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… e a Geração X começou assim

19 abr

Estamos no tempo da velocidade da informação e nós, da Geração X não nos damos conta de quanto fomos absorvidos por ela. Isto foi fundamental para que pudéssemos continuar no mercado de trabalho. Você que é desta geração já se deu conta de quanta coisa mudou?

A Geração X não nasceu como a Y, plugada, todos com um controle remoto na mão, um computador sempre ao alcance para fazer suas pesquisas e ajudar nas tarefas do dia a dia de trabalho. Esta Geração que nasceu na década de 60, teve a sua adolescência no final da década de 70, e fez a sua faculdade no inicio da década de 80, caminhou junto com os avanços e se adaptou conforme a tecnologia ia aparecendo e mostrando a suas diversas facilidades.

Lembro, quando era pequena, que comunicação vinha através de telefonemas, cartas, rádio, TV, jornais e revistas.  Por meio dos sorrisos e reuniões da família e dos amigos. Era um tempo bom e que todos viviam sem Twitter, Facebook, Orkut e outras redes sociais. Telefone celular era um sonho inexistente e as amizades construídas através do colégio se ampliavam conforme a formação de círculos de amizade.

E o amigo virtual? Aposto que ninguém nunca pensou em ter um ou até mesmo mais de mil em sua rede social.  A Geração X queria obter a sua formação acadêmica, entrar no mercado de trabalho e fazer jus ao diploma tão sonhado e suado nos quatro anos universitários.

As transações financeiras eram as mais precárias possíveis. Computador em banco? Acho que só existiam os main fraimes para processarem os balanços de final de ano. Posso falar um pouquinho sobre isto porque meu pai foi gerente de banco nesta época tão precária. Os saldos eram anotados em fichas e diminuídos conforme os cheques iam chegando ao banco e retiradas realizadas pelos clientes. Chega a ser cômico, pois tenho certeza que a Geração Y nem se dá conta de que o processo era feito desta maneira. Mas, funcionava.

Meu pai nem chegou a ver a era das grandes transações financeiras realizadas virtualmente. Faleceu ainda no início da década de 80, mas chegou a ver  e utilizar o primeiro computador para os caixas, o que dava velocidade para o trabalho dos funcionários dos bancos. Não  assitiu a    “morte”  do vinil, do vídeo cassete, o nascimento do celular e tudo que veio depois. Nossa, e ele faleceu há apenas 26 anos. Os avanços de lá para cá são incontáveis e fico me perguntando se meu pai conseguiria se adaptar tão facilmente a todas as estas tecnologias. No meu parecer acho que sim, pois ele estava maravilhado com o computador do banco e as poucas invenções que estavam surgindo.

Aprendi a escrever as matérias jornalísticas em máquinas de escrever elétricas,. Eram as mais avançadas do mercado e as pesquisas para os trabalhos universitários feitas em silenciosas bibliotecas recheadas de livros, monografias e teses disponíveis nas muitas estantes. Acho que ninguém da Geração X poderia imaginar uma Internet ao seu alcance, contendo milhares e milhares de informações, prontas para serem lidas, absorvidas, tudo para ajudar estudantes e profissionais.

E assim era a comunicação da Geração X. Todos se formaram e a maioria ainda está no mercado de trabalho. Esta é uma geração que se deparou com o primeiro computador e se deslumbrou com ele. Não teve receio, encarou, sorrindo e maravilhado para aquela máquina que “tudo” podia. Todos queriam era aprender e saber do que ela poderia ser capaz.

Quando a Internet chegou, esta Geração já estava trabalhando em um pique alucinado. O espanto foi grande, mas ninguém torceu o nariz. A rede era capaz de armazenava arquivos, histórias, documentos, tudo estava lá dentro ao alcance de um clique e a tecnologia também avançava a uma velocidade incontrolável, facilitando o trabalho e o dia a dia dessa Geração.

Ninguém poderia imaginar que em 30 anos a tecnologia teria um avanço tão grande. Hoje os registros realizados no início de tudo foram rapidamente substituídos pela comunicação via rede. E-mails foram tomando lugar das cartas seladas e enviadas pelos Correios. Claro que o e-mail ganharia um imenso fã clube. Quem não iria preferir esta ferramenta que escrevíamos em uma tela e com apenas um clique o remetente recebia a mensagem escrita em questão de segundos? Acabava o deslocamento até os Correios, gastos com selos, canetas e papel. Não havia mais a expectativa, a ansiedade e a demora para que o remetente recebesse a mensagem. Era a velocidade contra a burocracia dos Correios, que reinou durante séculos e estava perdendo rapidamente seu mercado monopolizado.

Bancos, Bolsas de Valores e todas as transações financeiras deixaram de ser feitas diretamente na boca do caixa ou com o gerente. A era da virtualidade impera nesta área. Ficou mais fácil pagar contas, aplicar em fundos e consultar saldos. Tudo via Internet.

Congressos, reuniões à distância e debates, podem ser realizadas por meio de plataformas antes vistas apenas na imaginação dos roteiristas de filmes de ficção científica. Livros já podem ser lidos nas telas de computadores e estudantes já contam com a ajuda do Google e da maior biblioteca virtual do mundo: a Wikipedia. Aqueles imensos volumes da enciclopédia Barsa deixaram de ocupar espaço na velha estante.

O avanço da tecnologia não acompanha mais o pensamento do homem e está cada vez mais rápida. Em menos de seis meses o telefone comprado hoje certamente estará obsoleto. E cada vez mais aparelhos celulares estão sofisticados, aproximando mais as pessoas e é claro, acabando com a velha privacidade.

Jornais e revistas, TVs e rádios já possuem sua versão virtual e os meios de comunicação precisam ser cada vez mais rápidos para atualizar seus leitores e conquistar mais adeptos. Aliás, os profissionais de comunicação tiveram que se adaptar rapidamente a estas tecnologias. Mesmo assim, muitos jornais e revistas de todo o mundo não suportaram os avanços da Internet e fecharam suas portas e demitiram milhares de jornalistas.

Fica a minha pergunta: Conseguiríamos hoje viver um dia como nos antigos tempos? Você já se deu uma chance de viver um dia assim sem Internet, pesquisando em bibliotecas, lendo os jornais e revistas, vendo o telejornal, sem o seu sofisticado celular, Twitter ou Facebook, escutando rádio e atendendo telefones com fio ou sem fio? Tudo como antigamente? Conseguiria assistir a um filme no videocassete, escutar música em um disco vinil, jogar Atari e acompanhar o seriado na TV, sem fazer download? Conseguiria esquecer seu MP4, 5 ou IPod? Claro que se você tem menos de 30 anos esta pergunta não vale. Ela é direcionada as pessoas acima dos 40 anos.

Será que viver sem tudo isto durante um dia e quem sabe uma semana, você sofrerá de abstinência e ficará enlouquecido? Muitos dirão que sim. Nem conseguirão ficar sem seu super, mega celular. Twitter e outras ferramentas de comunicação, nem pensar. Dá loucura, pois o indivíduo se sente fora do mundo e completamente desinformado. Muitos da Geração X vão dizer que eram bons esses tempos, mas que preferem os de hoje.  temps que acpmpanhar os avanços é é a mais pura verdade.

A comunicação é mais rápida, já estamos acostumados com o ritmo alucinado da comunicação e já estão incorporados a nossa vida. A Geração X respara sim neste ritmo alucinado, mas conseguem acompanhar, sem nenhum problema.

Concordo com todos eles. Eu sou assim. Um ou dois dias fora do Twitter me sinto completamente desinformada. Mas, vejo muitas pessoas viverem sem tudo isto e muito bem. O celular serve apenas para falar e se sentem inteiramente satisfeitos. Leem jornais, revistas e desconhecem profundamente as tecnologias que nos ajudam no trabalho para facilitar nossas tarefas ou apenas para diminuir o estresse. Prefere jogar xadrez, gamão e uma paciência com baralhos verdadeiros e desconhecem os jogos virtuais como Farmville, Mafia Wars, Paciência Virtual, etc..

Parece incrível, mas é verdade. Muitos da Geração X, que pode ser seu primo, amigo ou tio desconhecem todas as tecnologias e vivem sem pavor de serem engolidos pelo mercado de trabalho. Levam uma vida agitada de trabalho, a mesma que a nossa, que utiliza todas as mídias e ferramentas disponíveis ou até mesmo levam uma vida pacata, como se estivessem parados no tempo. Mas, não estão. Muitos encaminham seus filhos para o sucesso sem utilizar todas as tecnologias que movem o nosso dia.

Tenho amigas que conhecem tudo o que existe, estão informadas, mas preferem ficar longe de toda esta loucura, de saber segundo a segundo o que está acontecendo no Brasil e no mundo. Usam no máximo e-mail ou celular e não possuem perfil em redes sociais. São admiradores do que usamos e aprendemos, mas possuem o chamado “problema entre cadeira e teclado”. Alguns chegam até mesmo a desconhecer a Internet, já ouviram falar no Orkut, Facebook e Twitter, porque são ferramentas muito comentadas na mídia.

Pasmem! Alguns são profissionais de grande sucesso e atuam plenamente. Como? Tenho um exemplo: uma grande amiga é uma excelente cirurgiã de tórax, trabalha em vários hospitais operando, participa de grandes congressos, sabe de todas as novidades de sua área, mas seu perfil no Orkut foi feito pelo seu marido, também médico. Ela mal lê e-mails ou se comunica por redes sociais. Isto é possível? A vida sem Internet, a velocidade da informação não é importante para sua carreira. Para ela, o que importa é o bem estar de seus pacientes e ficar na rede toma um tempo danado de seus horários de trabalho, apesar de ter consciência de que gastar umas horinhas na rede iria melhorar ainda mais os seus contatos com médicos no exterior e pesquisas que são divulgadas na Internet.

Estou escrevendo este artigo somente para lembrar que a vida ainda existe sem tudo isto e que este mundo paralelo sobrevive muito bem sem estes avanços e o estresse que ele proporciona, principalmente, para profissionais de comunicação, profissionais de TI, de web, entre outros que precisam estar constantemente informados. Caso contrário, sua carreira estará morta em questão de segundos por um “mercado cruel” com profissionais acima dos 40 anos.

Estes amigos também mandam cartas para os amigos, presentes e flores não virtuais, com o objetivo de manter a proximidade e o carinho. Não estou dizendo aqui que os bolos, beijos, abraços e flores virtuais não são encaminhados com carinho. Pelo contrário! Também não estou aqui fazendo apologia para que todos larguem tudo e voltem aos velhos tempos, pois sou adepta das mídias, celulares de última geração, avanços tecnológicos e não consigo mais viver sem isto. Sou uma profissional que levanta a bandeira para a preservação da memória e principalmente da digitalização de acervos culturais para que nada seja perdido. Além disso, sei que os avanços levaram a esta Geração X a obter muita informação e a absorver mais do que poderia para melhorar a sua carreira. Mas lembro, de que toda a informação vem carregada da sua urgência. São tantas informações geradas diariamente que acabam se acumulando. Não há tempo hábil para ler tudo. O dia deveria ter mais horas, somente assim, conseguiríamos ler tudo que nos é enviado e o que aparece na Internet. Assim mesmo, acho que fatalmente o acumulo seria inevitável. Ler tudo não é uma tarefa fácil e guardá-lo, mais ainda.

A nossa memória, o nosso cérebro tão misterioso, é capaz de absorver muitas informações ao mesmo tempo, mas não conseguimos armazenar tudo que vemos em apenas um único dia na rede. A velocidade da informação não é mais em segundos e sim em milésimos de segundos, o que torna impossível memorizar tudo. Então, o que não seria de nossa geração e das futuras gerações se não existisse esta tecnologia. A Geração Y nem pensa em viver sem isto e nem consegue imaginar como poderíamos viver sem isto. Acho que a geração X tão adaptada também, pois trabalharam duro para se adaptar e conquistar o seu espaço no mercado.

Acredito que a maior parte da Geração X está conectada tanto quanto a Geração Y e gostam de receber bolos e flores, abraços e beijos virtuais e dão extrema importância aos amigos de suas redes sociais. Mas, a Geração X, não conectada e que ainda vive sem os avanços tecnológicos, simplesmente não ligam e preferem viver desta forma. Uma questão de escolha neste mundo totalmente globalizado.

Termino o meu artigo com a frase de um famoso filme, da década de 80 e que se tornou Cult. É do diretor Ridley Scott, estrelado por Harrison Ford e Rutger Hauer: Blade Runner: Caçador de Androides. Este filme, lá atrás, nos meus tempos finais de faculdade de jornalismo mexeu muito comigo. Os avanços daquele filme já estão ultrapassados, mas os pensamentos não. Nele existiam replicantes e muitos nem tinham consciência de sua condição. Mas, os que sabiam queriam ter apenas a chance de viver mais. Sonho de todo ser humano. Eles queriam aprender mais.

A personagem de Rutger Hauer, o androide Roy, termina dizendo mais ou menos isso: “… vi muitas coisas. Todos os pensamentos e tudo que vive se perderão como uma lágrima na chuva. Hora de partir”. É o momento de sua morte.

Esta frase me marcou profundamente porque tudo pode ser armazenado, a história mundial, o que escrevi em posts, meu blog, minhas fotos. Mas, a única coisa que não poderá ser armazenada são os meus mais íntimos pensamentos e tudo, mas, tudo o que aprendi.

Então, será que meus amigos que fazem parte da Geração X e são “analfabytes” não estão melhor do que eu, que corro o dia inteiro atrás de notícias, avanços tecnológicos para me manter ativa na rede social, no Twitter e em outras mídias que surgirão? Será que toda esta correria e esse estresse vale a pena para nos manter no mercado? Questão para reflexão e escolha, como já dito.

A sensação que tenho é que haverá a qualquer momento um colapso de tudo por acusa de tanta urgência. Só quero deixar um alerta e fazer uma outra pergunta; será que o mercado corporativo deve ser tão cruel assim a ponto de exigir tudo para todos e de qualquer geração. Não tenho dúvida que tudo isto foi provocado pels avanços tecnológicos, mas o mercado deve ter toda esta sede? Será que realizar um bom trabalho, ser uma grande empresa, obter respeito do mercado não deve ser obtido somente pelo conhecimento mas também carregado de experiência? Fato que o mercado está esquecendo que a Geração X tem e até mesmo acima da média.

Não devemos voltar ao passado, devemos sorrir para os avanços em todas as áreas, mas devemos preservar uma qualidade de vida e o respeito pela expêriência que esta Geração tem e vem adquirindo.

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13 Respostas para “… e a Geração X começou assim

  1. Ricardo Nespoli

    19/04/2010 at 22:49

    Jana, não vale a pena vivermos na angústia do novo. É impossível acompanhar o novo, o que está na frente e é impossível viver no passado, olhando para trás. O que é possível é o presente, olhar para o lado e compartilhar com o outro. Cada um sabe algo que o outro não sabe. O bom deste momento é não ter mais receio de não saber de tudo. O bom deste momento é perguntar. Gostei muito do teu artigo, me vi nele. Geração X . A partir de 1986 troquei meu windsurf por um saxofone que troquei por uma camcorder japonesa que troquei por uma passagem para o exterior, porque o Collor chegou no poder. O filme “Terra estrangeira” do Walter Salles é geração X tb. É triste, é blade runner. Nã, não vale a pena. O barato é olhar por lado.

     
    • janamachado

      19/04/2010 at 23:21

      Oi Ricardo,

      Obrigada pelo comentário. Fica só a minha dúvida.
      A angústia que me preocupa não é do conhecimento, não é olhar para frente, não o de aprender, porque muitos adoram isto e acham necessário para o seu bem estar. Não quero que a Geração X viva do passado. Nuca! Ela deve aprender sempre e olhar para frente.
      Lancei somente um desafio, pois vi que a Geração Y não consegue ficar desconectada um só instante. Este teste foi feito pela Globo e as pessoas quase enlouqueceram.
      O que falo mais é a angústica que o novo provoca por causa do mercado corporativo que está cada vez mais cruel com os profissionais da Geração X. Tende a ser pior com a Geração Y e mais ainda com a Geração seguinte que nem letra recebeu ainda. Ou, recebeu e ainda não sei.
      No meu parecer acho que o mercado corporativo deve ter um freio e tender a ser menos cruel. Mas, sei que será impossível, pois neste mundo globalizado e veloz é impossível.
      Estamos na era da troca de informações e de conhecimento, mas quem por afirmar que está ocorrendo relamente esta troca de conhecimento? Se vc compartuilha está arriscado a perder o seu posto no mercado de trabalho.
      Por este motivo tenho minhas desconfianças.
      Não encare o artigo como uma apologia a volta ao passado, encare que o mercado era mesno cruel. Mas, lembro de conversas com minhas amigas no final da década de 80 que isto fatalmente aconteceria. Uma profecia que se revelou verdadeira.
      Thanks e retorne sempre

       
  2. Marcelo

    20/04/2010 at 08:38

    Bom dia, Janaina.
    Gostei muito da sua matéria e até me identifico bastante com alguns pontos mesmo não tendo completado 40 anos ainda. Mas passei por muitos dos “marcos” por você descritos (atari, vinil, fita cassete, video, etc) e agora estou curtindo as evoluções.
    Engraçado mas lendo a sua matéria temos muitas coisas em comum, meu pai também trabalho em banco, mas para minha sorte ainda esta vivo e particpando das evoluções, vc é jornalista e o meu irmão também, ou seja, o ambiente é muito similar.
    Quanto a nova geração, fico realmente impressionado e preocupado ao mesmo tempo, vejo os meus filhos e o ambiente em que vivem onde seus pais super ocupados trabalham 16h/dia, os filhos ficam ou em escola integral ou tem diversas atividades conjuntas (escola, inglês, natação, balet, aula de música, etc) e as principais com a convivência dos pais não existe ou é muito rara.
    As crianças/adolecentes de hoje também tem pais virtuais, carinho virtual e aprende o que ser ou o que não devem ser por tentativa e erro.
    Vejo crianças com 10 ou 12 anos já com crise de stress ou pânico, falta de humor e branquinhas como frango de granja, o sol os irrita e brincadeiras com imaginação ou estórias inventadas são chatas.
    Tento ainda manter um pé em cada um dos mundos e ensinar ao meus filhos a ter imaginação, criatividade e ser social (atividade nada fácil nos dias de hoje).
    O futuro deles depende de nós, de como os iremos preparar para enfrentar este mundo que consome cada vez mais e ao mesmo tempo estimula.
    Um grande abraço, de seu amigo virtual.
    Marcelo.

     
    • janamachado

      20/04/2010 at 13:15

      Olá Marcelo,

      Obrigada por comentar a matéria. A minha matéria foi para trazer esta reflexão e vc conseguiu. Em todos os aspectos. Não quero que os profissionais voltem ao passado, mas temos que procurar mais qualidade de vida, principalmente para as crinaças, as futuras gerações que dependem de nós.
      Podemos manter os pés nos dois mundos é só saber fazer. Tenhoamigos que conseguem isto.
      Como não tem jeito e o mercado exige muito de nós, temos que seguir em frente.
      Obrigada por seu comentário e volte sempre.
      Abs

       
  3. janamachado

    20/04/2010 at 13:27

    Este comentário foi postado no LinkedIN Group – Rio de Janeiro In, por Margareth Moraes e eu reproduzo aqui

    “Olá, Janaína. Parabéns pelo belo texto, inteligente, interessante e provocador. Sou da geração X, mais que isto, nasci como profissional de TI no início dos anos 80, participei ativamente do nascimento e absorção de várias tecnologias citadas em seu artigo. De tudo o que foi abordado, gostaria de destacar a questão do seu uso, sua aplicação. Tecnologia é maravilhoso, existe para nos trazer uma maior qualidade de vida, mas, infelizmente, muitos não conseguem reter o que é bom e estar no controle do que realmente necessita e deseja. Deixar-se guiar por modismos, crer que dá “status” portar alguma novidade tecnológica, utilizar os meios de comunicação (redes sociais, email, torpedos etc) de forma desgastante e ansiosa, nada disto acrescenta. Com certeza, nosso conforto está amparado em boa parte dos avanços tecnológicos dos quais usufruímos hoje, para mim seria difícil retroceder, mas não abro mão de um relacionamento saudável com a tecnologia.”

     
  4. João Thiago de Oliveira Santos

    21/04/2010 at 13:50

    “Eu vejo o futuro repetir o passado, eu vejo um museu de grandes novidades. O tempo não para (agora sem acento diferencial, depois da Reforma Ortográfica)”. (Cazuza).

    Parabéns pela reflexão, completa, inteligente e capaz de levar seus leitores à análise dos fatos correntes.
    João Thiago de Oliveira Santos, Recife-PE.

     
    • janamachado

      21/04/2010 at 14:02

      João Thiago,

      Muito obrigada pelo comentário. Fico muito feliz de ter despertado esta reflexão, não somente em mim mas, em meus leitores.
      Abs e volte sempre.

       
  5. Paulo Freitas

    22/04/2010 at 15:46

    Olá Janaína,

    Parabéns pela bela análise e profunda sensibilidade da sua matéria. Sou seu contemporâneo de período histórico, e pelo conteúdo de seu texto, das suas crenças e convicções. No começo desta semana assisti uma excelente palestra sobre a “Geração Y”, em uma faculdade na qual desenvolvo trabalho como mentor de estudantes de último ano de graduação. Nesta palestra, um dos “sintomas” apontados para esta nova geração é a ansiedade e a angústia, que até é típico de jovens de qualquer época, mas que nesta geração acaba tomando corpo de quase uma neurose, com direito a tratamento de terapeutas e psicólogos. Esta fobia generalizada de “ter de saber tudo o que está acontecendo a todo momento”, além de pouco útil é frustrante, pois é literalmente impossível de ser atingida. Acredito que cabe uma análise de todos que direta ou indiretamente agem na formação desta nova geração para mostrar que estas ferramentas de informação, sem dúvida importantíssimas, são meios e não fins. Apesar de tanta facilidade de acesso a informações, vejo os novos profissionais desta geração, pois atuo também como consultor de empresas, desinformados e em alguns casos até desatualizados sobre temas de suas atividades profissionais. Conheço alguns jovens profissionais que tem em seus “orkuts” mais de 1.000 “amigos virtuais”, se é que se pode chamar de “amigo”, mas não conseguem se relacionar com dez pessoas em seu ambiente de trabalho.
    Novamente, parabéns pela sua matéria: clara e sensível, sem ser piegas.
    Abraços,
    Paulo Freitas

     
    • janamachado

      25/04/2010 at 00:26

      Paulo,
      Obrigado por deixar seu comentário. Tentei responder ontem mesmo, mas o wordpress não abria de jeito algum a página de respostas. Para você ver como a gente depende da tecnologia para dar uma resposta imediata a um leitor.
      Não tenho o que mediar com você, excelente as suas observações. Você comentou exatamente o que encontro e tenho encontrado em meus longos anos de carreira na área de comunicação.
      Mas, a sua experiência é bem relevante para o que escrevi, pois é mentor de estudantes e eu vejo esta garotada com mais de mil “amigos virtuais e muitos eles nem conhecem.
      Confesso que na minha lista de quase 400 conheço poucos, mas todos tem interesses na mesma área. Pelo menos procuro ter um filtro assim.
      Obrigada por sua excelente participação.
      Volte sempre!

       
  6. Edwagney Luz

    24/04/2010 at 21:16

    Olá Janaina, Boa Noite!
    Há tempos venho questionando as companhias por essas políticas de oxigenação que dizem fazer. No meu ponto de vista estão sim “juniorizando” a empresa, retirando a experiência e no lugar colocando inexperientes recém-formados. É estranho isso, pois as pessoas que estão no comando em geral são pessoas com um certo nível de experiência e sabem que precisaram adquirir certa experiencia, não tecnológica, mas humana para chegarem onde estão. O trato com pessoas é diferente do trato com a tecnologia.

    O trecho do seu texto: “Será que realizar um bom trabalho, ser uma grande empresa, obter respeito do mercado não deve ser obtido somente pelo conhecimento mas também carregado de experiência? Fato que o mercado está esquecendo que a Geração X tem e até mesmo acima da média.”, mostra claramente isso.

    Não sou nenhum guru, mas pelo que vejo teremos sérios problemas gerenciais no futuro por conta da ganância por resultados imediatos a qualquer custo em detrimento à evolução contínua baseada na sustentabilidade. Se quem tem experiencia estão cada vez mais fora, não vai haver continuidade evolutiva. O que vai acontecer com isso, é uma perda grande de tempo com a reinvenção da roda.

    Abraços e parabéns pelo texto!

     
    • janamachado

      25/04/2010 at 00:31

      Olá Edwagney,

      Obrigada por sua participação em meu blog.
      Realmente venho questionando e pensando muito sobre o que está acontecendo nas organizações. Não sou contra a evolução da Geração Y. Pelo contrário. Acho que deve haver plena convivência e respeito para que haja uma transição tranquila como ocorreu na Baby Boommers para a nossa.
      Mas, venho observando de uns quatro anos para cá que isto não ocorre. São raras as empresas que podem virar cases de sucesso na convivência e respeito entre a geração X e Y.
      Como vc mesmo disse. Temos que ter cuidado para que não aconteça uma grande perda de tempo com a reinvenção da roda, mas pelo jeito…vamos passar por isto.
      Volte sempre!
      Estou fazendo uma série de textos para abordar o assunto e tocar em “feridas” que não são exploradas por muitos gestores.

       
  7. Amauri José Junqueira

    25/04/2010 at 12:26

    Olá Janaina

    Vejo um pouco como o Paulo e um pouco como o Edwagney, acho que a galera da geração Y muito tímida, só se soltando na frente do computador, então está despreparada para trabalhar em grupo e isto pode ser um imenso problema. Com relação à substituição de profissionais experientes pelos mais novos, já vi isto acontecer quando não existia tanta informação nem internet, na fase da geração Yupie e lembro bem que a quebradeira nas empresas foi geral, o mesmo acontecendo quando houve a famigerada reengenharia, algo que deveria ser muito bom, pois a idéia era ser eficiente e as empresas tomaram isto como redução de pessoal. Ainda hoje vejo empresas preocupadas com isto somente, redução de custos, e não com a concorrência e princpalmente com seu cliente. Então, não acho que haverá este downsizing de substituir totalmente um quadro de pessoa mais velhas pelos da geração Y, mas entendo que isto tem que acontecer em algumas posições, para realmente oxigenar as empresas, ou seja, compartilhar opiniões. É muito legal vc aprender uma tecnologia nova com este pessoal, assim como é muito legal ensiná-los a tomar decisões e de como encarar novas experiências, que não tem como “deletar” se não der certo.

     
  8. Rubens Ornelas

    04/06/2010 at 13:01

    Disse tudo Amauri!

     

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