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Postura Empresarial

21 jul

200573715-001Acho que postei um texto polêmico. Esta impressão irá depender de cada leitor. Alguns irão achar que estou certa e outros acharão que estou completamente equivocada. Mas, este post está sendo publicado com base em algumas lembranças que passei nestes últimos 10 anos, quando trabalhei com comunicação interna para uma grande empresa. Aprendi que além de muito estudo, ter dedicação ao trabalho, atender bem o cliente, passar motivação, valorizar funcionários, e informar bem todos que fazem parte da organização, era preciso adicionar ao meu perfil, uma postura empresarial.

Não estou me referindo ao modo de andar, falar etc. Mas, do funcionário aprender a se comportar diante de seu cliente interno. Saber atendê-lo adequadamente, ouvi-lo e respeitá-lo acima de qualquer relacionamento interno/externo. Claro que nos deparamos com clientes que acham que sabem mais do que você na área em que atua. São até arrogantes e prepotentes. Mas, você é profissional o suficiente para driblar esta situação com sua experiência.

Os recrutadores de RH deveriam ter mais tempo para analisar com cuidado o perfil e o psicológico de um candidato. Infelizmente isto não acontece devido à urgência para a ocupação de vagas nas empresas. A observação sempre é feita com mais detalhes por colegas e gestores no dia-a-dia de trabalho.

Parece bobagem, mas não é. Muitas vezes a postura de um simples funcionário pode acabar com uma equipe inteira e comprometer o trabalho e o esforço feito por meses e anos.

Não estou dizendo neste texto que os funcionários devem se portar como se trabalhassem para a Rainha da Inglaterra e obrigados a seguir o livro de etiqueta do Palácio de Buckingham. Claro que em uma reunião surgem momentos de descontração. Quero realmente dizer que certas posturas devem ser mantidas quando estamos diante de um cliente. A principal delas é manter uma atitude profissional, mesmo que do outro lado da mesa ou da linha esteja o seu melhor amigo de infância.eds033

Para mim, sempre um bom modo de fazer esta observação é confiar ao novo funcionário um evento supervisionado. As visitas técnicas são boas para este tipo de análise. Já tive pupilos que se revelaram em eventos e nestas visitas técnicas. Esqueciam tudo que eu havia lhe ensinado. Apresentava-se ao microfone não como coordenador, mas como se estive perante amigos do colegial. Mesmo não tendo a intenção, se portava de maneira equivocada, espelhando a postura que toda a equipe não tinha.

Além de todos os itens já relacionados no ótimo livro do Paulo Clemen, “Como Implementar uma área de Comunicação Interna”, ainda incluiria nesta lista, o comportamento e a postura. Manter um pouco de etiqueta, saber se apresentar, falar com seu cliente, diretores, presidentes, convidados da empresa de forma respeitosa etc. Temos    que ir além de tudo que aprendemos em casa, quando nossos pais nos ensinam segurar um garfo, falar, andar e saber se vestir. É importante nos portamos adequadamente em certas situações.

Como está no dicionário Houaiss postura é se comportar; porte; de proceder; posicionamento.

Vale lembrar que postura empresarial não está somente em manuais de como utilizar o e-mail, o twitter, a Intranet, os blogs empresariais etc. Está inserida também dentro do Código de Ética e Políticas Internas. Os funcionários precisam entender o que a empresa quer e qual a postura exigida, para que a organização seja uma referência, tanto externa quanto interna.

Alguns devem estar se perguntando. Mas, será que o autor deste post nunca perdeu a postura empresarial? Sim, mas tive dois mestres rigorosíssimos, que me ensinaram muito e estavam atentos a tudo que eu fazia, e ao sinal de um pequeno ou grande deslize eles conversavam comigo e prometia que nunca mais iria acontecer.

Depois de ler este post se autoanalise. Veja como você está se portando diante de seus clientes e dentro da empresa. Lembre-se que durante seu atendimento pode sim, haver descontração, mas nunca intimidades. Leia sempre o Código de Ética de sua empresa e a Política interna. Desta forma, estará evitando desconfortos empresariais.

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18 Respostas para “Postura Empresarial

  1. ricardo nespoli

    21/07/2009 at 19:02

    Gosto muito do que vc escreve. Concordo com cada palavra. E gostaria de inserir uma palavra, porque o texto estaá pedindo que vc escreva mais. Esta palavra é AMOR. Amor humano, ele parece implícita no texto. E eu no meu trabalho com comuninação interna, aprendi a duras penas que postura empresarial tem que tem amor. Amor não é intimidade, amor é respeito. Obrigado pelo texto

     
    • janamachado

      21/07/2009 at 19:12

      Ricardo,

      Se era para me emocionar você conseguiu. Este txt estava engavetado tem mais de uma semana. Estava com receio de colocá-lo no ar. Mas, tive um incentivo muito grande, vcs leitores e minha mãe que me ensinou sempre que postura empresarial é muito importante na profissão.
      Você mesmo disse, está implícito a palavra AMOR. Acho que consegi dizer tudo. Peço apenas desculpas se houver v´rugulas erradas ou erro da nova ortografia. O receio foi tão grande que este texto que está postado é a sexta versão. Foi altamente modificado para não ferir profissionalmente pessoas que conheço. De qualquer forma, são excelentes profissionais que precisam ser lapidados. Como eu fui. Mas, infelizmente não aceitam a lapidação e martelam no mesmo erro.
      Obrigada pela sua leitura e seu carinho.
      Jana

       
      • Robson Lelles

        23/07/2009 at 07:37

        Janaína:
        Não deveríamos ter medo de falar a verdade. Podemos até duvidar da eficácia daquilo que escrevemos, pois nem sempre as pessoas estão prontas ou dispostas para ouvir o que temos a dizer. Mas se dizemos a verdade, é questão de tempo para que aqueles que não estão prontos amadureçam e os indispostos se predisponham a encarar o inevitável – mesmo que muito, muito tempo depois.
        Gosto do tom da verdade que você usa em seus textos. Jamais o abandone, sob pena de perder o que talvez lhe seja o maior diferencial no seu contexto.
        Sou-lhe grato pelos seus escritos.

         
      • janamachado

        23/07/2009 at 18:33

        Tks Robson!
        Realmente, levei algum tempo para lapidar este texto com receio de agredir, fato que não seria verdade, pois o que desejava era passar uma boa lição aos meus leitores. Escrever sobre comunicação interna é compicado e fazer mais ainda. Muitos pesam que é extremamente fácil. Fazer comunicação interna e ter perfil não é somente fazer eventos, como festa de Natal, como muitos entendiam em meu antigo trabalho.
        Mas, continuarei seguindo esta trilha, porque é desta maneira que sei escrever e passar aos leitores todo o meu conhecimento em comunicação interna. Tenho mestres e ídolos e estarei sempre me espelhando nele.
        Nesta nova jornada estou conhecendo profissionais excelentes e de grande valor que concordam com que escrevo e trocamos informações e está sendo valoiso demais para mim.
        Agradeço demais o seu comentário e volte sempre.
        Um grande abraço,
        Janaína

         
      • Robson Lelles

        24/07/2009 at 12:09

        Janny:
        Apenas lembre-se que muitas vezes atingimos a unanimidade com meia dúzia de pessoas a favor e 20 milhões contra. Quem escolhe o lado da unanimidade – contra ou a favor – é você.

        Nunca espere por 100% de aprovação para deflagrar um conceito que te ocupa muito tempo na mente e no coração. Simplesmente dê vazão ao conteúdo e deixe que quem quiser dê a forma que mais lhe agrada. No fim, apenas algumas dessas formas subsistirão, mas o conteúdo ainda estará lá.

        Abs,
        Robson Lelles.

         
  2. Janny

    22/07/2009 at 19:06

    Perfeito o post e concordo plenamente. Cada ambiente exige um comportamento e dentro das empresas temos que seguir a risca as orientações da empresa, além de atender as expectativas da empresa, o comportamento adequado traz respeito e confiança, pois muitos deslizes são motivo de penalidades financeiras e até demissionais em alguns casos.
    Digo isso, por que já participei de comites de avaliação e já vi funcionário “perdendo” bônus por não se comportar adequadamente.
    Então, se vc está em casa comporte-se a vontade, mas dentro de sua empresa respeite sempre as orientações e os sinais de comportamente que lhe são exigidos todo o tempo.

     
    • janamachado

      22/07/2009 at 19:14

      Olá Janny,

      Obrigada pelo seu retorno. Concordo plenamente com a sua avaliação. Ainda mais com sua finalização.
      A vivência foi tudo. O que aconteceu foi de largar pessoas que não queriam ouvir minhas observações.
      Obrigada por publicar o comentário aqui tbém.
      Volte sempre!
      Estou pensando em posts sobre risco. Empresas que destruiram suas marcas. isto anda bem em evidência. Acho que vc vai gostar. (rs)
      Abs

       
  3. Marco

    23/07/2009 at 09:34

    Jana,
    concordo com o seu post, o contrario que voce esperava de nao adesao as suas palavras.

     
    • janamachado

      23/07/2009 at 18:35

      Obrigada Marco,

      Volte sempre, pois é muito importante a opinião de vcs.
      Abs,
      Janaína

       
  4. Augusto Pinto

    23/07/2009 at 15:43

    Janaína, muito pertinentes seus comentários. Em nossa empresa damos preferência ao DNA aderente ao nosso perfil, em detrimento apenas de um CV brilhante. Profissionais que se comportam de maneira inconveniente perante um clinte, ou a seus colegas (isso é relativo, pois o que incoonveniente para um CEO pode ser normal para um ator de teatro), destroem reputações e/ou geram desmotivações.

     
    • janamachado

      23/07/2009 at 18:37

      Obrigada por sua leitura e comentário.
      Seu último parágrafo teve uma observação extremamente pertinente.
      Volte sempre, pois gostei muito de suas observações.
      Abs,
      Janaína

       
  5. Everton

    23/07/2009 at 19:25

    Janaina,

    Concordo que os profissinais devam seguir o perfil “sugerido” pelo “Código de Ética de sua empresa ou a Política interna”. Entretanto, tenho minhas dúvidas se os “regulamentos” internos corporações brasileiras levam em consideração as questões de diversidade cultural, características do povo brasileiro. Geralmente nossas empresas adotam posturas “importadas” de outras culturas ou definem a “régua” a partir de uma única lógica, sem levar em consideração nossos regionalismos e individualidades. O que é correto para uns não pode (nem deve) ser correto para outros. Uma empresa que preza pela diversidade deve abrir espaço para diferentes formas de expressão, comportamento etc.
    Outro ponto que nunca é abordado de forma clara e transparente são os assuntos que tratam da intimidade. Estes temas, após um determinado tempo de convívio, surgirão inevitavelmente. Não adianta dizermos que o melhor é “manter uma postura profissional”, quando sabemos que fora dos portões todos somos humanos com características únicas que não deveriam ser “escondidas” no ambiente profissional.
    Espero ter contribuído para a discussão!

     
    • janamachado

      23/07/2009 at 19:36

      Claro que contribuíu e muito para o assunto.
      Mas, discordo um pouco do que vc disse Everton. Explico: local de trabalho, apesar de surgir intimidades não é local para ser tratar deste assunto. Você acha certo um amigo seu de trabalho chamar o presidente da empresa de meu grande amigo e colega? Acha crto ele dar tapinha nas costas dele porque torce pelo mesmo time que o dele? Acha certo um amigo seu em uma reunião, chamar de ladrão o tio de um diretor, mesmo que ele não esteja ganhando nada com os ganhos fáceis do tio? Acha certo uma amigo seu cair de bêbado em uma festa de confraternização e chamar todas as suas amigas de gostosa e lindas porque estava bêbado demais? É este tipo de postura que estou me referindo. Certos comportamentos que alguns colegas nossos de trabalho apresentam e que não deveriam aparecer nem em casa. Independente de classe social, cultura, religião etc. .
      Ambiente profissional é ambiente profissioal, nossa casa é nossa casa e nossos amigos são nossos amigos.
      Mas, quero agradecer profundamente sua opinião e seu comentário e o respeito muito.
      Este espaço está aberto e publicarei sempre todos os comentários e na íntegra.
      Volte sempre e deixe suas observações, pois é muito, mas muito importante para a nossa consultoria.
      Abraços,
      Janaína

       
  6. Sthenyo Amadei

    24/07/2009 at 10:23

    Janaína,
    Muito obrigado por colocar em palavras algo que é senso comum, mas que eu nunca vi escrito em nenhum código de conduta.

     
  7. leobraganca

    31/07/2009 at 14:39

    Jana, ótimo texto! Nós cariocas, em especial, deixamos para lá muito do que seria considerado “postura”. Sabemos que existe um ti ti ti nos corredores, na hora do cafezinho, portanto temos que zelar por nossa imagem, tendo atenção ao que falamos, vestimos etc.

    Eu já faltei com postura uma vez. Foi um episódio no qual me arrependo muito e por muita sorte não sofri consequências. Prefiro deixar isso enterrado, rs.

    Sobre os manuais, vou compartilhar duas histórias envolvendo vestuário.

    A primeira foi em época de copa do mundo. Liberamos num dia de jogo o uso de camisetas alusivas à seleção brasileira. Pois algumas mulheres aproveitaram-se disso para usar camisatas amarelas com decotes enormes, proibidos no dress code. É só deixar uma brecha que alguns aproveitam para abusar.

    A outra história foi do meu primeiro contato com o dress code dessa mesma empresa. Li em algum ponto que era proibido o uso de pantufas. Ora, é a coisa mais óbvia do mundo que um funcionário não use pantufas! Sempre que vejo coisas esdrúxulas num regulamento qualquer, sempre vou atrás daquilo, pois sei que tem história ali. Pois bem, certa vez uma executiva da empresa foi trabalhar num sábado. E para ficar mais à vontade levou pantufas para usar na sala dela. Só que ela não esperava que o presidente da empresa levaria alguns executivos estrangeiros para conhecer o escritório naquele dia. No que ela sai da sala com as lindas pantufas para pegar uma impressão, dá de cara com o presidente e os executivos. Daí a menção desse calçado no dress code.

    Abraços e parabéns pelo texto!

     
    • janamachado

      31/07/2009 at 14:57

      Obrigada Leo!
      Adorei a história da pantufa. Ri muito. Impossível não ri pq fiquei imaginando a cena e a situação.
      Onde trabalhei não tinha dress code mas certemamente que deveria existir. A mulherada lá exagerava!!! (rsrs) , mas sabíamos o que não poderia vestir e as sextas estava liberado o jeans. Era chamado de casual day.

      Jana

       
  8. Fabio

    25/12/2011 at 18:10

    boa tarde gostaria de dicas de livros com relacao a obter novas orientacoes quanto a postura e habitos ideais para o mundo corporativo e executivo, pois trabalho numa grande multinacional americana e tenho sido cobrado com relacao a esta necessidade.
    Muito obrigado,
    Fabio

     
    • janamachado

      06/01/2012 at 21:00

      Olá Fábio!
      Desculpe responder somente agora!
      Mas verei livros para te indicar. Geralmente, este item são capítulos inseridos em livros de comunicação corporativa. Além disso, posso te dar um conselho imediato: veja o código de ética da empresa e tente adotá-lo de uma forma que não agrida os colaboradores. Em breve, estarei lhe encaminhando algumas dicas.
      Um abraço

       

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