcada para setembro de 2010 e está no Facebook, Orkut, Flick, MySpace e Twitter para quem quiser acompanhar.

No Brasil, empresas como a Skol, Pão de Açúcar, Petrobrás, IBM, já possuem alguma ferramenta específica desta área. Muitas empresas já estão trabalhando a pleno vapor com as redes sociais, criando o seu próprio departamento e investindo pesado, contratando os jovens da Geração Y especializados em redes sociais.

Mas estas ferramentas não estão disponíveis apenas para grandes empresas aumentarem o seu faturamento. Pequenas e médias empresas podem utilizar o Orkut, YouTube para divulgação de seus trabalhos e produtos. E muitas garantem que conseguiram popularidade com os vídeos virais, que se espalharam rapidamente pela rede.

A revista Veja conta, por exemplo, que a ideia da participação nas redes do gigante Pão de Açúcar veio do próprio dono Abílio Diniz, proprietário de um perfil no Twitter. Este empresário, de grande porte do setor brasileiro, enxergou a potencialidade das redes sociais e agora sua empresa possuiuma equipe especializada para monitorar 24 horas por dia o que seus clientes e seguidores estão discutindo.

Mas fica o meu alerta final. É uma questão cultural e de liderança. Sabemos que muitas empresas ainda não adotaram as redes sociais com medo de perder o controle. Fato que Charlene Li, também esclarece em sua palestra e como foi divulgado na matéria de Katia Cecotosti, editora do portal HSM Online:” O gestor precisa se preparar para abrir mão da necessidade de estar no controle das coisas o tempo todo. Fazer parte das redes sociais para muitas lideranças pode significar perder o controle. Mas como abrir mão do controle e continuar na liderança? Não participar das redes deixa o líder com menos chances de controle ser aberto e liderar desta forma requer da organização e de suas lideranças uma postura de ouvir ideias que podem vir de fora ou de dentro da companhia. Se a empresa estiver bem estruturada não há porque temer a falta de controle. O ideal é identificar os diferentes níveis de abertura que o líder precisará e compreender que a onda das mídias sociais é que controla as ações das lideranças, e não ao contrário.”

Ela ainda enfatiza na entrevista em que reproduzo aqui e acho de suma importância: “Você líder precisa ser mais aberto para criar uma relação de confiança e de familiaridade com seu público, mas com responsabilidade. E lembre-se: os líderes abertos são bons em entender e se recuperar de um fracasso. Entenda primeiro se você é um líder otimista ou pessimista em relação às redes, mas não se esqueça que as organizações bem sucedidas nas mídias tem uma ou mais pessoas otimistas nas lideranças”.

Para fechar o texto: com a chegada das redes sociais o relacionamento com o cliente ficou bem mais próximo e ainda permite que sejam criados novos relacionamentos e de diversas formas. Hoje não basta uma simples mensagem para o cliente, este, quer ouvir a voz da empresa. Somente as antigas técnicas de marketing não adiantam mais. O tom formal das organizações foi totalmente quebrado com a chegada das redes sociais e comandado espeficicamente pela Geração Y que está lotando o mercado e dominando plenamente esta área.

Empresa de pequeno, médio e grande analisem suas necessidades e se elas exigirem a implantação e o uso das redes sociais abrace este mundo e embarque neste transatlântico, vocês só têm a ganhar e a descobrir novas terras e novos mundos.  O diálogo está aberto.

 

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